terça-feira, 15 de abril de 2014

Todos diferentes, todos bonitos, os amores..., imperfeitos (leituras breves)


Não é fácil entre dois – rotinas, segredos e angústias são matéria que apenas a um deveria pertencer. Quase nunca sucede. Crescemos na ideia de que o amor é a junção de dois, um equívoco que nos faz falhar. Construir o que é comum pressupõe a soma dos dois, não a sua fusão. Isso, quando temos sorte, acontece na cama e não fora dela. Tentemos então seguir um com o outro na vida tal como ela é, e um no outro na absoluta intimidade. Mas nunca te esqueças de que a plenitude não se faz da superfície – a pessoa que tens ao lado é o que vês e o que guarda dentro de si, faz amor com ela completa e não te contentes com a metade que te mata a fome.

Retirado de SÓ ENTRE NÓS, de Luís Osório

(as minhas fotos)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"dou-te um verso"

 Todos os poetas são radicais e orgânicos,
                            sobretudo se interessados
                                                         no sexo.
Pintura de Christhos Bokoros
Versos de Eduardo Chiote, Encontro

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Uma quarta feira perfeita...



Ir à feira e ao lado passar pela Biblioteca Municipal e sentar a ler as notícias do dia ou de dias já passados.
Mágico...
Isto acontece em Cascais às quartas e sábados...
Para o Sérgio , é ás terças, mas é a feira da ladra.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A pequena pausa primaveril porque os ritmos não são contínuos....


Pinturas de Félix Vollotton,  1865-1925


És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante.

Sophia de Mello Breyner, Promessa

segunda-feira, 7 de abril de 2014

imagens com história....



Galeria VIARCO, na Cidadela de Cascais. Uma instalação com a história do fabrico dos lápis VIARCO, cuja fábrica se situa em Oliveira de Azeméis,  ainda de fabrico artesanal.
Muito interessante. 
Ainda me lembro do  meu grau de exigência :- Um lápis viarco, nº2.

domingo, 6 de abril de 2014

A vida ou a força de um "like"...



Pontualmente assisti às conversas de Manuel Forjaz  com JAC na TVI24  e fiquei deveras admirada com a sua forma de comunicar já com a assumpção da sua doença. Com pena minha,  por não ser muito atenta à TV, muita coisa me passou. 

Por ironia do destino li a sua última crónica na revista SÁBADO, hoje. Ouviu-se há pouco que " se distraiu com a vida"....

UMA DOSE DE ENERGIA

Começa mal o dia na Consulta da Fundação Champalimaud. Fico a saber que a coisa se complicou, não muito, só um bocadinho, à la cancre, sneaky e filho da puta . Nunca é claro, nunca fala claro, é sempre aos pouquinhos,

......
......
Ás 2h30, surpreendido por uma vaga de energia inusitada - costumo deitar-me cedo mas o cancro põe o coração a 150 de pulsação o dia inteiro, e a entrevista a Daniel de Oliveira despertou-me ainda mais - estava no Facebok a responder a mensagens e a pedidos de amizade quando alguém me perguntou:  "Recebeste?" Indaguei: "O quê?" Resposta: "A energia que te enviei!!!!!" Quero mais, várias doses por dia se puder ser... Coincidência ou acaso, certas coisas que não compreendemos funcionam mesmo.

Revista Sábado , de 3 de abril de 2014, excertos da crónica semanal de Manuel Forjaz

Bom domingo...



Com venda ou sem venda o amor é bom.
Quero o seu elogio. que os tempos têm sido maliciosos para com a vida de muitos . Conhecidos e anónimos....

Hora de beber; parcimônia,
Hora de falar; discrição,
Hora de comer; continência,
Hora de amar - (muita) atenção.

Poeminha (Bem) Moderato, de MillôrFernandes

Bonecos de Estremoz, série "amor é cego"

sexta-feira, 4 de abril de 2014

ei-los que partem...1949-2014

Memória descritiva
Sul
O Sul não existe.
E ninguém o explicou melhor que Montalbán.
Terá sido inventado pelos povos do Norte, e posto à venda pelas agências de viagens.
Também não fui indiferente ao Sul.
Mesmo que ele não fosse mais do que uma palavra.
Ataviei-me de cores e de cheiros minuciosamente elaborados na Beira, e parti para o Algarve.
O Sul.
Cedo me dei conta de que havia
mais sul a Sul.
Mas apenas transpus o Estreito, seguindo a rota delineada pelos profetas da minha geração.
Paradoxalmente, esse outro Sul, a sul das praias de Tarifa, apenas me devolvia ao Norte.
Neste caso, o de África.
Os labirintos sempre me fascinaram, mas eu preferia mil vezes partir à procura do fim do arco-íris, do que decantar os vasos comunicantes do horizonte.

[Longe do mundo; frenesi, 2004]


Palavras de Jorge Fallorca que  partiu para um mundo sem livros...  AQUI, ou não?