segunda-feira, 21 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A magia de Gabo... Eternamente grata

Fui feliz com Gabo.... Na adolescência e na meia idade.... E QUEM SABE SE NA VELHICE? 


Coisas do amor....
Um romance grandioso que representa um hino ao amor, o amor que não conhece qualquer tipo de fronteiras e rancores, o amor que é eterno ainda que os seus protagonistas enveredem por caminhos aparentemente irreconciliáveis e sem possibilidade de reencontro, o amor que, passada a fase ingénua de grandes tiradas românticas de jovens imberbes, se consolida num distanciamento à vivência quotidiana que, apesar de todas as emoções vividas, ou talvez mesmo por isso, se destila num diamante ainda mais puro que faz com que os amantes acabem por vir a viver, de facto, o maior de todos os amores quando estão já às portas da morte, numa loucura adolescente à sombra da fétida cidade onde os amores vulgares se concretizam no imediato de vidas também vulgares que se cumprem e esgotam de forma estéril e que rapidamente matam as suas ilusões.

PEQUENA SINOPSE DE "AMORES EM TEMPOS DE CÓLERA" ,  Gabriel Garcia Marques


AUTOR: JOSE TOBIAS HINOJOSA, 

Pintura de 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

uma certa alegria nas cores da vida... são papoilas que me lembram cravos...

Tusinski, Karen - Poppies Against Blue.

40 anos passados ... outros políticos regurgitam por aí....

                                                 Salazar regurgita 

Salazar a vomitar a pátria, de Paula Rego.Falemos de vómito. Na ditadura, Paula Rego pintou Salazar vomitando a Pátria. No presente quadro, sentimos vontade de vomitar os restos ou as regurgitações do salazarismo e dos Novos Secretariados da Propaganda. Ler, ver e ouvir o mesmo ou o idêntico começa a causar um fastio de morte, estilonausée sartreana, mal du pays. Estão a tornar-se impróprios para alimento humano os noticiários e os comentários padronizados, os entretenimentos primários, os atentados à Pátria de Pessoa. Os chefsdesta ementa são recrutados pelo bureau económico-político. Compete-lhes manter a pax mediática. Há que reconhecer: têm tido êxito a fabricar dependentes do rendimento cultural mínimo e do rendimento eleitoral máximo. No entanto, até entre os fidelizados, corre uma percepção de enfado: dizem sempre o mesmo, dão sempre a mesma coisa. As manifestações de enjoo são idênticas às dirigidas aos parceiros do poder central: são todos iguais. Daí até o grosso dos consumidores se consciencializar da sua condição (antropológica, histórica, social, classista) vai uma persistente didáctica. Que dificilmente se ministrará sem uma ruptura de modelo. 

Excerto de Pátria, lugar de exílio, de César Principe


terça-feira, 15 de abril de 2014

Todos diferentes, todos bonitos, os amores..., imperfeitos (leituras breves)


Não é fácil entre dois – rotinas, segredos e angústias são matéria que apenas a um deveria pertencer. Quase nunca sucede. Crescemos na ideia de que o amor é a junção de dois, um equívoco que nos faz falhar. Construir o que é comum pressupõe a soma dos dois, não a sua fusão. Isso, quando temos sorte, acontece na cama e não fora dela. Tentemos então seguir um com o outro na vida tal como ela é, e um no outro na absoluta intimidade. Mas nunca te esqueças de que a plenitude não se faz da superfície – a pessoa que tens ao lado é o que vês e o que guarda dentro de si, faz amor com ela completa e não te contentes com a metade que te mata a fome.

Retirado de SÓ ENTRE NÓS, de Luís Osório

(as minhas fotos)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"dou-te um verso"

 Todos os poetas são radicais e orgânicos,
                            sobretudo se interessados
                                                         no sexo.
Pintura de Christhos Bokoros
Versos de Eduardo Chiote, Encontro

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Uma quarta feira perfeita...



Ir à feira e ao lado passar pela Biblioteca Municipal e sentar a ler as notícias do dia ou de dias já passados.
Mágico...
Isto acontece em Cascais às quartas e sábados...
Para o Sérgio , é ás terças, mas é a feira da ladra.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A pequena pausa primaveril porque os ritmos não são contínuos....


Pinturas de Félix Vollotton,  1865-1925


És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante.

Sophia de Mello Breyner, Promessa