quarta-feira, 18 de julho de 2018
terça-feira, 17 de julho de 2018
João Semedo 1951- 2018
Generosidade, uma palavra tão grandiosa e tantas vezes ouvida no dia de hoje.
Não será esquecido,João .Pela nossa geração e dos filhos que gerámos e o acompanharam no pensamento e na acção .
segunda-feira, 16 de julho de 2018
domingo, 15 de julho de 2018
Porque brincais com o mar em tempo de alegrias ?
O mar enrola na areia
ninguém sabe o que ele diz
bate na areia e desmaia
porque se sente feliz ....
Nem sempre o mar se sente feliz , nem sempre as pessoas são tementes à sua aparente calma .
Mais uma tragédia em Espinho. E, mais haverá .
sábado, 14 de julho de 2018
quarta-feira, 11 de julho de 2018
terça-feira, 10 de julho de 2018
Ate breve ou inté... Pensamento da tarde . Muito balanço ...
Este ano vi mais futebol do que seria suposto.
Mundial é mundial . E, ver jogar bom entre equipas, qual delas a melhor, mais Ronaldo..., criou em mim um frisson que me fez, umas vezes em companhia outras só , começar a ver um brilho e alguma" pedagogia", pois sou analfabeta futebolística.
Adoro Bruxelas e Paris . Mais ligada a Bruxelas.
Revivi momentos de vida . Pensei nas cervejas belgas por mim eleitas mas acabei a noite num pichet de vin rouge .
E viva a França.
Até um dia destes.
Richard Harris
Homens e mulheres pela competência e resiliência sabem que podem mover montanhas.
Aconteceu hoje, o resgate de 13 adolescentes, incluindo o treinador.
Richard Harris, um ser humano completo.
Lembraremos também, sempre, se a memória não ficar curta, Saman Gunan, o mergulhador da armada tailandesa, que morreu em acção de ajuda aos rapazes,
razão porque tive vontade de passar hoje no meu Mar que esquecido tem andado, para assinalar a vitória da vida .
terça-feira, 3 de julho de 2018
Leituras e olhares...
Nuvens púrpura da tarde, ide clamar
Que sou vencedor. Acolhe-me, Astro solar
Mestre absoluto, soberano senhor,
Da alma de uma só!
Do livro de R. Kipling, A História Mais Bela do Mundo
Trabalho de Lurdes de Castro, exposta na Gulben
sábado, 30 de junho de 2018
Efeméride, Joaquim Namorado
JOAQUIM NAMORADO
professor, poeta e combatente contra a ditadura faria hoje 104 anos! É bom relembrá-lo através da sua poesia.
“Abafai meus gritos com mordaças,
maior será a minha ânsia de gritá-los!
maior será a minha ânsia de gritá-los!
Amarrai meus pulsos com grilhões,
maior será minha ânsia de quebrá-los!
maior será minha ânsia de quebrá-los!
Rasgai a minha carne!
Triturai os meus ossos!
Triturai os meus ossos!
O meu sangue será a minha bandeira
e meus ossos o cimento duma outra humanidade.
e meus ossos o cimento duma outra humanidade.
Que aqui ninguém se entrega
- isto é vencer ou morrer -
é na vida que se perde
que há mais ânsia de viver!”
- isto é vencer ou morrer -
é na vida que se perde
que há mais ânsia de viver!”
Joaquim Namorado
João Russo, no FB, lembrou a efeméride.
Eu nunca esqueço o Amigo, o homem, o poeta e pintor.
Figueira da Foz, onde Joaquim passava o verão, a trabalhar , e a ensinar os " rapazolas "/homens, a ser gente.
Entre o Café Nau e a sua casinha na Serra , fui feliz e fiz-me mulherzinha.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Leituras breves...
O Sono
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono! ...
Álvaro de Campos
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono! ...
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