terça-feira, 22 de setembro de 2015

olhares. .terras do Barroso, Tourém



Poema da Lavadeira

Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.
Água canta na torneira
Sua líquida canção.

Lava, lava, lavadeira,
Sem descanso, sem razão.
Sua história verdadeira
Escreve-se com sabão.

Água canta na torneira
Sua líquida canção,
Lava, lava, lavadeira,
Com a alma, com a mão.

A manhã é transparente,
Brilha o sol com seu calor.
Tanto sonho de repente
Misturado com suor.

Lava, lava, lavadeira,
Sua roupa-ganha-pão,
Você tem a vida inteira,
Pra cumprir sua missão.


Cícero Alvernaz

Poema tirado do blogue ATRIUM MEMÓRIA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL.

2 comentários:

Majo disse...

~~~
~ Lavadouros abençoados!

~ Muito interessante, Ana.

~~~ Abraço amigo. ~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Graça Sampaio disse...

Que lindo lavadouro!!
Cheguei a ir lavar num outro assim... em miúda, por graça...