segunda-feira, 11 de abril de 2011
Momentos , que não de ouro....
Ai... que" ouver" um é" ouver" o outro...Estes dois cavalos são para abater...por amor de deus.
Grata ao meu tão amado OR (clicar) para através da sua pintura metaforisar os meus estados de alma para com o estado da nação.
Para amanhã, prometo flores...
Pinturas de Odilon Redon
Ensaio sobre...
Aves de arribação
Não posso deixar de me associar ao despautério do dia de ontem. Não consigo deixar de ficar indiferente quando os pés estão bem firmes na terra mas falta o abraço amigo para me dizer :-não penses nisso agora... Já nem o povo é "Nobre", a nação valente e imortal. FN, tornou-se num cadáver adiado. E, veio-me à memória uma frase de Fernando Pessoa. " O verdadeiro cadáver não é o corpo (...), mas aquilo que deixou de viver." E assim foi. Pintura de Odilon Redon , "The Raven"
domingo, 10 de abril de 2011
Momentos de ouro.... (2)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Bom fim de semana...
Não vivemos tempos de serenidade, contudo deixo-vos um conselho amigo tal como o que recebi hoje na caixa de correio, que pode ser uma frase de fim de semana... " fazer como a rolha, deixar flutuar, no mar liso ou bravo, nunca vai ao fundo..." Bom fim de semana. (imagem guardada há algum tempo, não resgistei o nome do pintor, mas sei que é um simbolista, séc.XIX)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Estados de Guerra....
(programação) Estados de Guerra - Todos contra todos Assim foi na terça-feira na Culturgest e assim será todasa as terças, até ao fim do cíclo. A não perder. Neste primeiro ciclo, Fernando Ilharco falou-nos de um mundo sem centro, pós-ocidental, pós-democrático e pós-literário.
A suspeita paira sobre as grandes cidades da Europa e da América. A globalização cerca o cidadão comum como um pesadelo inescapável. Nem Paris, ou Londres, Berlim ou Nova Iorque são mais o centro do mundo. Com a eleição de Barak Obama o ocidente chegou ao fim. O mundo global não tem centro, é pós-ocidental, pós-democrático e pós -literário. E tudo é vigiado permanentemente. Num mundo de organizações transacionais, sempre em crise e reinvenção, a maioria da população viu ser-lhe roubado um futuro tranquilo. As fileiras da abstenção, de quem está contra e dos que não querem saber não param de engrossar. Aos que compram - as maiorias das classes médias - aos que vendem - os criadores e manipuladores de capital e de ideias - e aos que roubam* - os excluídos do sistema tcno-legal global, a crise deste início de século junta os que esperam - os que de repente ficaram fora sem saber como.Nunca se debateu e investigou tanto. Nunca tanta riqueza nos cercou. Mas todas as noites, numa chama que não se apaga, centenas de automóveis são incendiados pelas ruas da Europa. Nada disto "está escrito", mas o mundo pós-literário a escrita e sequencialidade não estruturam mais o que somos uns com os outros.
* (aqui penso que há outros que andam a roubar por outras razões... que não são os excluídos, esses estão bem integrados)
Quem irá o "Zé" aplaudir? E daqui p´ra frente como irá ser?
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Quadro de Gauguin...
"muito homossesual..". disse ela, a Susan , de 53 anos, que tentou rasgar a tela na National Gallery em Washington. Para ela Gauguin era o "mal" em pessoa.Felizmente, este quadro de que tanto gosto e que está por aqui , algures, não sofreu danos.
Pintura de Paul Gauguin, 1899
"As duas mulheres taitianas"
Conclusões conjunturais...
As Vantagens de se Ser um Pobre-Diabo
Para aquele que não é nobre, mas dotado de algum talento, ser um pobre-diabo é uma verdadeira vantagem e uma recomendação. Pois o que cada um mais procura e aprecia, não apenas na simples conversação, mas sobretudo no serviço público, é a inferioridade do outro. Ora, só um pobre-diabo está convencido e compenetrado em grau suficiente da sua completa, profunda, decisiva, total inferioridade e da sua plena insignificância e ausência de valor, tal como exige o caso. Apenas ele, portanto, inclina-se amiúde e por bastante tempo, e apenas a sua reverência atinge plenos noventa graus; apenas ele suporta tudo e ainda sorri; apenas ele conhece como obras-primas, em público, em voz alta ou em grandes caracteres, as inépcias literárias dos seus superiores ou dos homens influentes em geral; apenas ele sabe como mendigar; por conseguinte, apenas ele se pode tornar um iniciado, a tempo, portanto, na juventude, naquela verdade oculta que Goethe nos revelou nos seguintes termos: Sobre a baixeza
Que ninguém se lamente:
Pois ela é a potência,
Não importa o que te digam.
Em contrapartida, quem já nasceu com uma fortuna que lhe garanta a existência irá posicionar-se, na maioria das vezes, de modo contestário: ele está habituado a caminhar de cabeça erguida. Não aprendeu aquelas artes da subserviência; talvez até se sirva de eventuais talentos, cuja inadequação, diante do medíocre e servil, é o que deveria compreender. É até mesmo capaz de notar a inferioridade daqueles situados acima dele, e se, enfim, ocorrerem indignidades, torna-se recalcitrante e desconfiado. Mas não é assim que alguém se consegue impor no mundo; antes, talvez, possa ocorrer-lhe dizer como o atrevido Voltaire: Temos apenas dois dias para viver: não vale a pena passá-los arrastando-se aos pés de patifes desprezíveis. Infelizmente, diga-se de passagem, patifes desprezíveis é um predicado para o qual, neste mundo, existe um número assustador de sujeitos.
Arthur Schopenhauer,
in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
Gravura: Schopenhauer and his poodle
As minhas flores... de quarta-feira
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