sábado, 19 de julho de 2014

Fim de semana possível.... O mundo está confuso....


ESPERANÇA -West Virginia Living Room, 1935. Os personagens de Evans preservam no fundo dos olhos a crença em dias melhores, como nesta irónica contraposição entre um menino e anúncios publicitários.  (foto de cima)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

João Ubaldo Ribeiro (1941- 2014)

"A arte é uma forma de conhecimento."

"Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer."

"Não estou preocupado em conhecer os novos autores, esses que vão surgindo agora. Já li muito no passado, está bom."

""Quanto mais coroa fico, mais vou sentindo frio."

"Um romance são tantos romances quantos forem seus leitores."

"Duvido muito que um sujeito leia um livro cheio de hiperlinks. Não acredito na praticidade dessa mecânica do computador."

"Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo."

"Em tese, somos capazes de nos apaixonar por tantas pessoas quantas sejamos capazes de lembrar, o limite é este, não um ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco, ou dezassete, todos esses números são arbitrários, tirânicos e opressores."

terça-feira, 15 de julho de 2014

Nós, os vivos" ou os mortos vivos...





Durante algum tempo, a artista, Ana Teixeira, paulista, desenhou pessoas que descobria dormindo em espaços publicos. Entretanto, a artista decidiu explorar o avesso do sono e retratar pessoas acordadas como se os personagens de trabalhos anteriores de repente acordassem e se descobrissem patéticos em meios no seu quotidiano. Assim, nasceu, a série :"Nós, os vivos".

Alguém se encontrará por aqui?

sol, sol, sol e muito amor... vida

Vladimir Kush, Sunrise

sábado, 12 de julho de 2014

Sonoridades de fim de tarde...

Aqui
As minhas fotografias


Ontem, escadas.
Hoje, portas, as mais bonitas do mundo.
Amanhã, quem sabe?  Janelas.
E o meu olhar divide-se na forma de olhar o mundo
entre portas e janelas, umas fechadas outras abertas,
outras, nem tanto assim...

~~~~~~ ~~~~~~ ~~~~~~ ~~~~~~ Entretanto,
AQUI, algumas portas, portuguesas, com certeza, entre as mais belas do mundo.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bom fim de semana . O olhar dos outros, com arte...


Trabalho de Aida Muluneh
A pintora escolheu para representar O Inferno, numa exposição temática, uma mulher etíope como modelo, Salem.  Pintou-lhe o corpo de branco, porque para a artista, viver numa cidade a que se chamou Addis Ababa, não é preciso muito para fantasiar uma ida para o Inferno...

Exposição A DIVINA COMÉDIA, Céu, Purgatório e Inferno, de Artistas Contemporâneos Africanos em Frankfurt.




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Hoje dou-vos um verso...

Les Clés du Paradis -(Jouir, Combattre, Désirer), de Hassan Musa,tríptico 

Entre nós e as palavras, os emparedados,
e entre nós e as palavras, o nosso querer falar

Mário Cesariny, You Are Welcome to Elsinore

terça-feira, 8 de julho de 2014

uma beleza vertiginosa


Para continuar a ver AQUI

Cinema em casa... Uma belíssima escolha

Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Baarìa - A Porta do Vento é um filme autobiográfico, uma saga épica sobre a vida e a morte, amor e ódio, que acompanha 40 anos de história em uma vibrante cidade siciliana durante a primeira metade do século 20. O filme segue a vida de Peppino Torrenuova, desde sua infância como um filho problemático na década de 30, passando pela Segunda Guerra Mundial e o autoritário regime fascista, até seu romance proibido e casamento com a bela Mannina, que culmina em uma tumultuada vida política ao ingressar no Partido Comunista Italiano. Uma jornada cheia de emoção, nostalgia, alegrias e tragédias em um mundo tão distante do nosso, porém tão próximo.

Não adormeças...

Pintura Erótica de Fernando Botero
Não Adormeças

Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.

Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi
de quatro folhas; e das ervas mais húmidas e chãs
com que em casa se cozinhavam perfumes que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.

O meu corpo gela à mingua dos teus dedos, o sol vai
demorar-se a regressar. Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,
como na minha pesará para sempre a pedra do teu rosto
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira