quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Citius a caminho do sítio...


... ou uma caixinha de Pandora?  Porque esta que aqui vos deixo, que de  é de Pedro Pascoinho, um pintor figueirense de que muito gosto, de Pandora não tem nada.
Se a verdade vier ao de cima, a loira Paula, virará ainda mais loira, se possível,  e o sorriso que já exibe de algum contentamento, levá-la à a pensar " uma mão lava a outra e as duas lavam a cara"....
E, injustiçados continuarão os que nele estão envolvidos, os "bons" e os "maus". Afinal não estaremos todos ?
Que a verdade venha ao de cima , como a água quando cai no azeite. Nem sempre acontece. É preciso tirar o quebranto, rezar ao divino espírito santo, uma, duas três... vinte vezes, e aí os maus fluídos desapareçam , para que o caminho se faça caminhando sem dores de cabeça...

a necessidade do pão...

Vision of St AugustineSandro Botticelli 

«Para se exercerem as virtudes do espírito é necessário um mínimo de conforto material»

(Santo Agostinho)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

olhares ...

Pintura de  Pedro Pascoinho, 2013
"Tu não és velho! Carregas,  sim, mais anos! E depois? Cumpre a vida até ao fim!"

domingo, 26 de outubro de 2014

Um dos museus mais lindos "da cidade branca", o da Marioneta






Bali, ou a «Ilha dos Deuses», é um mundo de tradições milenares, onde hinduísmo, budismo e antigas crenças dos povos indígenas se misturaram ao longo dos séculos, criando uma forma de vida ímpar, uma cultura única, original e viva.

Com a exposição «Quando os Deuses visitam Bali», o Museu da Marioneta apresenta ao público objectos do quotidiano e dos rituais de Bali: jóias, esculturas, tecidos e máscaras Topeng. Topeng é um teatro dançado, musicado e com máscaras, que relata episódios históricos e míticos de Bali. Ao mesmo tempo sério e cómico, sagrado e profano, no teatro Topeng os aspectos satíricos não alteram a sua dimensão ritualista.

A maioria das peças em exposição pertence à colecção Francisco Capelo; estarão ainda expostas algumas peças emprestadas pelo Museu Nacional de Etnologia.

Concepção museológica do artista plástico, António Viana. 
Inaugurou na quinta feira passada.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

com mais hora menos hora, bom fim de semana

Campo de trigo, de V. Van Gogh, 1888
Cortaram trigos. Agora
a minha solidão vê-se melhor

S. M. Breyner, Soror Mariana, Beja

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O ministro, o elogio, as desculpas e "o tempo que não tem restituição"...

Uma das cousas de que se devem acusar e fazer grande escrúpulo os ministros é dos pecados do tempo, porque fizeram no mês que vem o que devia fazer no passado; porque fizeram amanhã o que havia de fazer hoje; porque fizeram depois  o que se havia de fazer agora; porque fizeram logo o que haviam de fazer já. Tão delicados como isso hão-de ser as consciências dos que governam em matérias de momento. O ministro que não faz grande escrúpulo de momentos não anda em bom estado; a fazenda , pode-se restituir, a fama, ainda que mal, também se restitui; o tempo não tem restituição alguma.

Padre António Vieira, in Sermão da Primeira Dominga do Advento


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

sexo e mentiras... as" cosas" que eles dizem

The Lie, de Félix Vollotton, 1898

The Kiss, de F. Vollotton

Coitada da mulher do juíz...
Volta se puderes, Natália.

domingo, 19 de outubro de 2014

as altas temperaturas e o arrefecimento nocturno...


Meu coração é uma princesa morta.
Quem a deixou?
Quem deixou entreaberta aquela porta
Onde passou?


Pintura se Picasso.

sábado, 18 de outubro de 2014

a vida do meu contentamento...

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vees os braços que apertamos
     nunca mais são os mesmos 
 E por vezes...



Versos de David Mourão Ferreira, E por vezes
Desenho de Picasso, 1933

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

bom fim de semana ...

Aula de Pintura , de Rogério Ribeiro
Fiquem bem com o som e a imagem.
O cansaço da palavra escrita é imenso , e ela repete-se vezes sem conto nas vozes dos opinadores que vamos caindo na tentação de ainda ouvir.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

com a cabeça no ar...


Gosto mais de olhar o céu do que a terra.  É uma descoberta permanente.

Isto vai meus amigos, isto vai (?)

José Ary dos Santos

As minhas fotografias em Miranda do Douro

a história repete-se...


Já vi esta história nos anos 80 do séc. passado quando surgiu o problema do HIV.


André Carrilho estava atento a esta realidade quando criou o cartoon para o DN. “Parece-me que a atenção que se dá às epidemias nos media ocidentais não tem a ver com uma medida universal de sofrimento humano, mas com a maior ou menor possibilidade de nos atingirem. Os meios de comunicação social tendem a passar de alguma indiferença para a sobreexposição e pânico, sem nunca deixarem de tratar o assunto numa perspectiva que opõe 'eles' [África] a 'nós' [EUA e Europa]", disse ao PÚLICO. Foi com base nesta observação e na notícia de que dois missionários norte-americanos infectados na Libéria tinham recebido um medicamento experimental chamado ZMapp, composto por três anticorpos humanos contra o vírus, que André Carrilho criou o cartoon.Quanto à reacção que a imagem por si criada recebeu mais recentemente nas redes sociais, o cartoonista considera que resultou numa “coincidência de factores”. “O público, de repente, começou a prestar atenção e a perguntar-se o porquê de só agora estar a fazê-lo. O cartoon é sobre isso, e encontrou ressonância no que as pessoas sentiam

Excerto do Jornal Público

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

por mares nem sempre "navegados"...

SEDE EM QUE ARDEMOS...


Nada é começo na contabilidade das horas
Nem o rugido das esferas é vibração do cristal
Nem os passos são a devoção dos dias
Nem as ondas-cavas são destino de barcos...

Administramos silêncios.
E os dedos são compasso de um círculo
Que se ferra no pescoço dos náufragos
E asfixia o grito. E devora por dentro num fervor negro
Como bolor em pão ázimo
De porta em porta
Negado...

Somos leilão de condenados.
Sem o sabermos. Que nem o preço ao menos
Nos distingue na volúpia do deve – e do haver!
Nem o festim das coisas que esventram os olhos
Nem a náusea nos redime
Nesta voragem...

Libertos apenas talvez na palavra que teima
E no bruxuleante lume da candeia
A iluminar a gruta. E no granito
Fogo e água tímida a soletrar
A sede em que ardemos.


Manuel Veiga
Ilustração de Ana Biscaia





terça-feira, 14 de outubro de 2014

desenrasque-me, por favor....



Desenrascanço, a palavra que os ingleses queriam ter

Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que
mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa
"desenrascanço" é a que lidera.
"Bakku-shan" é a palavra usada pelos japoneses quando se querem
referir a uma rapariga bonita, vista de costas.
"Nunchi" é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente.
"Tingo" é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada.
A lista das "10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter" é liderada pela palavra portuguesa "desenrascanço". Esta é a expressão que, segundo os autores do site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês.
O "desenrascanco", segundo os norte-americanos
Depois de percorrer duas páginas com explicações das nove palavras estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não importa para se perceber que estamos a falar do "desenrascanço", tão típico da nossa cultura.
"Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios", explica o site dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão MacGyver.
"O que é interessante sobre o desenrascanco - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura". "Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário", prosseguem os autores.
"Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos".
"E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas" à custa do desenrascanço, sublinham os autores, terminando o texto:
"Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco", termina o artigo.

VER AQUI

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Há dias iguais às noites...

Georges Braque
A linda Jean Seber , a melancólica voz de Greco...  Na senda da beleza dos dias...
"bonjour tritesse".

Meu coração é uma princesa morta.
Quem deixou?
Quem deixou entreaberta aquela porta
Onde passou?

Fernando Pessoa

domingo, 12 de outubro de 2014

os dias de chuva são assim...


Georges Braque por Doisneau

Pintura de Georges Braque, Auto-retrato

O que nos mata é solidão povoada


Jorge de Sena

E eu não sei?

sábado, 11 de outubro de 2014

fim de semana possível, mas que seja bom...



Fragonard, Jean-Honoré
Bacchante endormie 
(1750)
De que se ocupa a noite quando adormecemos?

Fernando Guimarães, ( As paredes esperam a luz(...))

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

rosas para Malala, prémio Nobel da Paz


O apresentador e humorista perguntou-lhe como tinha reagido ao saber que os talibãs a queriam morta. Malala respondeu: "Comecei a pensar nisso e costumava pensar que um talibã viria e que simplesmente me mataria. Mas depois disse, 'se ele vier, o que farás, Malala?', depois respondia-me a mim própria 'Malala, tira um sapato e atira-lho'. Mas depois dizia 'se eu lhe atirar um sapato, não haverá nenhuma diferença entre mim e os talibãs. Não devemos tratar os outros com crueldade e aspereza, temos de combatê-los mas através da paz e através do diálogo e da educação' E depois disse que lhe diria da importância da educação e que 'até desejo educação para os teus filhos'. E dir-lhe-ia ' Isto é o que eu te quero dizer, agora faz o que quiseres'".

Excerto da entrevista dada a Jon Stwart

Uma viagem através da cerâmica...


 Exposição temporária no Museu Soares dos Reis, organizada pela Liga Protectora da Fauna e Flora do Parque Natural do Gerês e das suas raízes culturais.
Uma forma que tive de viajar no tempo por uma das mais lindas regiões do país quando se podia fazer campismo selvagem...


 "Há sitios no mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição.Este Gerês é um deles." 
Miguel Torga


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sem título...


Anne qui se mélange au drap pale et délaisse
Des cheveux endormis sur ses yeux mal ouverts
Mire ses bras lointains tournés avec mollesse
Sur la peau sans couleur du ventre découvert.

Elle vide, elle enfle d'ombre sa gorge lente,
Et comme un souvenir pressant ses propres chairs,
Une bouche brisée et pleine d'eau brûlante
Roule le goût immense et le reflet des mers.

Enfin désemparée et libre d'être fraîche,
La dormeuse déserte aux touffes de couleur
Flotte sur son lit blême, et d'une lèvre sèche,
Tête dans la ténebre un souffle amer de fleur.

Et sur le linge où l'aube insensible se plisse,
Tombe, d'un bras de glace effleuré de carmin,
Toute une main défaite et perdant le délice
A travers ses doigts nus dénoués de l'humain.

Au hasard! A jamais, dans le sommeil sans hommes
Pur des tristes éclairs de leurs embrassements,
Elle laisse rouler les grappes et les pommes
Puissantes, qui pendaient aux treilles d'ossements,

Qui riaient, dans leur ambre appelant les vendanges,
Et dont le nombre d'or de riches mouvements
Invoquait la vigueur et les gestes étranges
Que pour tuer l'amour inventent les amants...

Paul Valéry in Anne, 1900.


Retrato de David Hocney, "Artist and Model"

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"ERA UMA VEZ", é presente e não passado...



Regresso devagar ouvindo a chuva no janelão preferido
adensa agora
e traz consigo a certeza de que o verão não vai voltar atrás
(penso comigo)

guardo os despojos da praia e da saudade
fazendas ao ar
ao que resta nas nesgas de sol

Cá dentro, o meu canto chama por mim
hei-de esquecer que tenho lá fora um pouco de jardim

e a chuva continua
ritmada persistente
e nessas gotas tresmalhadas
há-de haver
tem de haver
lágrimas minhas
um pouco envergonhadas



Obrigada, amiga, por ir regressando...


Pinturas de David Hockney

pudesse eu ter fotografado as cores de outono que a chuva abrilhantou...


Pinturas de David Hockney

é a enseada do outono
recolhe as borboletas
no meu ombro
e acende a chuva

José Manuel Mendes, A remota Areia

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O meu olhar...



Perspectiva do meu  olhar sobre uma turbina de uma barragem, a 80 metros de profundidade.
Barragem do Picote.

domingo, 5 de outubro de 2014

Antes que o dia acabe...


e, mais qualquer coisa por AQUI.

Dou-vos um verso...




Hoje
Sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar.

Miguel Torga, Pátria

sábado, 4 de outubro de 2014

"E agora José?". Bom fim de semana


JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresseÂ…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Há dias para tudo... Quem tem filhos, tem cadilhos; quem os não tem, cadilhos tem...

1-10-2014 18:34
Dia Internacional do Idoso – uma reflexão com base empírica
O que é ser idoso? Oficialmente, é ter atingido os 65 anos, talvez agora passe aos 67, com as novas regras de aposentação.
Ser idoso é ser olhado com desconfiança, como um tropeço que atrasa a marcha ou um empecilho que atravanca o corredor.
O idoso, em princípio, atingiu a idade da reforma, se é trabalhador dependente. Se não a reclamar, é considerado indesejável, porque está a tirar o lugar aos novos, em tempos de trabalho escasso. Se aceitar a sua condição de idoso e se aposentar, olhá-lo-ão de soslaio, porque está a roubar o futuro às novas gerações, sonegando-lhes proventos do erário público com a despesa da sua pensão e obviando à sustentabilidade do Estado.
O idoso é um peso. O idoso é um corpo estranho numa sociedade de jovens atléticos, saudáveis, empreendedores, dinâmicos, tecnológicos até ao âmago das suas entranhas (não podemos dizer alma, porque é uma palavra idosa; também não será conveniente dizer mente, porque a mens pressupõe algo que lhes falta; e espírito parece igualmente descabido, já que é assim uma coisa etérea, volátil, indefinível).
O idoso decente e imbuído de consciência cívica, faleceria na semana subsequente à reforma da vida activa. Desta feita se evitaria até o dispêndio de tempo e recursos que representam o cálculo da reforma/pensão e o pagamento da espórtula dos acertos, sempre diferidos na data do vencimento da mesma.
O idoso é aquela cadeira em desuso que se vai procurar ao sótão ou aos arrumos, em alturas festivas, porque faz parte da decoração.
O idoso não tem nome, é designado por sexagenário, septuagenário, octogenário… (decididamente, este já devia estar fora de circulação), quando atropelado na passadeira. Os semáforos estão temporizados para gente desempenada, na força da vida.
Em meio hospitalar, o idoso é designado como sendo o da cama x, na enfermaria y. Às vezes acontece serem trocados, de tal maneira se parecem o raio dos idosos.
O idoso é aquele corpo curvado de rosto curtido e mãos nodosas que amanham o terrunho e cultivam amorosamente hortas onde crescem mimos que fazem chegar à mesa de filhos citadinos e outros a quem devem obrigações. Os idosos estão sempre em obrigação a alguém, do médico ao farmacêutico, da assistente social ao funcionário da Junta, do pároco ao motorista da carreira e por aí fora.
O idoso, quando em bando, constitui-se como um figurante aceitável em campanhas eleitorais; também será uma matéria-prima não desprezável para operadores turísticos em época baixa; também pode utilizar-se como um indicador estatístico susceptível de captação de fundos, em determinados contextos. O idoso pode revelar-se ainda como objecto de curiosidade em algumas reportagens, quando outros temas escasseiem.
Como hoje é dia dos idosos, eu, que faço parte da peste grisalha, apresento aos meus pares um manual de boas práticas.
Regra 1ª Ser discreto e parcimonioso nos actos, nas palavras e nos gestos;
Regra 2ª Nunca telefonar a horas inconvenientes (solicitar predefinição horária) nem com elevada frequência;
Regra 3ª Nunca aparecer de surpresa em casa de familiares;
Regra 4ª A visita programada deve ser curta e revelar autonomia de deslocação;
Regra 5ª Evitar em absoluto referência a dificuldades e queixas de saúde;
Regra 6ª Aparentar sempre boa disposição e um inabalável optimismo;
Regra 7ª Abster-se totalmente de ser opinativo. Ainda quando solicitada, a sua opinião virar-se-á contra si em qualquer ocasião posterior;
Regra 8ª Procurar ser útil de qualquer forma, quanto mais não seja a enxotar as moscas ao cão;
Regra 9ª Em ocasião festiva, oferecer-se para ficar na mesa das crianças;
Regra 10ª Apresentar-se sempre impecavelmente limpo e aprumado, com distinção e elegância, mas sem ostentação nem extravagância;
Regra 11ª Fazer-se desentendido ou surdo, em casos de dissidência;
Regra 12ª Nunca fazer apelo à memória.
Nota: estas regras não se aplicam a idosos de grandes posses ou que detenham poder ou pertençam a vários conselhos de administração.
@Helena Carvalho

*Há sempre dias disto e daquilo. Nada tenho contra por serem momentos de reflexão....
Partilhei este texto de um post de Helena, amiga do norte, que como eu, caminha pela longa passadeira da vida.
Escolhi esta fotografia, já aqui colocada, mas que agora posso repetir devido ao "apagão" desta alegre "casinha"..., de uma mulher que envelheceu, sem filhos, mas rodeada de amigos do coração.
Cristina Torres foi um ícone da Figueira da Foz, pela sua vida de luta num país sem liberdade, proibida de dar aulas . Era dura, de uma tempera à qual não se ficava indiferente. 
Foi a 1ª mulher a passear a bandeira da república a quando da sua implantação.
Ainda teve o privilégio e a alegria de comemorar o 25 de Abril na 1ª manifestação de rua.
Foi minha professora de Literatura. Ía receber as aulas a sua casa.
Quando da minha digressão recente pelo Porto, fui pela 1ª  vez visitar o Museu Soares dos Reis. Desejava ver ao vivo e a cores o busto da "Carvoeirinha", de que Cristina tanto me falava. Tinha uma enorme ternura ou uma enorme identificação devido ás suas origens humildes.


Sobre Cristina Torres, AQUI

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música


Mercado do Bolhão visto de cima

Do apagão que foi definitivo começa-se a fazer luz...

Nunca é tarde para passar a fazer do Porto um destino de eleição.
Gostava da cidade, mas agora fui completamente seduzida...
"do longe se faz perto ", dizia Saint Exupéry .

Também para quem caminhe para norte e goste da Casa de Serralves, tem para ver até dia 12,  a grandiosa exposição de Marwan, considerado um dos artistas árabes mais conceituados do mundo árabe. É sírio.
Poderão ser vistas as pinturas e aguarelas produzidas entre 1962 e 1972.
E sabem de quem me lembrei ao longo de toda a exposição? De Mário Botas. Pelas aguarelas e pelas cabeças agigantadas.