quarta-feira, 30 de março de 2011
Para esquecer...
as coisas más que por aí andam... E, como diz a mdsolzinha do bnb, vejam e ouçam até ao fim...
terça-feira, 29 de março de 2011
Momentos de ouro... e a tarde pôs-se a jeito, a surrealidades...


Porque gostamos de gin-tónico e de Nina Simone e porque não há um gin-tónico sem o segundo, veio-me á memória Mário- Henrique Leiria... (aqui). Imperdível e a rever...
EXAGEROS
O Alfredo atirou o jornal ao chão, irritadíssimo, e virou-se para mim: - Estes jornalistas! Passam a vida a inventar coisas, é o que te digo. Então não afirmam que, no Sardoal, foi encontrado um frango com três pernas! Vê lá tu! É preciso ter descaramento. Ajeitou-se melhor no sofá e, realmente indignado, coçou a tromba com a pata do meio.
CASAMENTO
“Na riqueza e na pobreza, no melhor e no pior, até que a morte vos separe.” Perfeitamente. Sempre cumpri o que assinei. Portanto estrangulei-a e fui-me embora.
.TELEFONEMA
Telefonaram-lhe para casa e perguntaram-lhe se estava em casa. Foi então que deu pelo facto . Realmente tinha morrido havia já dezassete dias. Por vezes as perguntas estúpidas são de extrema utilidade.
in Contos do Gin, Mário - Henrique Leiria
segunda-feira, 28 de março de 2011
Momentos...
O poeta é um fingidor
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
De Fernando Pessoa
Surrealidades... de Mário Botas

"Se eu fosse arquitecto, ou escritor, actor ou músico, continuaria a ser sempre, e em primeiro lugar, desenhador naquilo que a minha mão ou o meu corpo teria no imediato de potencialmente criador, diante da brancura do papel ou do tempo."
Mário Botas (aqui)
sábado, 26 de março de 2011
Alentejo primaveril...

Insónia Alentejana
Pátria pequena, deixa-me dormir,
Um momento que seja,
No teu leito maior, térrea planura
Onde cabe o meu corpo e o meu tormento.
Nesta larga brancura
De restolhos, de cal e solidão,
E ao lado do sereno sofrimento
Dum sobreiro a sangrar,
Pode, talvez, um pobre coração
Bater e ao mesmo tempo descansar
Poema de Miguel Torga
Pátria pequena, deixa-me dormir,
Um momento que seja,
No teu leito maior, térrea planura
Onde cabe o meu corpo e o meu tormento.
Nesta larga brancura
De restolhos, de cal e solidão,
E ao lado do sereno sofrimento
Dum sobreiro a sangrar,
Pode, talvez, um pobre coração
Bater e ao mesmo tempo descansar
Poema de Miguel Torga
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
E depois do adeus...
Olhos que te viram... 1932-2011

Para ver AQUI citaçoes e filmografia de Liz Taylor....
Esse deus, que dizem que é pai, anda com saudades de alguns filhos... dos conhecidos, bons, bonitos e polémicos. Partiu mais uma alma que fez história e o deus anda com falta delas, concerteza...
Mas há pessoas eternas como as jóias verdadeiras que as cobriram. Os diamantes em bruto e os burilados...
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