O Leitor, de Almada Negreiros
O sentido da tourada, AQUI exposto, espetáculo que respeito pouco.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Lá vamos cantando e sorrindo...
Quarto no Brooklyn, de 1932, de Edward Hopper
Hoje, vou sair da minha zona de conforto para um dever de cidadã para o qual fui convidada a aceitar. Apresentação dos candidatos à freguesia de Estoril/Cascais, da qual faço parte a convite da CDU, como independente.
Um ato que repito, o primeiro foi na freguesia do Castelo , Lisboa, de 1993 a 2001, pelo Amar Lisboa.
Foi uma experiência gratificante, de honestidade e resolução de problemas sociais e culturais.
Em Cascais é preciso contrariar as candidaturas de duas pessoas de porte duvidoso e muito pouca seriedade. Cordeiro das farmácias pelo PS e a candidatura do presidente não eleito, Carlos Carreira.
Vamos lá pois.
Hoje, vou sair da minha zona de conforto para um dever de cidadã para o qual fui convidada a aceitar. Apresentação dos candidatos à freguesia de Estoril/Cascais, da qual faço parte a convite da CDU, como independente.
Um ato que repito, o primeiro foi na freguesia do Castelo , Lisboa, de 1993 a 2001, pelo Amar Lisboa.
Foi uma experiência gratificante, de honestidade e resolução de problemas sociais e culturais.
Em Cascais é preciso contrariar as candidaturas de duas pessoas de porte duvidoso e muito pouca seriedade. Cordeiro das farmácias pelo PS e a candidatura do presidente não eleito, Carlos Carreira.
Vamos lá pois.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
No contraditório, a poesia...
Perdoa Júdice
mas nem sempre essa beleza é por nós sentida
quando o coração outrora silencioso se torna saltitante
e o osso mais pequeno dá em doer e convence os outros a doer também
e a vista enevoada obriga a limpar lentes vezes sem conta
e o cansaço chega sorrateiro como quem não quer a coisa
e se torna convincente
e o olhar procura num jardim distante os que partiram(a nossa gente) e deixaram nas nossas mãos a senha a seguir
e a saudade nos atinge como uma secta...
Perdoa Júdice, às vezes não é tão belo assim
São, isso sim,
os teus olhos de Poeta...
De, ERA UMA VEZ
Pintura de E. Hopper
mas nem sempre essa beleza é por nós sentida
quando o coração outrora silencioso se torna saltitante
e o osso mais pequeno dá em doer e convence os outros a doer também
e a vista enevoada obriga a limpar lentes vezes sem conta
e o cansaço chega sorrateiro como quem não quer a coisa
e se torna convincente
e o olhar procura num jardim distante os que partiram(a nossa gente) e deixaram nas nossas mãos a senha a seguir
e a saudade nos atinge como uma secta...
Perdoa Júdice, às vezes não é tão belo assim
São, isso sim,
os teus olhos de Poeta...
De, ERA UMA VEZ
Pintura de E. Hopper
domingo, 16 de junho de 2013
A bênção do Poeta...
Prazer e Flores de Mário Sérgio
Gosto das mulheres que envelhecem
Gosto das mulheres que envelhecem
Gosto das mulheres que envelhecem,
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caídos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.
com a pressa das suas rugas, os cabelos
caídos pelos ombros negros do vestido,
o olhar que se perde na tristeza
dos reposteiros. Essas mulheres sentam-se
nos cantos das salas, olham para fora,
para o átrio que não vejo, de onde estou,
embora adivinhe aí a presença de
outras mulheres, sentadas em bancos
de madeira, folheando revistas
baratas. As mulheres que envelhecem
sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo
do tempo nos seus seios. Por isso esperam
que o dia corra nesta sala sem luz,
evitam sair para a rua, e dizem baixo,
por vezes, essa elegia que só os seus lábios
podem cantar.
Nuno Júdice
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Momentos soltos... e de ouro...
"Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!"
Apesar da morte " gozemos o momento,/ solenes na alegria levemente"
"Tenho mais almas do que uma/ Há mais eus do que e mesmo/ Existo todavia/ Indiferente a todos/ Faço-os calar : eu falo."
Ontem passei pela Casa Fernando Pessoa.
Passou por lá no seu melhor Jorge Palma. Pensei, este homem está na casa certa, há coisas comuns entre o cantor e o "fingidor"...
Nas escadas fotografei os três primeiros desenhos de crianças que aqui exponho. E, veio-me à memória que cá por casa, há também um desenho feito me pelo meu filho António, aos 11 anos de idade e que foi premiado num concurso "Pessoa visto pelas crianças", em 1989. É o último... , aqui à direita.*
Versos soltos tirados do jornal "i", de dia 10/06/13
*adenda, por lapso não especifiquei qual o desenho do pequeno artista
Apesar da morte " gozemos o momento,/ solenes na alegria levemente"
"Tenho mais almas do que uma/ Há mais eus do que e mesmo/ Existo todavia/ Indiferente a todos/ Faço-os calar : eu falo."
Ontem passei pela Casa Fernando Pessoa.
Passou por lá no seu melhor Jorge Palma. Pensei, este homem está na casa certa, há coisas comuns entre o cantor e o "fingidor"...
Nas escadas fotografei os três primeiros desenhos de crianças que aqui exponho. E, veio-me à memória que cá por casa, há também um desenho feito me pelo meu filho António, aos 11 anos de idade e que foi premiado num concurso "Pessoa visto pelas crianças", em 1989. É o último... , aqui à direita.*
Versos soltos tirados do jornal "i", de dia 10/06/13
*adenda, por lapso não especifiquei qual o desenho do pequeno artista
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Hoje, todos os caminhos podem ir dar a Lisboa... É só festa e da boa
Há amores que são eternos e invejáveis...
Outros que não passam do papel ou da mesa do café ...
Assim aconteceu.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
O que eu tinha que saber de cor.... E viva o Santo António...
O PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO
Saíra Santo António do convento,
a dar o seu passeio costumado
e a decorar, num tom rezado e lento,
um cândido sermão sobre o pecado.
Andando, andando sempre, repetia
o divino sermão piedoso e brando,
e nem notou que a tarde esmorecia,
que vinha a noite plácida baixando...
E andando, andando, viu-se num outeiro,
com árvores e casas espalhadas,
que ficava distante do mosteiro
uma légua das fartas, das puxadas..
Surpreendido por se ver tão longe,
e fraco por haver andado tanto,
sentou-se a descansar o bom do monge,
com a resignação de quem é santo...
O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
o Menino Jesus baixou do céu,
pôs-se a brincar com o capuz do frade.
Perto, uma bica de água murmurante
juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
De braço dado, para a fonte, vinha
um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
ele trazia... o coração no peito.
Sem suspentarem de que alguém os visse,
trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
— Ó Frei António, o que foi aquilo?...
O santo, erguendo a manga do burel
para tapar o noivo e a namorada,
mentiu numa voz doce como o mel:
— Não sei que fosse. Eu cá não ouvi nada...
Uma risada límpida, sonora,
vibrou em notas de oiro no caminho.
— Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
— Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho...
— Tu não estás com a cabeça boa...
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo António de Lisboa
calou-se embaraçado, mas, por fim,
corado como as vestes dos cardeais,
achou esta saída redentora:
— Se o Menino Jesus pergunta mais,
... queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!
Voltando-lhe a carinha contra a luz
e contra aquele amor sem casamento,
pegou-lhe ao colo e acrescentou: — Jesus,
são horas...
------------ E abalaram prò convento.
Augusto Gil, Luar de Janeiro,Sintra, Manuscrito Editores, 1984
(fotografia surripiada aos Amigos de Lisboa)
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Como comecei a "comemorar" o meu 10 de junho...
No sábado fui até ao Padrão dos Descobrimentos à inauguração de uma exposição dedicada ao Infante D. Henrique.
Poucas vezes atravesso para aquele lado do rio... Fico-me pelo jardim das Oliveiras , esplanada, e daí observo a grandiosidade do monumento das Descobertas da criação de Leopoldo de Almeida.
* Peço desculpa pela repetição de uma imagem. Mas é uma trabalheira apagar tudo. Nunca encontrei forma de corrigir estes erros no blogger.
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