sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Bom fim de semana....


Estoril Film está a chegar ao fim...
Para hoje espera-se ainda um filme em competição para o qual ponho grandes expectativas e quando lá chegar já saberei quais os premiados...
Às 22.15 , de ANDREY KHRZHANOOOVSKIY, ROOM AND HALF, de 2009.
"Uma viagem única á primeira fase da vida de Joseph Brodsky - poeta russo vencedor do prémio Nobel- e à URSS, país da sua juventude. O filme , uma mistura perfeita de estilos diferentes- ficção, animação e imagens históricas - cria uma atmosfera inesqucível de São Petersburgo durante as décadas de 1950 e 1960"
Depois desta euforia festivaleira espero retomar as visitas aos meus bloguinhos de eleição dos quais tenho andado afastada...
Bom fim de semana.

To bee or not to bee...


O João, meu fotógrafo com mar sempre à vista, enviou-me com alguma preocupação a fotografia de um dos seus múltiplos gatos, o Lélyto...
E questionou."será que este gato também é corrupto?..."
Penso que este tipo virótico de corrupção ainda não passou para animais não pensantes... quando roubam, é por boa causa... fomita ou para um jogo de rato e gato com o próprio dono...

Pitecos de Zédalmeida


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O romantismo na poesia...


"Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore, é melhor que não surja mesmo."
Jonh keats (poeta romântico séc. XIX)
Depois de ver o filme de Jane Campion, de que vos falei há dois dias, aqui, de uma beleza profunda ,só vos posso deixar , por hoje, com este pensamento...
(post emendado... pensei que hoje era sexta-feira...)

Nos tempos que correm, é pertinente...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"10 dedinhos nas mãos, que são 10 corações.." 1ª grande homenagem feita a Maria João Pires no nosso país...


Ontem...
O grupo de teatro "INTERVALO", dirigido por Armando Caldas, em Linda-a-Velha, e, no âmbito do seu 40º aniversário, encerrou a sua Semana Cultural, com um tributo aos 60 anos de carreira de Maria João Pires.
O evento acabou por ser transferido para o Teatro Ruy de Carvalho, em Carnaxide, para poder albergar mais gente...
Bom, não podia ter sido mais emocionante , caloroso e intimista pela humildade daquela pequena/grande mulher, que estava feliz por estar entre amigos e cúmplices de outras jornadas, tendo sempre como pano de fundo a música e a solidariedade...
Ouvir Carmen Dolores entre outros dizer as palavras escolhidas, de poetas e prosadores foi um momento alto, mais elevado foi, quando sem esperar, Maria João nos ofereceu uma pequena peça de Scarlatti...
António Vitorino d Almeida ao exortar o grandioso nome de MJP, extra fronteiras, disse com piada
."depois de Santo António, Maria João Pires, será o português mais conhecido do
mundo, pois por onde quer se viaje, ao entrar em discotecas (para o maestro,
discoteca é local de venda de discos)..ela está sempre presente.).
Requintes do seu humor...
Eterna gratidão a Armando Caldas , por uma noite de sonho, que podia ter sido numa grande sala de Lisboa ou Porto, mas foi simplesmente em Carnaxide...

Para quem puder ir hoje ao Estoril Film..uma dica

Bright Strat de Jane Campion, às 22.15 no pavilhão dos congressos

"londres 1818: começo de uma cena amorosa entre o poeta inglêsJohn Keats, na altura com 23 anos, e Fanny Brawe, uma estudante expansiva sua vizinha.
Irremediavelmente e intensamente envolvidos um com o outro, o jovem amoroso embrenhou-se em sensações novas e muito poderosas, " Tenho a impressão de que me estou a dissolver", escreveu Kates a Fanny. Juntos navegaram por ondas de obsessão romãntica que se tornaram mais profundas à medida que os seus problemas aumentaram. Apenas a doença de kates provou ser intransponível.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um mar , sempre à vista, sem muros...


Ao fundo não há muro... é a entrada da barra...
O João com a sua nova máquina fotográfica, de profissional, continua a enviar as imagens da "nossa" Figueira. E... com a qualidade da mesma, diz que são feitas mesmo ao escurecer... Parabéns!
Como retribuição vou fazer-lhe uma sugestão que lembra os muros , barreiras físicas e psicológicas que invadem esse mundo por aí fora...
Um, caíu há 20 anos, os outros, logo se verá.
Dois filmes para alugar no clube vídeo...

domingo, 8 de novembro de 2009

Um bolero e boa semana...

Grande apoteóse com Fernando Lopes e "Os sorrisos do destino"...


Estoril Film Festival

Mais uma vez a sala do Pavilhão dos Congressos estava a abarrotar e desta até estávamos a jogar em casa...
Ante-estreia do filme de Fernando Lopes, OS SORRISOS DO DESTINO...

Não vou aqui fazer a sinopse pois sei que em breve o irão ter nas nossas salas de cinema, mas não nos deixámos de sentir comovidos ,perante este pequeno em estatura, mas grande em filmar, realizador, que na conversa com o público "embebido"nos seus "n"uisques, chorou e se sentiu feliz por estarmos todos ali de olhos nos olhos, com as nossas emoções vivas...."todos vivemos com telemóveis e amores virtuais, todos vós, aí na plateia sois cúmplices desta nova forma de comunicação. Eu não, pois nunca tive nem terei telemóvel..."..."separei-me da Maria João (Seixas), podia fazer um filme trágico, mas decidi fazer uma comédia, porque nem todas as despedidas são trágicas"..., aplausos, choros e risos.
Sobre o filme só deixo aqui o comentário escrito pelo realizador.
"Nesta Lisboa do séc.XXI em que ser moderno é sinónimo de dependência a novas tecnologias, quero um filme sobre relações virtuais e infidelidades electónicas, de acordo com o ar do tempo. Através de boleros que escoltam toda a narrativa do filme, conto uma história de intensos amores e profundos desamores que, como diria a Dolores Duan,
"é como se fosse uma canção de dor de corno".



Estoril Film Festival, ontem


O LAÇO BRANCO, de Michael Haneke, que todos o possam ver, é o que mais desejo. Ao longo do dia tem sido um exercício de memória pela força da estória e dos seus personagens.

"Numa aldeia protestante da Alemanha do Norte em véspera da primeira guerra mundial acidentes estranhos aconteceme, e gradualmente, assumem o carácter de uma punição ritual...."
Sala repleta...para mais , visionar em CATHARSIS

Bom domingo...


Paixão

O meu avô usou sempre
Os lápis
Até ao fim

Mesmo mesmo
Até ao fim
Quando já não havia lápis nenhum

Tudo
Porque em miúdo
Tinha sido obrigado
A escolhas difíceis e injustas

Quando a mãe lhe dizia
Queres um lápis ou uma banana
Agora escolhe

E ele escolhia
Roído de fome
O lápis

De Alice Vieira, Livro com cheiro a morango
que dia 25 de Novembbro vai estar na Biblioteca Municipal de Carnaxide, às 21 h30 no CAFÉ COM LETRAS