
terça-feira, 21 de abril de 2009
Em Abril ,a música e a poesia sairam à rua!
"Onde estava quando se deu o 25 de Abril?"

Estou quase de abalada para uns dias diferentes que mais tarde partilharei….
È o lugar do sonho… aonde malgrée la crise… as ruas são belas para passear e estar…nos intervalos de uns roteiros culturais!
Mas…
Bem, não vou estar para comemorar, no caloroso colectivo lisboeta, os 35 anos do glorioso 25 de Abril… mas sei que por lá, onde vou estar, terei uma festinha a condizer…
Contudo, como a vida é feita de história e nós aqui vamos deixando algo de nós quase todos os dias, vou responder àquela pergunta de Baptista-Bastos.
“Aonde estava quando foi o 25 de Abril’”?
Pois eu estava, perdoem-me a expressão, “no cu de judas”… vulgo conhecido por Lugar do Paço. Ultima aldeia do distrito de Lisboa, entre Lourinhã e Peniche, onde fui colocada no meu 1º ano de serviço, como professorinha de uma escola com 42 meninos/as!
Das vidas destes meninos com vida de escola e trabalho na agricultura, não vou falar, é demasiado pesado para mim ainda hoje! Eu também era uma candidata a senhorita…e os meus alunos mais velhos tinham 14 anos e frequentavam o 2ºano de escolaridade….e por aí ficaram! Como era complicado o meu relacionamento e o desconhecimento daquela realidade… como me desenvencilhei de tal tarefa, ainda hoje estou para saber…
Vivia na casa do soba da terra, analfabeto, mas com carta de condução…. e que me conduzia religiosamente à sexta-feira à estrada , muito agarradinho ao seu Chevrolet , para apanhar o expresso para Lisboa, senão teria que fazer cinco Km a pé.
O meu dia a dia era da escola , que não tinha luz eléctrica, mas que à igreja não faltava, para casa , sem conviver, onde me deitava, lia e ouvia música num pequeno rádio portátil, PHILIPS esperando pelo dia seguinte… e fervorosamente o fim de semana!
Também era uma recém-casada… Amor à vista, só ao fim de semana que às vezes fazia antecipar para uma sexta-feira… mas sempre com medo de faltar à escola pois havia um PIDE que trabalhava no forte de Peniche e cujo filho era meu aluno… e pensava em retaliação…queixa, inspecção… eu sei lá o quê….
Todas as manhãs ouvia as notícias, mas no dia 25 , o meu companheiro PHILIPS… só tocava música de bandas militares e a voz de Luís Filipe Costa, penso que era ele, ia fazendo os avisos de acalmia e que “dentro de momentos”… haveria um comunicado… tudo estranho!
Vim para a rua. Uma aluna corre para mim, -“professora, há guerra em Lisboa… “fulanos “ , que iam para o Canadá ,voltaram porque o aeroporto estava fechado… “…
Estava a ficar maluca… Um ou dois telefonemas, pois isso era um luxo e fiz-me á estrada, seriam uns cinco quilómetros a pé até à estrada onde passaria o Expresso que hipoteticamente sairia de Peniche , apesar dos conselhos contrários e amedrontados da minha colega, eu tinha que ir para “a guerra” e o meu “amado” também por lá estava…
Eis senão quando, a meio do meu percurso, chega um “carocha” com o meu D. Quixote a salvar a sua Dulcineia, da ignorância…e do susto!
Com todos os cuidados fomos estrada fora, com entrada pela zona saloia, Mafra , onde tudo me parecia bizarro… ver soldados bem dispostos, se mi expostos nas suas chaimites e com a exibição de cravos vermelhos… e boa disposição!
Depois, foi a história que todos vivemos e que sempre recordamos ou recordaremos enquanto a nossa geração existir….
Se tiveram a paciência de chegar até aqui, grata pela partilha!
E vivam com força o dia 25 pois para o 1ª de maio já estarei para convosco estar!
È o lugar do sonho… aonde malgrée la crise… as ruas são belas para passear e estar…nos intervalos de uns roteiros culturais!
Mas…
Bem, não vou estar para comemorar, no caloroso colectivo lisboeta, os 35 anos do glorioso 25 de Abril… mas sei que por lá, onde vou estar, terei uma festinha a condizer…
Contudo, como a vida é feita de história e nós aqui vamos deixando algo de nós quase todos os dias, vou responder àquela pergunta de Baptista-Bastos.
“Aonde estava quando foi o 25 de Abril’”?
Pois eu estava, perdoem-me a expressão, “no cu de judas”… vulgo conhecido por Lugar do Paço. Ultima aldeia do distrito de Lisboa, entre Lourinhã e Peniche, onde fui colocada no meu 1º ano de serviço, como professorinha de uma escola com 42 meninos/as!
Das vidas destes meninos com vida de escola e trabalho na agricultura, não vou falar, é demasiado pesado para mim ainda hoje! Eu também era uma candidata a senhorita…e os meus alunos mais velhos tinham 14 anos e frequentavam o 2ºano de escolaridade….e por aí ficaram! Como era complicado o meu relacionamento e o desconhecimento daquela realidade… como me desenvencilhei de tal tarefa, ainda hoje estou para saber…
Vivia na casa do soba da terra, analfabeto, mas com carta de condução…. e que me conduzia religiosamente à sexta-feira à estrada , muito agarradinho ao seu Chevrolet , para apanhar o expresso para Lisboa, senão teria que fazer cinco Km a pé.
O meu dia a dia era da escola , que não tinha luz eléctrica, mas que à igreja não faltava, para casa , sem conviver, onde me deitava, lia e ouvia música num pequeno rádio portátil, PHILIPS esperando pelo dia seguinte… e fervorosamente o fim de semana!
Também era uma recém-casada… Amor à vista, só ao fim de semana que às vezes fazia antecipar para uma sexta-feira… mas sempre com medo de faltar à escola pois havia um PIDE que trabalhava no forte de Peniche e cujo filho era meu aluno… e pensava em retaliação…queixa, inspecção… eu sei lá o quê….
Todas as manhãs ouvia as notícias, mas no dia 25 , o meu companheiro PHILIPS… só tocava música de bandas militares e a voz de Luís Filipe Costa, penso que era ele, ia fazendo os avisos de acalmia e que “dentro de momentos”… haveria um comunicado… tudo estranho!
Vim para a rua. Uma aluna corre para mim, -“professora, há guerra em Lisboa… “fulanos “ , que iam para o Canadá ,voltaram porque o aeroporto estava fechado… “…
Estava a ficar maluca… Um ou dois telefonemas, pois isso era um luxo e fiz-me á estrada, seriam uns cinco quilómetros a pé até à estrada onde passaria o Expresso que hipoteticamente sairia de Peniche , apesar dos conselhos contrários e amedrontados da minha colega, eu tinha que ir para “a guerra” e o meu “amado” também por lá estava…
Eis senão quando, a meio do meu percurso, chega um “carocha” com o meu D. Quixote a salvar a sua Dulcineia, da ignorância…e do susto!
Com todos os cuidados fomos estrada fora, com entrada pela zona saloia, Mafra , onde tudo me parecia bizarro… ver soldados bem dispostos, se mi expostos nas suas chaimites e com a exibição de cravos vermelhos… e boa disposição!
Depois, foi a história que todos vivemos e que sempre recordamos ou recordaremos enquanto a nossa geração existir….
Se tiveram a paciência de chegar até aqui, grata pela partilha!
E vivam com força o dia 25 pois para o 1ª de maio já estarei para convosco estar!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Hoje...e quase sempre!
Boa semana...

Não resisti em "usurpar" este pensamento magnífico para os tempos que correm, ao blogue OUTRA MARGEM...
De não ter juízo algumjá tirei dois benefícios,
De não ter juízo algumjá tirei dois benefícios,
não fazer economias nem meter-me em sacrifícios.
Agostinho da Silva
Agostinho da Silva
domingo, 19 de abril de 2009
Domingo cumprido e comprido...

Andava à espera do Sol! Apareceu tímido e frio... mas fui ao seu encontro no meu pedestreanismo militante.
Máquina fotográfica na mão e lá fui guardando coisas de que gosto de encontrar. Tinha decidido não comprar nenhum jornal... mas á última da hora e já fim de tarde lá trago o " Jornal de Notícias"... só ainda vi a revista e em boa hora , pois o artigo de António Pina, versava mesmo a sua relação com os jornais , que começa há tempo a ser a minha.. e não sou nem nunca fui jornalista, apenas uma adicta de jornais ."A maior parte das vezes dou uma vista de olhos nos jornais e deixo-os. Outras, compro-os e não chego a lê-los. Ao fim de quarenta anos de jornais, sabendo como se fazem e quem os faz, é difícil não ser céptico em relação aos jornais...."(JN)
Mas o que andava já há dois dias a mexer com a minha cabecita,,, era o poema de Antero de Quental, As Fadas, pelo qual me apaixonei há uns anos, quase decorei, recitei e serviu boas causas... Agora saiu uma nova edição, daí a minha lembrança e por isso aqui deixo um cheirinho...

As fadas… eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar…
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar…
Algumas em fonte fria
Escondem-se, enquanto é dia,
Saem só ao escurecer…
Outras, debaixo da terra,
Nas grutas verdes da serra,
É que se vão esconder….
(excerto do livro AS FADAS de Antero de Quental)
Com ilustrações muito bonitas da Contexto e Imagem. Ainda existirá???
sábado, 18 de abril de 2009
Pobre M.Hulot...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Bom fim de semana...

Sabedoria popular e da minha mãe :"nâo há amor como o 1º, enquanto não vier o segundo e o terceiro..." Contraria o espírito da canção, mas vou ´gostar dela até morrer! Cada amor é como se fosse sempre o primeiro! Há dias assim.... de pinga....É só mais uma forma de recriar o Sol, que parece chegar só domingo!
Bom fim de semana !
O entardecer que sonhámos!
Gostaria de estar nas nuvens....

MAR
Dizem que o mar enrola na areia.
Digo que o teu corpo enrola no meu!
E desfaço-me em nuvens de espuma…
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