
LAMÚRIA DO CEGO QUE ANTES QUE O FOSSE
Quando era cego eu previa
(que freguesia)
o que ía acontecer,
Era o que se dizia...
Mas agora que bem vejo,
só agoiro do que vejo,
e já ninguém me quer crer...
Porquê,
se todos o podem ver!
Alexandre O`Neill, Poesias Completas
2 comentários:
O encanto quase ingénuo da Lisboa de Carlos Botelho. A ironia quase cruel do O'Neill:))) Tudo belo!
Olá Ana,
E depois do adeus...
E depois de ti...
Mal estava...e agora
que beco...
o que virá por aí?
Beijos,
Manuela
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