domingo, 12 de julho de 2015

Reler Jorge de Sena, afinal estamos no verão...

 "Sinais de fogo, os homens se despedem, exaustos e tranquilos, destas cinzas frias. (...) um breve instante, gestos e palavras, ansiosas brasas que se apagam logo".
Não é verdade, não se apagam. Mesmo quando tudo acaba e Mercedes parte para o Porto - e Jorge se interroga, e nós com ele ainda hoje: "Sabes... a gente conheceu-se cedo de mais, ou tarde de mais" -, são "as ansiosas brasas" da poesia que ecoam. Em verso: "Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,/ recebo gratamente como se recebe/ não a morte ou a vida, mas a descoberta/ de nada haver onde um de nós não esteja."

Excertos de Sinais de Fogo de Jorge de Sena

Mais , AQUI

Pintura de Modigliani, que hoje faria anos.

The show must go on...


Bom fim de semana... No campo ou no mar.

Coucher De Soleil, Felix Vallotton, 1890

Entre o mar e o mar, escolho sempre o mar.
Entre o teu olhar e o mar, escolho sempre o mar.
Entre a verdade e a mentira, escolho sempre o mar.
Entre o teu beijo e o mar, escolho sempre o mar.
Entre o teu corpo e o mar, escolho sempre o mar.
O mar existe, mas tu não.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Maria Barroso, 1925-2015

Sem muitas palavras , pois tudo já tem sido dito sobre esta Senhora que nos deixou, lembro algumas das suas conversas. Uma delas, era que lia poesia para os seus netos quando pequeninos.
Registei.
Ainda não li nada ao meu pequeno Gabriel, (4 meses), mas sei que a mãe,  entre as muitas conversas , lê em voz alta as prosas que lhe vão alimentando os dias.
Outros dias virão e o nosso "plano nacional de leitura" virá, caso as novas tecnologias não desvirtuem os meus pensamentos.... ou então iremos pela "internet das coisas" onde a POESIA possa reinar. Um "ship" da poesia...
Fique em paz, Maria Barroso.

domingo, 5 de julho de 2015

Dia histórico, "OXI"

DIA HISTÓRICO PARA A LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO
Há quem se sinta muito feliz por hoje não ser grego. E há quem não possa deixar de afirmar que hoje é certamente o dia mais importante do século XXI até agora vivido na Europa.Os gregos também não precisam nada desses portugueses e...os portugueses também não!

Retirado do FB do post do amigo José Manuel Correia Pinto

Escultura de Adónis e Vénus, mitologia grega, museu do Louvre

Passando a palavra...




... porque para o ano há mais.
Safira, bem perto de Montemor o Novo.  (aqui)

terça-feira, 30 de junho de 2015

breve retiro...

                                                         Pintura de Pedro Pascoinho.

Porque às vezes é preciso parar, mesmo que o vício esteja à flor da pele.
Vou-me debruçar sobre a inteligência emocional e a inteligência artificial. 
Daqui a uns tempos falo VOS do produto final. Falarei?
Para já, vou por AQUI . 
Depois do SIM ou do NÃO estarei de regresso.

"Existimos e depois pensamos e só pensamos na medida que existimos, visto o pensamento ser, na verdade, causado por estruturas e operações do ser."
António Damásio

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O S. Pedro está-se a acabar... (2)


...
 Para uns és S. Pedro, o grão porteiro,
Para outros as barbas já citadas,
Para uns o tal fatídico chaveiro
Que fecha à chave as almas sublimadas.
Para uns tu fundaste a Roma do Papado
(Andavas bebado ou enganado
ou esqueceste
O teu posto quando o fizeste)
E para outros enfim, como é o povo
E segundo as ideias que elle faz,
És quem lhe não vem dar nada de novo -
Umas barbas com S. Pedro lá por traz
...


Os Santos Populares, de Fernando Pesssoa, com ilustrações de Almada Negreiros e Eduardo Viana

Devido ao adiantado da hora e às consequências da canícula, não trabalhei as fotografias como seria o merecido.
Desculpem-me lá...

São Pedro, peço-te alguma sorte e uns salpicos de água... Faz muito calor... (1)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

mais uma onda, mas de calor.. bom fim de semana

                                                        Ondas de alegrias e tristezas, ondas de expectativas , esperança, mas também ondas de desalento, de falsos encontros e desencontros, ondas de reais momentos mas sempre descontínuos.
O que se vai passando por aí cada vez é mais desinteressante, angustiante, com o grosso dos defeitos humanos a" surfarem" na crista da onda.
E, como escreveu  Sophia, "o que eu queria dizer-te nesta tarde, nada tem em comum com as gaivotas".

A grande onda de Kanagawa