terça-feira, 30 de abril de 2013

Olhares... Pelas ruas de Lisboa




Descalça vai para a fonte
Leonor, pela verdura;

Vai formosa e não segura

Não... Vai segura, não é Leonor, mas caminha pelas ruas de Lisboa. Da Ajuda para  Belém... É assim a senhora minha Mãe...

Olhares...


A solidão escolhida é saudável...
Adoro estas pequenas aves cujo nome me esquece sempre.
Muitas saudades da minha máquina fotográfica de qualidade superior  à que uso atualmente...
A Troika diz... que não posso ter outra....

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A vida... A minha e a vossa...

Não consigo( des)pensar  a vida presente e futura... E, o futuro é já amanhã. Também....

sábado, 27 de abril de 2013

Para "OUVER"

NÃO HÁ SÁBADO SEM MÚSICA... (leia-se sol)
DOMINGO EM QUE NÃO HAJA PECADO... (leia-se missa)
SEGUNDA QUEM NÃO TENHA TRABALHO... (será preguiça?)
TERÇA....( logo veremos ...) 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bom fim de semana ...

Uma proposta aliciante para começar o fim de semana e ir entrando no Maio....
Acontece amanhã no Pátio da Galé, Terreiro do Paço. (ver)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sempre...

O vídeo , até à hora que o coloquei, funcionava...
A minha fotografia , com um pedido de desculpas...
 Hoje e sempre... Revoltai-vos...
(adenda)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Hoje, Dia Mundial do Livro, este foi o meu presente... A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO


Em todo o homem que não for um crápula subsiste a nostalgia duma revolução triunfante.
ALBERT COSSERY

A violência e o escárnio são aqui duas faces discrepantes da oposição ao pode político vigente. A primeira consubstancia-se na atitude heróica, em que o militante, levando a sério os políticos de Estado, se sacrifica pela causa; a segunda assenta num absoluto desprezo pelas instituições estatais e seus dirigentes, encarando estes últimos como os títeres dum mundo grotesco e aviltante.
A acção desta narrativa decorre paralelamente a esse conflito  Numa grande cidade dirigida por um governador despótico e burlesco, um grupo de amigos, amantes do riso e outros prazeres da vida, inventa uma nova forma de combate político: a farsa-que-não-parece-farsa.E,desenvolvendo uma actividade que profundamente os diverte (e neles aguça o sentido de humor), põem fora do poleiro o detestado líder.
Irónica reflexão sobre o poder, A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO exprime a par
adoxal e salutar perspectiva de Cossery, que às nevróticas gesticulações dos homens opõe o desprendimento e a contemplação - sempre assente na rejeição do sacrifício.
- Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal.
- São talvez as que eu próprio sei.
- Sem dúvida. è por isso que aqui estou, e é por isso que podemos falar com toda a franqueza.
- Diz-me então a primeira dessas coisas. Sou todo ouvidos.
- A primeira é que o mundo onde vivemos é regido pela mais ignóbil quadrilha de tratantes que alguma vez pisou o chão deste planeta.
- Subscrevo por inteiro essa afirmação. E a segunda? A segunda é esta: acima de tudo, convém não os levarmos a sério; é isso que eles querem, que os levemos a sério.

Do capítulo V

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pare, escute e oiça...

                                                    Pintura de Carlos Carreiro, 1974

Educação e instrução, com caráter de urgência...

                                                 Wladyslaw Slevinski, Marinha, 1910

Entre nós, a mentira é um hábito público. Mente o homem, a política, a ciência, o orçamento, a imprensa, os versos, os sermões, a arte, e o país é todo ele uma grande consciência falsa. Vem tudo  da educação.

In Uma Campanha Alegre, Eça de Queirós

domingo, 21 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Requiem para as Vítimas do Fascismo em Portugal e o pulsar religioso de Fernando Lopes- Graça. Aconteceu na nosssa tertúlia....

Ontem a Tertúlia de que faço parte aqui no meu Monte, "Às quintas no Monte", teve um orador de gabarito,José Maria Pedrosa Cardoso (clicar). Deixo-vos todo o tempo do mundo para dele saberdes mais... O tema foi o citado no título deste post.
Paixão e mestria de de Pedrosa Cardoso abriu-nos os olhos, os ouvidos e o coração.

Lopes-Graça pensou desde os anos 50, em conversa pessoal com João Freitas Branco,escrever um Requiem às vítimas do fascismo.

A confissão religiosa do seu Requiem

O convite oficial para uma obra, no seguimento da Revolução dos Cravos, motivou-o para escrever um Requiem dedicado ás vítimas do fascismo. Não deixa de haver uma subtileza religiosa na simples evocação e na homenagem aos mortos do fascismo: não tem a religião no culto dos mortos uma das suas primordiais e mais espontâneas manifestações? Mas pode-se homenagear os mortos sem escrever um Requiem. É certo que o texto litúrgico da Igreja Católica é uma excelente fonte de inspiração, ele próprio o confessa. Mas de que se trata em primeiro lugar: lembrar aqueles mortos ou musicar o texto católico? Fazer isto, não parece o mais adequado a quem tanto invectivou a Igreja e o catolicismo; aliás, Brhams, Scumann, Kurt Weil e tantos outros.

Também nas suas conversas com Mário Vieira de Carvalho, a respeito desta "confissão", diz:
«Que poderá haver de religião no meu Requiem? - pergunta você. Eu não faço grande distinção  
entre música «profana», como a não fizeram tantos dos compositores mais ilustres da História da Música. Eu não sou religioso (em que medida o eram um   Monteverdi,  um Mozart, um Beethoven, um Berlioz, um Verdi?), mas posso aceitar um texto religioso(e, sobretudo, religioso dramático, como é o Requiem) desde que ele estimule as minhas capacidades criadoras (grandes ou pequenas, não importa agora.) Não sou religioso, (repito), mas posso situar-me, como artista, numa posição religiosa ("o poeta é um fingidor"), logo que ele me não vincule a um determinado credo, a uma determinada ortodoxia, a uma determinada Igreja. Profana ou religiosa, a música do meu Requiem foi escrita com a sinceridade que ponho em tudo  o que me sai da mão - e do espírito - e tanto mais quanto a obra é dedicada às "vítimas do fascismo em Portugal", coisa que não briga, ao que julgo, com a minha militância comunista»

Aconteceu ontem, dia 18 de Abril, no Monte Estoril.
Daqui a um mês, haverá mais...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A acalmia está longe das nossas vidas...



Só as águas calmas da Primavera/Verão poderão deixar repousar os nossos olhos e espíritos intranquilos.
O tempo que se vive é de muita inquietação.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Momentos...

                                         A minha estação preferida,  Monte Estoril. Há sempre uma última estação... , rumo ao local onde possamos procurar a paz. Nem que seja a paz eterna.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Uma Criança Disse...

Uma criança disse: "Quando eu crescer, vou cortar as flores grandes para não haver vento".
Largas crianças amarelas nos parques podres. Amarelas como os inquilinos das luzes. Como os lugares culpados da maior existência de Deus.
As crianças tremem com a mão dentro do movimento.

Uma criança disse:"Um anjo é uma gaivota"
"Um anjo é um homem como os outros: o que é, tem asas."
E outras: "Um anjo é um pássaro cantador."
"Um anjo é uma andorinha. Tem uma coroa."
"Um anjo é um homem que tem o sol pendurado atrás da cabeça."
E uma outra sonhou que tinha engolido o sol.

Crianças trespassadas pela sua própria exatidão.

....
De Herberto Hélder, in A infância lembrada, de Matilde Rosa Araújo
Desenho de Shara Affonso

A minha homenagem...

Será que a Rita que nos deixou hoje aos trinta anos de idade irá encontrar nesta nova viagem para qual a vida a empurrou  pessoas tão fortes  e grandiosas como ela?  Quero crer que sim...
Viaja pois minha querida, que nós olharemos pelo que de bom nos deixaste.

sábado, 13 de abril de 2013

Pela noite dentro...



O PRAZER DO DIFÍCIL

O prazer do difícil tem secado
A seiva em minhas veias. A alegria
Espontânea se foi. O fogo esfria
No coração. Algo mantém cerceado
Meu potro, como se o divino passo
Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço,
Sob o chicote, trêmulo, prostrado,
E carregasse pedras. Diabos levem
As peças de teatro que se escrevem
Com cinqüenta montagens e cenários,
O mundo de patifes e de otários,
E a guerra cotidiana com seu gado,
A fazer de teatro, afã de gente,
Juro que antes que a aurora se apresente
Eu descubro a cancela e abro o cadeado




Poema de Yates (tradução em português do Brasil)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Bom fim de semana... com o sol merecido. Começou a ser um bem escasso. Será que está a ser deslocalizado?

Com animo tento entrar no fim de semana... Mas sei que vou fugir das" novelas" portuguesas que tão mal me estão a fazer à saúde. 
Para vós, tudo de bom.

(este post complementa o anterior)
(imagem Google, "dinheiro sujo")

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Que mundo mais imperfeito... num texto onde tudo encaixa na perfeição



  • EUROCORRUPÇÃO
    Crise e corrupção andam a par na Europa, o que não acontece por coincidência. São almas gémeas, ambas têm carreiras brilhantes na arte de fazer empobrecer os pobres e enriquecer os ricos.
    Se a crise é fruto da ditadura do dinheiro, também a corrupção dela se alimenta com uma voracidade diretamente proporcional ao vigor da economia de casino.
    Não há um dia europeu sem os seus casos de corrupção nas áreas financeiras e de poder, dados a conhecer por jornalistas que ainda não se renderam aos cantos de sereia dos centros de decisão ou têm a coragem de arriscar as carreiras honrando uma profissão que tem sido tão desprestigiada. E cada um desses dias é uma pincelada num quadro trágico em que sobre os escombros provocados pelo terramoto da austeridade pairam os espectros de manigâncias que instauraram o latrocínio como regime de gestão e de poder.
    Supondo-se que a corrupção é uma atividade desenvolvida preferencialmente em segredo, a abundância de casos conhecidos leva-nos a deduzir, sem receio de cometer injustiças, que o conhecimento da situação não vai além da ponta do icebergue. Mesmo assim, durante os últimos dias o ministro francês das Finanças demitiu-se porque fugiu ao fisco, um super ministro português abandonou o governo por manipulação das habilitações académicas, o partido que dirige Espanha mergulhou num escândalo de financiamentos ilegais entregues por empresas e empresários, uma filha do rei espanhol ficou a contas com a justiça por alegado envolvimento no roubo de dinheiros públicos pelo marido, o presidente da Comissão Europeia enterra-se cada vez mais no problema da demissão de um dos seus comissários por causa de supostos favores a lobbies tabaqueiros, centenas de empresas europeias, entre as quais alguns grandes e impolutos bancos, estão a ser denunciadas por um consócio de jornalistas porque fogem aos impostos através de paraísos fiscais. Contas por alto dizem-nos que numa Europa em crise, com dezenas de milhões de desempregados e de pobres, com níveis asfixiantes de impostos oprimindo os cidadãos, 250 mil milhões de euros fogem por ano aos cofres dos Estados. Dizem-nos ainda que um terço da potencial coleta fiscal europeia vai para o paraíso. A corrupção está na razão direta da decadência ética, da imoralidade financeira galopante e do aviltamento da política que atacam a Europa neoliberal.
    Ora o cidadão comum não consegue escapar à cada vez mais apertada e informatizada malha do fisco e, quando o faz, a soma não passa de trocos necessários para desenrascar situações de aperto. O cidadão comum não tem iates, mansões espalhadas pelo planeta, aviões particulares, fabulosas coleções de quatros, frotas motorizadas de luxo. O contribuinte comum não tem condições para recorrer ao todo poderoso Deutsche Bank, o maior banco alemão e um ai Jesus da Srªa Merkel, para que lhe acondicione os bens nas Ilhas Caimão ou nas Ilhas Virgens, como fazem mais de 300 empresas germânicas
    A corrupção é como a crise. Medram juntas e são sempre os mesmos que delas tiram proveito.

    Texto de José Goulão , lido e partilhado no seu mural do FB.
  • Billy Elliot... e o drama de uma Inglaterra dos anos 80...

    Um filme que vim "n" vezes... Uma amostragem das políticas de M. Thatcher..., um peso pesado desta Europa toda "rota"...

    E, por aqui (clicar) faz-se o elogio do pobre viúvo de Thatcher.


                                                                Óleo de Lucien Freud

    quarta-feira, 10 de abril de 2013

    ERA UMA VEZ.... especialmente para si, pois fiquei sem palavras


    Outros tempos ou os mesmos tempos?

    NESTES ÚLTIMOS TEMPOS

    Nestes últimos tempos é certo a esquerda fez erros

    Caiu em desmandos confusões praticou injustiças

    Mas que diremos da longa tenebrosa e perita
    Degradação das coisas que a direita pratica?

    Que diremos do lixo do seu luxo - do seu
    Viscoso gozo da nata da vida - que diremos
    De sua feroz ganância e fria possessão?

    Que diremos de sua sábia e tácita injustiça
    Que diremos de seus concluios e negócios
    E do utilitário uso dos seus ócios?

    Que diremos de suas máscaras álibis e pretextos
    De suas fintas labirintos e contextos?

    Nestes últimos tempos é certo a esquerda muita vez
    Desfigurou as linhas do seu rosto

    Mas que diremos da meticulosa eficaz espedita
    Degradação da vida que a direita pratica?

     Sophia de Mello Breyner Andresen,
     Julho de 1976

    Óleo de Marc Chagall, "O Pincel da Liberdade"

    Poema surripiado a António Pinho Vargas via FB.
    Tocante, atual e cáustico...

    terça-feira, 9 de abril de 2013

    Prós e Contras....ou o Discurso sobre o filho-de-deus e o Discurso sobre o filho-da-puta...

    ESTIMADOS COMPATRIOTAS

    ACERCA do filho-da-puta, como acerca de muitas outras coisas, correm neste país as mais desvairadas lendas. Há quem pretenda que o filho-da-puta a bem dizer nunca existiu, dado que ele é apenas um modo de mal-dizer. Nada, porém, mais falso. E certo que o filho-da-puta às vezes não passa de um modo de dizer, mas não bastará a simples existência, particular e pública, de tão variados retratos seus 
    e de tantas estátuas suas, bem como de tantos nomes seus dados a ruas, praças e escolas, para se dissipar de vez as dúvidas acercada sua existência real? E se isso não bastasse, não chegariam para acreditar nele os seus cartões visa, que são os seus cartões de visita, e as suas enumeráveis credenciais, horas, bolsas de estudo e estudos da bolsa? Pois quem teria imaginação  suficiente para aventar ou inventar tantas e tais variedades de filho-da-puta caso ela não existisse?~
    Não! O filho-da-puta existe. Em todos os lugares, excepto nos dicionários. No dicionário existem variados filhos, entre eles o filho-família, o filhastro e o filhote, mas não existe o filho-da-puta. Em compensação, ele,  o filho-da-puta, existe em todos os lugares. Claro que há lugares que ele de preferência ocupa e onde por conseguinte é mais frequente encontrá-lo; no entanto, exceptuando, como ficou dito, o dicionário, não há lugar onde, procurando bem, não se encontre pelo menos um filho-da-puta. Porque


    ....

    Há muito que andava na calha esta "conversa de Alberto Pimenta... O tempo é disso.

    Editora Teorema. Tinta Permanente

    segunda-feira, 8 de abril de 2013

    domingo, 7 de abril de 2013

    Ontem fui buscar o sal da minha vida à cidade branca... Lisboa no seu melhor...






    E... de regresso a casa com leituras breves mas profundas, José Tolentino de Mendonça veio ao encontro do que senti no meu dia de ontem,  há tanto almejado...
    ..."Há uma leveza, uma graça singular no puro e simples facto de existir, para lá de todos os compromissos profissionais, dos sentimentos humanos intensos, das lutas políticas e humanas: é disto e de nada que vos vou falar. Desse minúsculo não sei quê a que chamarei" sal da vida".
    E... em busca deste "sal", sempre a pé, nem sei bem quantos quilómetros fizemos. De outra forma como se poderia pensar "nos encontros que  mudaram a vida"?
    Bom domingo.

    Efeméride.... Sempre boa para os olhos e para os ouvidos.


    Deixemos a Humanidade à Sua Ordem Natural .Não aleijemos a pobre humanidade mais do que ela já está com tantas sacudidelas da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, de cima para baixo e de baixo para cima. Do individualismo para o colectivismo e do colectivismo para o individualismo. Não sejamos tão crianças que queiramos levantar ao ar a esfera pretendendo agarrá-la apenas pelo hemisfério da direita ou apenas pelo da esquerda, ou apenas pelo hemisfério superior, porque a única maneira de agarrá-la bem tão-pouco é pôr-lhe as mãos por baixo, nem ainda abraçando-a com os dois braços e os dedos metidos uns nos outros para não deixar escapar as mãos e com o próprio peito do lado de cá a ajudar também; a única maneira de equilibrar a esfera no ar é deixá-la estar no ar como a pôs Deus Nosso Senhor, ás voltas à roda do sol, como a lua à roda de nós e assegurada contra todos os riscos dos disparates da humanidade.
    Não temos mais remédio do que ir aprender tecnicamente como funcionam estas coisas tão naturais!
    O Mundo da Natureza é o modelo dos modelos de todas as maquinarias, porque não havemos então de acertar também o mundo social no seu próprio funcionamento como todas as outras máquinas do mundo.


    A. N.
    120 anos depois do seu nascimento que hoje se comemoram, muita coisa haverá a saber de Almada Negreiros. Ontem , por feliz coincidência  ao passear pela rua de S. Bento, numa galeria ,na montra , estava exposto este quadro de Sarah Affonso. Uma menina se Sarah que vai estar exposta na feira de Antiguidades, na Cordoaria Nacional, a partir do dia 14.
    Ontem, ouviu-se dizer Almada pelo Chiado. Lisboa em festa...

    sexta-feira, 5 de abril de 2013

    Bom fim de semana... E sonhem...

    Os gatos resguardam-de da chuva.
    Alguém diz o teu nome à janela,
    Olhando as aves que partem para o sul.

    Há uma memória embaciada de outro outono,
    cinzas no pátio,
    o cheiro de alguma coisa que morre, mas não dói.


    Poema de Maria Rosário Pedreira

    Notas musicais...


    quinta-feira, 4 de abril de 2013

    Cessação...? Palavra simpática...


    E,  segundo as previsões do pintor Mário Silva, o "palhaço" da direita caiu mesmo...
    Grandolemos, pois...

    Força do Povo, de Mário Silva, 2013

    quarta-feira, 3 de abril de 2013

    Rir é melhor que chorar...

    Porque as opções no dia e na noite são tantas, nem sempre nos apercebemos do que bom vai passando no  pequeno/grande ecrã...

    A título de uma boa recomendação, acabei de ver isto....  (clicar)
    Muito melhor do que esperar pela moção de censura...

    A televisão é muito educativa. Toda vez que alguém liga uma, entro num quarto para ler um livro."


    Mas... às vezes vale a pena ficar. Na sala, claro.... :))

    (fotografia da pretérita exposição" O RISO".)

    Enquanto espero a moção de censura, vou lendo...

    A notícia da morte do realizador Jésus Franco , que eu desconhecia, levou-me até este filme, baseado no livro Cartas de uma Freira Portuguesa, que também realizou.. 
    Confissão de uma "menina " ingénua" e "pura".... que faz a delícias do sacerdote até à exaustão do prazer, o orgasmo.
    E, se a memória não me trai as confissões fizeram muitos padres felizes...
    Ainda será assim?

    terça-feira, 2 de abril de 2013

    As palavras dos outros...


    Há coisas que me têm de explicar muito devagarinho, a ver se eu entendo. Parece que há uma lei de 2007 que diz que um espião com mais de seis anos de casa tem emprego assegurado o resto da vida. Faça o que fizer? Perguntar-se-á - parece que sim.
    Em função dessa lei, o espião Jorge Silva Carvalho foi agora reintegrado na presidência do Conselho de Ministros, com direito a assinatura de Passos Coelho e Vítor Gaspar e com o salário base que auferia quando era diretor do SIS. Para fazer o quê? Ah! Bom isso não sabemos, porque ainda ninguém sabe o que pode lá fazer o espião (embora ideias não me faltem).
    Pronto a notícia está arrumada. A Lei é lei que se há de fazer? Etc. e tal.
    Mas espera aí! Não foi este Governo que anunciou que vão uma série de funcionários para a rua?
    Mas espera aí: Não é este o funcionário exemplar que está acusado de abuso de poder, violação de segredo de Estado e acesso indevido a dados pessoais? O tal que espiou um jornalista, deu informações privilegiadas a uma empresa e chegou a mandar espiar a ex-mulher de um amigo?
    Mas espera aí! Não foi este mesmo Jorge Silva Carvalho que se demitiu das secretas em Novembro de 2010, nas vésperas de uma cimeira da NATO em Portugal, por discordar do corte de verbas?
    Mas espera aí! Não foi este o espião que depois arranjou emprego no Conselho de Administração de uma, então prospérrima empresa privada que ia comprar meio mundo (e ao serviço da qual, suspeita-se, colocou os seus dotes de espião)?
    Não deve ser. Deve ser outro Jorge Silva Carvalho. Porque se fosse o mesmo - e estando o Governo a meter funcionários na rua - começaria por este. Que já se demitiu! Que quis mudar de vida. Que passou do Estado para a privada por vontade própria! Que é arguido por ter prejudicado o próprio Estado. 
    Deve ser outro, porque o Governo não é assim tão escrupuloso na lei, quando se trata de pensionistas, reformados, assalariados, desempregados, pessoas - digamos - normais.
    Deve ser outro, porque este era amigo do dr. Relvas e o dr. Passos Coelho, como se sabe, não beneficia os amigos nem os amigos dos amigos, nem sequer os amigos dos amigos dos amigos.
    Mas nem vale a pena fazer comentários. George Orwell, no seu magnífico livro 'O Triunfo dos Porcos' (em inglês Animal's Farm) escreve a célebre frase: "Todos somos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros". Parece que os porcos não triunfaram só na quinta imaginada por Orwell.

    De Henrique Monteiro, Expresso, 2013




    segunda-feira, 1 de abril de 2013

    Porque mentir é feio, muito feio, vamos lá a coisas reais...


     “Nem tu, velha carcaça, escaparás…”

    As fotografias do João Viana, Figueira da Foz, 2013, Março

    A novidade do 1º de abril..". O Inaniloquente"

    Um blogue que promete dar que falar e pensar...

    Acabou de nascer pela mão de Luís Monteiro com um naipe de convidados de alto gabarito. Ver para crer...

    Registai, pois . O Inaniloquente