
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Mas que Primavera... de deuses!

Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo que era tão triste e sem cor
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim
Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"Vinícius de Moraes
Van Gohg e Gauguin , amigos para sempre...



Ficção ou realidade, uma coisa era certa , Vincent e Gauguin eram amigos de verdade e entre amigos também se perde a paciência e desculpa-se a malfeitoria e criam-se as melhores cumplicidades da vida que ficam para a vida e para a morte !
Por isso , o que aconteceu verdadeiramente à orelha de Van Gohg?
Para lá do mistério ficou a amizade feita de dor e a obra de dois monstros sagrados!
É que se especula que durante uma discussão Gauguin cortou a orelha de Vincent!
Cenas do próximo capítulo, quando os investigadores e historiadores chegarem a uma conclusão!
Chegarão?
terça-feira, 5 de maio de 2009
Mora, o seu fluviário e não só....


dia 1º de Maio, visitei o fluviário, que achei deveras interessante pelo seu carácter
didáctico e pedagógico e , nalguma ignorância piscicola descobri esta raia preta, que me "beijou
"
a mão... e me encantou pelo desconhecimento da sua existência! Como deve estar já habituada ao mundo dos humanos com tanta visita !
Raia, na minha terra, é branca , malhada e óptima de molho
de pitáu... Manjar dos deuses...
Visita rematada, a um ícone gastrnómico, o velho"ADOLFO".
Visita rematada, a um ícone gastrnómico, o velho"ADOLFO".
Mário Viegas, Ary....
Derepente, o amigo Nuno sai-se emocionado-:"
precisava de ter aqui ao meu lado o Ary para dizer a
Pedra Filisofal !"
Interiorizei , imaginei e achei que sim! Seria outra coisa!
Que me perdoe o Manuel Freire!
Ainda pelo Alentejo, Pavia e o seu Manuel Ribeiro !


Como quem colhe num pomar tristonho a última laranja sã, colhi a solidão estelar da minha vida.- Voo sonho não sei. (Carlos de Oliveira, Auto-retrato de Manuel Ribeiro de Pavia, in: Vértice, nº 164, Maio 1957)
Manuel Ribeiro de Pavia nasceu em Pavia, no Alentejo a 19 de Março de 1907. Em 1929 vai para Lisboa. Morre a 19 de Março de 1957, no seu quarto-atelier, numa pensão na Rua Bernardim Ribeiro.
Como ilustrador exerceu influência determinante na modernidade das artes gráficas portuguesas, quer através de capas, quer de inúmeras ilustrações que realizou para escritores seus contemporâneos.
Os desenhos, gravuras, projectos para murais, constituem um espólio inconfundível, onde o Alentejo se encontra sempre com força renovada e criadora.
Foi com uma surpresa imensa que descobri a casa-museu de Manuel Ribeiro , que eu só conhecia por Pavia.
Descobri-o , era eu bem jovem, quando andava por Coimbra, onde um velho amigo , e amigo já velho, o Zé Gomes, companheiro de luta e amigo do peito Manuel Ribeiro possuía quadros e gravuras várias .
Sempre me fascinaram as suas mulheres robustas , formas redondas , ondulantes como searas, um produto do neo-realismo.
Mais tarde, foi a descoberta das capas de livros e ilustrações de outros.
Era um bonito homem, e imagina-se no seu olhar a forma sensual como deveria olhar “ a mulher” no seu todo.
Através dos desenhos que fez para um livro de José Gomes Ferreira, Líricas, podemos imaginar o seu “eu” e a sua relação com o corpo da mulher: repouso, o fruto, madrugada, o mar, as tranças, enleio, planície, puberdade, melancolia.
A singeleza daquela casa com uma vintena de obras e catálogos é comovente!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Alentejo...


Lá, tenho o sentitmento de posse plena de uma terra que é de todos e que parece de ninguém...
Toda a gente vai ao Alentejo, mas eu não encontro vivalma!
Quilómetros e quilómetros sem me cruzar com um carro, só eu e os meus acompanhantes! Daí o meu sentimento de "dona" de algo que é belo e me deixa todo o espaço do mundo!
No abandono, consigo encontrar uma enorme beleza que a natureza se encarregou de criar.
domingo, 3 de maio de 2009
Bom domingo , o primeiro de Maio, com as nossas mães, se fôr caso disso!

O primeiro de Maio de minha Mãe
não era social, mas de favas e giestas.
Uma cadeira de pau, flor dos dedos do Avô
-Polimento, esquadria, engrade, olhá-la ao longe-
Dava assento a Florália, o meu primeiro amor.
Favas de Maio do meu tempo!
Havia poder popular
Nas mãos de minha Mãe , que as descascava como flores
E flores eram de si, na flórea abada
Como se já guardassem flor de laranjeirae açaflor
Nas suas intenções de Maio de 1918, para as depor
(Nem pensar sequer) na fronte da minha amada.
Excerto de poema de V. Nemésio

sábado, 2 de maio de 2009
Sombra
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Poema

Catarina Eufémia
O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua
Poema de Sophia (mão amiga , fez-me chegar este belo poema como presente de uma troca de ideias sobre a poesia e o 1º de Maio. Obrigada)
1º de Maio...
Eu sou o Maio!
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