quinta-feira, 23 de abril de 2015

Neste dia Mundial do Livro


e... porque os amigos conhecem os nossos gostos, fui presenteada com esta relíquia.

"Livro, quando te fecho, abro a vida"

Pablo Neruda

Fotografia do Almanaque, de Rogério Gonçalves Costa, SEM T´TULO

Curtas...


terça-feira, 21 de abril de 2015

um buraco, é sempre um buraco....

e, muitas vezes sem saída...

Houve tempo em que nos amores e nas paixões, se falava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
 Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. a regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de "se conduzir não beba" para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer "se amar não se magoe".
Com o passar dos anos , aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose, da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida.
A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que se não serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade (?) para amansar os corpos, os gestos , as palavras.  A postura é um fato pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto. já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema de Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a  escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.

fui saber notícias de Babilónia... aconteceu, no sábado, na Fundação José Saramago





sábado, 18 de abril de 2015

bom fim de semana ..


Fotografia de Rosa Tengarrinha, Monte Estoril

De momento,  procuro o descanso do corpo, depois de uma luta de 6h para ver a Lisboa Romana... (valeu a pena? tudo vale a pena.... diria o poeta...),
também repouso o olhar nos elementos da minha praia ...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

as minhas descobertas...

Renoir
(Aqui) a hipótese de encontrar algumas relíquias para compreender a arte e a sua história através do cinema. Haja tempo e curiosidade. Os filmes completos podem ser legendados. 

In, OBVIOUS

domingo, 12 de abril de 2015

mal-me-quer... bem-me-quer...

A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.

Ana Luísa Amaral, Silogismos 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

as presidenciais... aos meus olhos...

Hieronymus Bosch - O Jardim das Delícias (detalhe, painel central), 1504
OS CALONDROS

Os calondros no campo, acachapados,
figuram, aboborando, os meus cuidados,
bubões, já amáveis, duma vida
nem vitoriosa , nem vencida.

Alexandre O' Neill, Feira Cabisbaixa

Até 24 de Abril torturas mil... O sono ou a sua privação. Leituras breves

A tortura, a privação do sono no tempo do fascismo. 
Opinião de Irene Pimentel, aqui