quarta-feira, 8 de julho de 2009

Maria João Pires será sempre uma mulher do mundo!

Deixem MJP em paz!


Porque não lhe poderão assistir todas as razões do mundo para ter nacionalidade brasileira ou dupla nacionalidade?

Todos os seus projectos sempre foram envolvidos de polémica... e todos os de boa fé sabem porquê!


Deixem-na viver a sua paixão! A sua vida! E, quanto mais amada se sentir... melhor, se for possível... interpertará!

Quando o Amor acontece, até a "terra mãe "do nosso amado nos apetece adoptar! È a osmose do afecto !

Onde quer que esteja será sempre a GRANDE MARIA JOÃO PIRES, porque a arte e a forma de a interpretar não tem fronteiras...
De Munch, Grito, pintura

Poema - Icaro

O sol dos sonhos derreteu-lhe as asas.
E caiu lá do céu onde voava
Ao ré-do-chão da vida.
A um mar sem ondas onde navegava
A paz rasteira nunca desmentida...

Mas ainda dorida
No seio sedativo da planura,
A alma já lhe pede impenitente,
A graça urgente
De uma nova aventura

Miguel Torga, in DiárioXII (1977)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Hoje, na TV, se for caso disso...


Hoje , no canal MOV,não perca o belo filme Paris com a ainda mais bela Julitte Binoche!
Uma homenagem à cidade, uma estória de morte anunciada, uma estória de Amor!
Já vi , mas espero ver de novo...
(22.25h)
(mil desculpas... o filme não aconteceu, informação errada via Público...)

Do monólogo ao hábito...



Diz Saramago, a uma revista cor-de-rosa, a propósito do seu blogue e do acto de blogar... "O blogue é um espectáculo sui generis, onde toda a gente vai fazer o seu monólogo"...
Com razão ou sem ela, ao certo é que eu já tinha saudades de "monologar"!
Trazida pelo vento que faz... aqui estou agarrada de novo ao hábito e ao "monólogo"...

“O hábito é o balastro que prende o cão ao seu vómito. Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos. Hábito é pois o termo genérico para os inúmeros contratos celebrados entre os inúmeros sujeitos que constituem o indivíduo e os seus inúmeros objectos correlativos. Os períodos de transição que separam as consecutivas adaptações representam as zonas perigosas na vida do indivíduo, perigosas, penosas, misteriosas e férteis, em que, por um momento, o tédio de viver é substituído pelo sofrimento de ser.”
Samuel Beckett, in "À Espera de Godot

De Pitecos, "0 povo é quem mais ordenha"...


sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Tourada e os Touros de Picasso...


Vamos lá aouvir aqui.... A Tourada....

Não vou falar de pinhos mas de tasquinhos....

Corre há uns dias um anúncio no Público, no âmbito do aniversário da Bossa Nova que faz as minhas delícias e com o qual não podia estar mais de acordo...
Faço um "copy/paste"... e ele aí está!
Vinicius dizia "nunca vi uma boa amizade nascer numa leitaria".... Por isso mesmo passei a tarde na minha "tasca"preferida com amigos de eleição e àmanhã correrei para a santa terrinha para as tasqunhas das freguesias, onde me esperam outras amizades e algumas iguarias...
Se forem para os lados da Figueira... já sabem, leitarias, não há! Amigos ,podem-se fazer alguns durante 3 dias....

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Porque não um chá e recordar Sophia 5 anos depois da sua partida? Foi a 2 de Julho de 2004



Casa Branca


Casa branca em frente
ao mar enorme,
Com o teu jardim de
areia e flores marinhas
E o teu silêncio intacto
em que dorme
O milagre das coisas
que eram minhas.


A ti voltarei após o
incerto
calor de tantos gestos
recebidos
Passados os tumúltos e
o deserto
Beijados os fantasmas,
percorridos
Os murmúrios da terra
indefinida.

Em ti renascerei num
mundo meu
E a redenção virá nas
tuas linhas
Onde nenhuma coisa
se perdeu
Do milagre das coisas
que eram minhas.

Poesia inédita , publicada no DN de 27.06.09

Citação...


"Um computador é como um deus do Antigo Testamento, com muitas regras e nenhuma misericórdia"
de Joseph Campebell, filosofo americano

quarta-feira, 1 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Marzuca de Fogo (excertos)

Até sempre, Pina Bausch!


Não haverá mais Pina Bausch! Só ficará a escola que Pina deixou!
Seremos muitos a chorar esta coreógrafa alemã que por acaso até gostava muito de Portugal e dos portugueses...

1940-2009

O seu trabalho resultava da articulação das linguagens da dança de expressão alemã com elementos de teatralidade, inventando reportórios coreográficos de movimentos e gestos com a utilização da voz aptos a traduzir para o palco uma constelação de experiências humanas : as relações entre homens e mulheres, o medo, a solidão, o desespero, mas também a ternura, o amor e a felicidade...Foi-se surpreendido! Estava-se sempre à espera que regressa-se ao país... Foi um presente da vida partilhar alguns espectáculos, cá e fora...Ficarão os registos e concerteza que ámanhã vou ver o filme de Almodovar "Habla con ella"