quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Será que já abri a porta de Dezembro ? Carl Larson, vem aí...


Aguarelas de Carl Larson
   Paulatinamente vou entrando no mês e no Mar ... à Vista, quase sempre com vista de mar.
   A vida mudou ou fui eu que mudei? Ah, mudámos as  duas,  porque eu faço parte da vida a que me proponho, da que me surpreende , nem sempre pela positiva, e naquela em que me envolvo por amor e necessidade .
   Os ritmos são outros porque a idade também é outra e por vezes até parece sentir-me na Idade do Gelo...
   O gelo vai derretendo sentido-me por vezes lavada em suores. Um suor de cheiro agradável ,um brilho imenso nos olhos , de onde explodem  lágrimas salgadas e quentes que me deixam num mar que não de lágrimas , mas de amor.
É a metamorfose causada por dois pequenitos, o Benjamim e o Gabriel, sangue do meu sangue e do meu suor. 
   Vida

domingo, 18 de novembro de 2018

domingo, 11 de novembro de 2018

11 de Novembro , aqui, em modo de poesia

A Guerra

E tropeçavam todos nalgum vulto, 
quantos iam, febris, para morrer: 
era o passado, o seu passado — um vulto 
de esfinge ou de mulher. 

Caíam como heróis os que não o eram, 
pesados de infortúnio e solidão. 
(Arma secreta em cada coração: 
a tortura de tudo o que perderam.) 

Inimigos não tinham a não ser 
aquela nostalgia que era deles. 
Mas lutavam!, sonâmbulos, imbeles, 
só na esp'rança de ver, de ver e ter 
de novo aquele vulto 
— imponderável e oculto — 
de esfinge, ou de mulher. 
David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"

sábado, 10 de novembro de 2018

Dos figos à Figueira...


  


 Tendo vivido rodeada de figueiras , em criança, Figueira da Foz , onde dizem que  os barcos desciam à foz para apanhar figos, ou seria talvez só uma imensa figueira .... Daí o nome da cidade. 
 Passei só a olhar os figos no mercado ou frutaria. Mas hoje comi um figo desta figueira que vos deixo, um de muitos que irão nascer.
Nunca tinha visto tanta nudez carregada de figos. Aconteceu em Colares.



Coisas do outro mundo ...









Tinha até há bem poucos anos o hábito de escrever em sebentas ou folhas correntes, ideias ou pensamentos , aforismos que se encaixassem à vida.

Esta semana,  em desbaste de papéis, encontrei este e guardei a pensar no seu uso. 
Acho que o que por aí se ouviu ontem merece o achado.

(politiquices ou a arte de tramar...)

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Boa semana a quem passa, "Lyrics of November "



Toca no sexto direito. Estou sempre por aqui. 
Ou senão não venhas hoje.
Faz como te apetecer.

João Luís Barreto Guimarães. Poema

sábado, 27 de outubro de 2018

A pensar-te Brasil



Lâmpadas que se apagam, esperanças que se acendem: Aurora. Lâmpadas que se acendem, esperanças que se apagam: Noite.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

terça-feira, 23 de outubro de 2018

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sugestão. Bom fim de semana

"Em tempos de absoluta ditadura do efémero, surge quase como um bálsamo a possibilidade de leitura de um livro capaz de nos prender à memória de algo tão perene, tão aconchegante, tão sensível como a relação entre um neto e o seu avô. Falo da leitura da muito breve, mas muito bela novela da catalã Tina Vallès, intitulada “A Memória da Árvore”. É um dos textos mais envolventes e comoventes que me foi dado ler nos últimos tempos."
.
Valdemar Cruz , Expresso Curto

A história mágica e terna de uma criança que ajuda o avô a lutar contra a perda da memória.

domingo, 14 de outubro de 2018


   No principio do séc. XXI, período em que vivi e trabalhei em Bruxelas, cidade que me marcou pelo bem que me trouxe a todos os níveis, um que não tem preço, o bem cultural e sua acessibilidade. 
   Dois momentos únicos. A comemoração dos 25 da morte de Brel e os 50 anos da carreira de Béjart . Do 1º , uma mega exposição em que até a casa onde viveu os últimos anos da sua vida foi recriada . A Grande Place fervilhou de espectáculos com cantores franceses e belgas. De Béjart , vi 3 espectáculos, sendo o último comemorativo dos seus 50 anos de carreira em que ele participava no bailado.
   
Verdadeiros momentos de ouro entre tantos outros que a falta de sol não ofuscou . O Sol, sou eu quem o  desenha.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

"Quel Amour !", no CCB


Museu Berardo recebe exposição sobre o amor — a entrada é livre .
   O museu recomenda que os menores sejam acompanhados pelos seus tutores legais  quando visitarem “Quel Amour!?”. A exposição fica patente até 17 de fevereiro.
O amor é explorado de diferentes formas e perspetivas nesta reflexão pública sobre ele. Há trabalhos de Marina Abramović & Ulay, Chantal Akerman, Pilar Albarracín, Albuquerque Mendes, Helena Almeida, Cristina Ataíde, Omar Ba, Francis Bacon, Richard Baquié, Annette Barcelo, Mohamed Ben Slama, Louise Bourgeois, Miriam Cahn, Sophie Calle, Lourdes Castro, Helena Almeida ou Marc Chagall, entre tantos, tantos outros.

1º  peça de Eric Rondepierre
2º trabalho de Anette Barcelo