sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Divulgar e visitar....

Caros leitores,
Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no
país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo,
que, apesar de fantástica, ela encontra-se com alguma dificuldade em
sobreviver. O que não se compreende: tem à sua frente um jovem
livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um
total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as
edições, tudo.
A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua
Cecilio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma
revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não
tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma
brevidade que, no mínimo, surpreende.
Peço-vos - a vos que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha
a este sitio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua
qualidade, vai-se tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse
Vasco Graça Moura, num local de culto. Isto, claro, se não fechar,
coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos este tão
singular espaço, podemos evitar.
Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no
país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo,
que, apesar de fantástica, ela encontra-se com alguma dificuldade em
sobreviver. O que não se compreende: tem à sua frente um jovem
livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um
total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as
edições, tudo.
A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua
Cecilio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma
revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não
tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma
brevidade que, no mínimo, surpreende.
Peço-vos - a vos que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha
a este sitio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua
qualidade, vai-se tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse
Vasco Graça Moura, num local de culto. Isto, claro, se não fechar,
coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos este tão
singular espaço, podemos evitar.
(chegado via email )
Vidas....

Se a moda pega por cá , os bruxos(as) portugueses não terão mãos a medir, e os maus olhados vão campar por aí... (ver aqui)
Pintura de Ricardo Frantz, "Bruxo e Bruto nos tempos do Kamikaze"
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Cantar das Janeiras
Não sei bem se vou ter coragem de arrumar o meu presépio amanhã pela manhã...
Foi um sonho de presente recebido que fez as delicias dos donos da casa e amigos que os visitaram.
Figuras tipo marionete, de pernas móveis, dava para cada um escolher a posição mais ilariante e adequada aos tempos modernos... Figuras muito mais simpáticas que muitos humanos que por aí pululam...
Das "Janeiras", (ler aqui) nem vos falo. Até há uns anos atrás vinham cantá- las aqui ao prédio. Coisas do associativismo....
Mais uma vez , bom ano.
Dia de Reis, poemando...

OS REIS MAGOS
Gaspar, Melchior e Baltazar são diferentes dos outros. Não precisam de clientes nem de desgraças. Jamais se enganaram. Ao longo dos tempos – nunca lhe foi arremessada uma pedra.
São reis que abrem generosamente os cofres, que se prosternam num estábulo e o perfumam, que se conduzem pelos sinais celestes e pelas palavras dos sonhos.
Todos os anos colocam uma estrela que vai pela noite adiante iluminando o caminho,
E acertam sempre no seu horóscopo adorando o menino.
E acertam sempre no seu horóscopo adorando o menino.
ANTÓNIO OSÓRIO (1933)
A Luz Fraterna
In Poemário 2011
A Luz Fraterna
In Poemário 2011
Pintura de Josefa de Óbidos, sec. XVI
"Música" para os ouvidos, com muito ruído...


No Público de hoje, 5/01, Rui Graça Feijó, investigador e apoiante á candidatura de Manuel Alegre, escreveu uma “Carta aberta a Mário Soares” que foi um deleite de leitura…
Passo a transcrever o que considerei mais provocatório, na medida em que ambos, Soares e Feijó não têm dúvidas que ambos desejam ver um novo rosto no Palácio de Belém.
“Venho antes lançar-lhe um desafio (à minha altura, que não à medida do seu papel na História da nossa modernidade): siga os ditames da sua consciência, mais uma vez homem livre que sabe bem os perigos e as ilusões que a fidelidade partidária acarretam, e apoie sem rodeios o candidato presidencial da sua preferência – que toda a gente sabe não ser o candidato apoiado pelo PS e que eu, há muito no mundo dos que não têm filiação partidária, também apoio. Milite na sua campanha. Empenhe-se com frontalidade na contenda eleitoral. Ajude a acrescentar um pouco que seja à aura do seu candidato, retribua os sapos que muitos portugueses engoliram para votar em si e declare o seu apoio em quem estiver em liça contra o candidato da direita – assim como eu me comprometo a militar activamente nessas três semanas em prol de quem estiver em condições de disputar a presidência em nome da mudança. Acredito que não deixará de assumir este compromisso com espírito de fraternidade.
O momento que atravessamos, como muitas vezes o tenho ouvido dizer, é de profunda preocupação. "...
Passo a transcrever o que considerei mais provocatório, na medida em que ambos, Soares e Feijó não têm dúvidas que ambos desejam ver um novo rosto no Palácio de Belém.
“Venho antes lançar-lhe um desafio (à minha altura, que não à medida do seu papel na História da nossa modernidade): siga os ditames da sua consciência, mais uma vez homem livre que sabe bem os perigos e as ilusões que a fidelidade partidária acarretam, e apoie sem rodeios o candidato presidencial da sua preferência – que toda a gente sabe não ser o candidato apoiado pelo PS e que eu, há muito no mundo dos que não têm filiação partidária, também apoio. Milite na sua campanha. Empenhe-se com frontalidade na contenda eleitoral. Ajude a acrescentar um pouco que seja à aura do seu candidato, retribua os sapos que muitos portugueses engoliram para votar em si e declare o seu apoio em quem estiver em liça contra o candidato da direita – assim como eu me comprometo a militar activamente nessas três semanas em prol de quem estiver em condições de disputar a presidência em nome da mudança. Acredito que não deixará de assumir este compromisso com espírito de fraternidade.
O momento que atravessamos, como muitas vezes o tenho ouvido dizer, é de profunda preocupação. "...
Hoje Francisco Lopes teve a merecida entrevista cuja avaliação aqui deixo ,por CP, do POLITEIA.*****(um código nosso...) por sua graça , costuma chamar a Judite de Sousa, "primeira ministra de Sintra"... :))*
*Errata: sra dona primeira dama de Sintra :))
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Para começo de semana... Vidas
Paul Klee"Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente - e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer. Pelo bem que me quereis, amigos meus, não vos deixeis morrer. E amai, amigos meus. Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque: quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido. Mas sobretudo não morrais, amigos meus." ( de Vinícius de Moraes)
Adoro ler Nelson Atayde no jornal "i", e, sempre que posso," roubo "algo para partilhar ou enviar a alguém amigo mais distraído...
Ou como diria o meu tio Olavo: "A felicidade não é uma estação aonde chegamos, mas uma maneira de viajar."
Adoro ler Nelson Atayde no jornal "i", e, sempre que posso," roubo "algo para partilhar ou enviar a alguém amigo mais distraído...
Ou como diria o meu tio Olavo: "A felicidade não é uma estação aonde chegamos, mas uma maneira de viajar."
domingo, 2 de janeiro de 2011
À corja, agradece-se o ano que passou e o que há-de vir...
Poema de agradecimento à corja
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.
Joaquim Pessoa
A Corja, uma publicação De Leal da Câmara. Refere-se aos EUA, mas como" a corja" não tem nação, aproveitei-a.
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