quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"10 dedinhos nas mãos, que são 10 corações.." 1ª grande homenagem feita a Maria João Pires no nosso país...


Ontem...
O grupo de teatro "INTERVALO", dirigido por Armando Caldas, em Linda-a-Velha, e, no âmbito do seu 40º aniversário, encerrou a sua Semana Cultural, com um tributo aos 60 anos de carreira de Maria João Pires.
O evento acabou por ser transferido para o Teatro Ruy de Carvalho, em Carnaxide, para poder albergar mais gente...
Bom, não podia ter sido mais emocionante , caloroso e intimista pela humildade daquela pequena/grande mulher, que estava feliz por estar entre amigos e cúmplices de outras jornadas, tendo sempre como pano de fundo a música e a solidariedade...
Ouvir Carmen Dolores entre outros dizer as palavras escolhidas, de poetas e prosadores foi um momento alto, mais elevado foi, quando sem esperar, Maria João nos ofereceu uma pequena peça de Scarlatti...
António Vitorino d Almeida ao exortar o grandioso nome de MJP, extra fronteiras, disse com piada
."depois de Santo António, Maria João Pires, será o português mais conhecido do
mundo, pois por onde quer se viaje, ao entrar em discotecas (para o maestro,
discoteca é local de venda de discos)..ela está sempre presente.).
Requintes do seu humor...
Eterna gratidão a Armando Caldas , por uma noite de sonho, que podia ter sido numa grande sala de Lisboa ou Porto, mas foi simplesmente em Carnaxide...

Para quem puder ir hoje ao Estoril Film..uma dica

Bright Strat de Jane Campion, às 22.15 no pavilhão dos congressos

"londres 1818: começo de uma cena amorosa entre o poeta inglêsJohn Keats, na altura com 23 anos, e Fanny Brawe, uma estudante expansiva sua vizinha.
Irremediavelmente e intensamente envolvidos um com o outro, o jovem amoroso embrenhou-se em sensações novas e muito poderosas, " Tenho a impressão de que me estou a dissolver", escreveu Kates a Fanny. Juntos navegaram por ondas de obsessão romãntica que se tornaram mais profundas à medida que os seus problemas aumentaram. Apenas a doença de kates provou ser intransponível.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um mar , sempre à vista, sem muros...


Ao fundo não há muro... é a entrada da barra...
O João com a sua nova máquina fotográfica, de profissional, continua a enviar as imagens da "nossa" Figueira. E... com a qualidade da mesma, diz que são feitas mesmo ao escurecer... Parabéns!
Como retribuição vou fazer-lhe uma sugestão que lembra os muros , barreiras físicas e psicológicas que invadem esse mundo por aí fora...
Um, caíu há 20 anos, os outros, logo se verá.
Dois filmes para alugar no clube vídeo...

domingo, 8 de novembro de 2009

Um bolero e boa semana...

Grande apoteóse com Fernando Lopes e "Os sorrisos do destino"...


Estoril Film Festival

Mais uma vez a sala do Pavilhão dos Congressos estava a abarrotar e desta até estávamos a jogar em casa...
Ante-estreia do filme de Fernando Lopes, OS SORRISOS DO DESTINO...

Não vou aqui fazer a sinopse pois sei que em breve o irão ter nas nossas salas de cinema, mas não nos deixámos de sentir comovidos ,perante este pequeno em estatura, mas grande em filmar, realizador, que na conversa com o público "embebido"nos seus "n"uisques, chorou e se sentiu feliz por estarmos todos ali de olhos nos olhos, com as nossas emoções vivas...."todos vivemos com telemóveis e amores virtuais, todos vós, aí na plateia sois cúmplices desta nova forma de comunicação. Eu não, pois nunca tive nem terei telemóvel..."..."separei-me da Maria João (Seixas), podia fazer um filme trágico, mas decidi fazer uma comédia, porque nem todas as despedidas são trágicas"..., aplausos, choros e risos.
Sobre o filme só deixo aqui o comentário escrito pelo realizador.
"Nesta Lisboa do séc.XXI em que ser moderno é sinónimo de dependência a novas tecnologias, quero um filme sobre relações virtuais e infidelidades electónicas, de acordo com o ar do tempo. Através de boleros que escoltam toda a narrativa do filme, conto uma história de intensos amores e profundos desamores que, como diria a Dolores Duan,
"é como se fosse uma canção de dor de corno".



Estoril Film Festival, ontem


O LAÇO BRANCO, de Michael Haneke, que todos o possam ver, é o que mais desejo. Ao longo do dia tem sido um exercício de memória pela força da estória e dos seus personagens.

"Numa aldeia protestante da Alemanha do Norte em véspera da primeira guerra mundial acidentes estranhos aconteceme, e gradualmente, assumem o carácter de uma punição ritual...."
Sala repleta...para mais , visionar em CATHARSIS

Bom domingo...


Paixão

O meu avô usou sempre
Os lápis
Até ao fim

Mesmo mesmo
Até ao fim
Quando já não havia lápis nenhum

Tudo
Porque em miúdo
Tinha sido obrigado
A escolhas difíceis e injustas

Quando a mãe lhe dizia
Queres um lápis ou uma banana
Agora escolhe

E ele escolhia
Roído de fome
O lápis

De Alice Vieira, Livro com cheiro a morango
que dia 25 de Novembbro vai estar na Biblioteca Municipal de Carnaxide, às 21 h30 no CAFÉ COM LETRAS



sábado, 7 de novembro de 2009

Estoril Film Festival, ontem




O Festival de cinema cresce bem de ano para ano.Muita gente. Os passes a 20euros ,esgotados desde o primeiro dia e os bilhetes a 3 euros. Já tenho uma "continha" simpática , pois o prazer do cinema e da sala escura , é quse tão velho como eu. Não poderão perder o filme de animação FANTASTIC MR.FOX,quando vier para as nossas salas. Mas... o grande momento de ontem foi a vinda de Juliette Binoche, de quem sou quase "perdidamente" fã, que emociona de tanta beleza e simpatia. Belos 44 anos!Além de vir apresentar a pintura que realiza, vinda , segundo ela´, da paixão que nutre pelo outro, o cineasta. Binoche ainda dança. Gosta de arriscar e fá-lo bem e com muita emoção.Magistral o documentário realizado por sua irmã, MARION STALENS, "Dans les yeux" ,que durante 1 ano a acompanhou nos seus diferentes projectos artisticos, pleno de amor, humor e cumplicidade. " Um verdadeiro mergulho na intimidade do processo criativo de uma artista completa"...Recolho-me ao recato do prazer de JB e vou continuar a minha digressão prazeirosa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Também próximo do Alvito....






Numa vila próximo do Alvito , duas situações nostálgicas...
Uma biblioteca sem leitores... o que acontece dias seguidos....Só pontualmente os computadores são procurados...
Uma biblioteca infantil super apelativa...
E... veio-me á memória o meu tempo de menina e moça, que por inerencia do trabalho de minha mãe, me obrigou a passar anos a fio a estudar na Biblioteca Municipal, onde ela era funcionária.
Era um espaço de cultura e procura permanente do saber e da notícia
próprio da época.
Na mesa aonde me sentava, por trás de mim, havia a Inciclopédia Luso Brasileira.... aquela que hoje foi substituida pela Wikipédia... Foi bom vê-la numa biblioteca de vila a ocupar o belo espaço de uma estante... Com uma quebra na net, ainda pode dar jeito para resolver algumas dúvidas...
Seria bom que os incentivos à leitura chegassem a todos os portugueses, sobretudo aos mais pequeninos..
Atenção professores e autarcas....

Fomos ao Alvito...

Fomos até à feira dos Santos no Alvito.
Tinha sido de um enorme agrado o ano anterior. Toda a Vila estava organizada e bem ,com os feirantes bem localizados a vender as suas especialidades...
Este ano, a desertificação já normal nas terras alentejanas, fez-se sentir profundamente com a deslocalização da dita feira para uns terrenos anexos e distantes do centro,logo, a vila , vazia, sem vivalma.
Muito desorganizada, a feira. E Alvito triste...
Dizem , que os moradores se queixavam da desordem em que ficava a terra depois da feira.
Mas questiono. Não haverá equipas de arrumação e limpeza, como há na maioria dos municípios para o fim destas efemérides?,Assim, não continuaremos clientes do Alvito nesta altura do ano...o que é pena!