terça-feira, 18 de novembro de 2014

"é a vida"..., diz João Luís Oliva. E é verdade...

 JoãoLuís Oliva, Centro Cultural de Tondela e Maria do Céu Guerra lendo textos

Lançamento do seu livro
A livraria LER  DEVAGAR, lançou em Tondela no sábado passado,  o livro do amigo Oliva, "Artes e ideias da desconcentração". Foi um momento muito terno, pois é isso que Oliva inspira e expira...
É um homem rico de ideias e amigos.
Em dezembro será apresentado em Lisboa na LER DEVAGAR .

"... uma política cultural que se preocupe em alargar
a geografia e a eficácia social das manifestações artísticas,
em lugar de des-centralizar o centro, deve contribuir para des-concentrar os pólos de criação e 
produção; isto é,  multiplicar os centros e, então, possibilitar a itinerância e troca entre eles.
Uma política sem navegação à vista e sem disponibilização avulsa de meios e recursos..."

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por aqui... (1)


fala-se de A CASA E A FAMÍLIA.
XVII JORNADAS HISTÓRICAS DE SEIA, promovidas pela CMS e de coordenação científica de Fernanado Catroga ( FLUC)


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Leituras breves...


"Os Maias"
Eça de Queirós

….Sim senhor um navio fretado à custa da nação, em que se mandasse pela barra fora o rei, a família real, a cambada dos ministros, dos políticos, dos deputados, dos intrigantes, etc. e etc.
Carlos sorria, às vezes argumentava com ele.
- Mas está o Sr. Vicente bem certo, que apenas a cambada, como tão exactamente diz, desaparecesse pela barra fora, ficavam resolvidas todas as cousas e tudo atolado em felicidade?  
Não o Sr. Vicente não era tão burro que assim pensasse.
Mas suprimida a cambada, não via S.Exª? Ficava o país desatravancado; e podiam então começar a governar os homens de saber e de progresso …
Sabe V.Ex.ª qual é o nosso mal???...
Não é má vontade dessa gente; é muita soma de ignorância... Não sabem... Não sabem nada...
Eles não são maus, mas são umas cavalgaduras !!!...
(…)
Sr. Vicente, mestre de obras em "Os Maias" em diálogo com Carlos

* Enviado por mail por mão amiga ,  este excerto tão oportuno, do nosso tão amado Eça.
Caricatura de Abel Manta

domingo, 9 de novembro de 2014

sábado, 8 de novembro de 2014

Momentos de ouro. Cinema. Entre Lisboa e Estoril



E eu, que este ano nem parcialmente posso ir. Mas, fui à ante estreia do 1º filme do certame , de Bertrand Bonello , Yves Saint Laurent. Mostra um período de vida e criacão do grande génio da moda .
Um filme perfeito na narração e na estética. A minha opinião, claro..Amanhã espero pela crítica. 
E não é que quase ía jantando com Malkovitch... :) Mas, Assunção Esteves chegou primeiro.
Exposições a não perder

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A vida é um teatro com ou sem manipulações... Bom fim de semana e agasalhem-se.

Se Pires de Lima é português, eu quero ser espanhola. Morra! Pim!...
Viva o Teatro de Marionetas.
Quando era criança, na minha cidade, o teatro de marionetas parava na minha rua para atuar. Eu via-os da minha janela de 1º andar. A perspectiva era uma outra de quando os via na praia. De cima. As manipulações, as mudanças rápidas de bonecos nas duas mãos do seu manipulador,  deixavam-me louca de entusiasmo, mais admirada ainda,  quando descobri que o artista era cego.
No fim, acontecia sempre o mesmo. Gritava da minha janela : -
Ó senhor Roberto , tome lá cinco tostõezinhos...
Esta cena de chamar da janela, fazia as delícias da família, assim como uma outra situação. Quando a sirene dos bombeiros tocava, os grandes e valorosos Bombeiros Voluntários, que eram ali perto, largavam o trabalho e aceleravam os pedais da bicicleta  para apagar o fogo. E eu,  mais uma vez do meu 1º andar, quando os via curvar, gritava : 
- Ó senhor bombeiro, onde é que é o fogo?
Claro que, tinha que sair de casa, pois as crianças facilmente andavam pela rua, e ir ao quartel saber o local do "crime"...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

orçamento em pugilato...

Governos Apostados em Errar  
Entre nós tem-se visto governos que parecem absurdamente apostados em errar, errar de propósito, errar sempre, errar em tudo, errar por frio sistema. Há períodos em que um erro mais ou um erro menos realmente pouco conta. No momento histórico a que chegámos, porém, cada erro, por mais pequeno, é um novo golpe de camartelo friamente atirado ao edifício das instituições; mas ao mesmo tempo tal é a inquietação que todos temos do futuro e do desconhecido que cada acerto, cada bom acerto é uma estaca mais, sólida e duradoura, para esteiar as instituições. Toda a dúvida está em saber se ainda há ou se já não há, em Portugal, um governo capaz de sinceramente se compenetrar desta grande, desta irrecusável verdade. 

Eça de Queirós, in 'Últimas Páginas'

os novos fugitivos são licenciados....


..."malgrée"madame Merkel...
"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre."Fonte - Uma Campanha AlegreTema - Emigração

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

a poesia anda na rua, mas nem sempre segura...




... nem sempre pelas melhores razões.

Para matar a fome, pagar as contas correntes  essenciais à vida.
Cruzei-me com Leonora Rosado, no sábado,  no Chiado. Uma abordagem simpática em forma de folha A4, vinda de uma cara bonita.
Vendia livros de poemas seus e ilustrados por ela. Livros todos manuais em papel reciclado. Cada um daria o que pudesse...
Fiquei aflita. Eu de "plafonamento" rasteiro, disse-lhe que era professora aposentada...

-Ah! Não precisa de dizer mais nada... , disse ela.Puxou de uma folha com um poema feito na noite anterior, assinou e ofereceu-mo. 

Nada pude fazer em troca. Mas, sei que logo que possa, irei de novo ao Chiado ou às redes sociais, procurar Leonora, e retribuir o gesto solidário . Leonora, soube logo que andávamos pela verdura, "descalças" ou de solas de sapatos bem gastas.