
quarta-feira, 1 de julho de 2009
1 de Julho...
Verão intermitente, como tudo na vida... mas é mais um mês estival que se anuncia com um quadro de Paul Cézanne, Les Grandes Baigneuses

terça-feira, 30 de junho de 2009
Até sempre, Pina Bausch!

Não haverá mais Pina Bausch! Só ficará a escola que Pina deixou!
Seremos muitos a chorar esta coreógrafa alemã que por acaso até gostava muito de Portugal e dos portugueses...
1940-2009
O seu trabalho resultava da articulação das linguagens da dança de expressão alemã com elementos de teatralidade, inventando reportórios coreográficos de movimentos e gestos com a utilização da voz aptos a traduzir para o palco uma constelação de experiências humanas : as relações entre homens e mulheres, o medo, a solidão, o desespero, mas também a ternura, o amor e a felicidade...Foi-se surpreendido! Estava-se sempre à espera que regressa-se ao país... Foi um presente da vida partilhar alguns espectáculos, cá e fora...
Ficarão os registos e concerteza que ámanhã vou ver o filme de Almodovar "Habla con ella"
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Pobretes, mas alegretes...

Foi dito que "os portugueses são pobres, estão desmobilizados, mas dizem estar felizes"...
Como se pode ser feliz sem ter necessidades básicas satisfeitas e tantas dívidas para pagar?
Há 35 anos menos 1 dia, o slogan era "pobrezinhos mas lavadinhos"... "casa onde comem 4 comem 6"..."temos os filhos que deus nos dá"...
Este conformismo dos nossos dias, deixa-me num profundo desconsolo, e, um dia , não sei quando , os povos vão estar na rua... de uma forma que talvez não dê para esquecer... ver aqui
Quotidiano de uma mulher nos subúrbios de Lisboa
Susana não tem tempo para a filha por ter pouco dinheiro para viver
29.06.2009 - 13h02 António Marujo
O desejo maior de Susana Lopes? "Ter tempo para a minha filha. Tenho muita falta de tempo para ela, para poder passear, para lhe dar mais atenção." Susana, de 33 anos, é mãe de uma filha com 15, que terminou o 7.º ano de escolaridade - esta semana saberá se passou.O inquérito Necessidades em Portugal concluiu que uma das maiores carências das pessoas é o tempo. Ter que trabalhar mais para poder subsistir é a razão principal para não poder dedicar-se mais a si, aos outros e a actividades sociais. Oito por cento dos inquiridos dizem acumular mais que uma actividade remunerada. E 56 por cento dizem não ter tempo suficiente para estar ou brincar com os filhos. Susana vive com um companheiro, desempregado, e a filha entre os bairros da Cova da Moura e da Buraca, às portas de Lisboa. O pai da sua filha nunca ajudou na educação. Susana levanta-se diariamente às 6h00, 6h30. Antes de entrar no infantário onde trabalha até às 15h30, passa pelo café que a mãe tem alugado, ali perto, para ajudar. Depois de sair do infantário, vai arrumar a casa e tratar das galinhas que cria para consumo doméstico. Volta ao café, onde fica até por volta das 22h30. Em casa, aguarda-a o resto das tarefas. "À noite faço serão, passo a ferro, trato da roupa... Deito-me à meia-noite, uma da manhã..." (in Público de 29/06)
Susana não tem tempo para a filha por ter pouco dinheiro para viver
29.06.2009 - 13h02 António Marujo
O desejo maior de Susana Lopes? "Ter tempo para a minha filha. Tenho muita falta de tempo para ela, para poder passear, para lhe dar mais atenção." Susana, de 33 anos, é mãe de uma filha com 15, que terminou o 7.º ano de escolaridade - esta semana saberá se passou.O inquérito Necessidades em Portugal concluiu que uma das maiores carências das pessoas é o tempo. Ter que trabalhar mais para poder subsistir é a razão principal para não poder dedicar-se mais a si, aos outros e a actividades sociais. Oito por cento dos inquiridos dizem acumular mais que uma actividade remunerada. E 56 por cento dizem não ter tempo suficiente para estar ou brincar com os filhos. Susana vive com um companheiro, desempregado, e a filha entre os bairros da Cova da Moura e da Buraca, às portas de Lisboa. O pai da sua filha nunca ajudou na educação. Susana levanta-se diariamente às 6h00, 6h30. Antes de entrar no infantário onde trabalha até às 15h30, passa pelo café que a mãe tem alugado, ali perto, para ajudar. Depois de sair do infantário, vai arrumar a casa e tratar das galinhas que cria para consumo doméstico. Volta ao café, onde fica até por volta das 22h30. Em casa, aguarda-a o resto das tarefas. "À noite faço serão, passo a ferro, trato da roupa... Deito-me à meia-noite, uma da manhã..." (in Público de 29/06)
domingo, 28 de junho de 2009
Ainda o corpo - as tuas, as nossas e as vossas mãos!
Uma mão pode acariciar, ameaçar, agarrar, bater, criar, mesmo matar!Com a mão, o homem exprime e manipula o mundo ou pelo contrário pode contruir um à sua própria imagem...
(As mãos de Deus, de Rodin)
O cerimonial das mãos
Mãe, onde foi que deixaste a outra metade,
a que anunciava o sol na turvação das noites,
a que iluminava a sombra no cerimonial das mãos?
Em que côncavo de rochas buscava abrigo
essa outra metade que eu via projectada
para fora de mimcomo um sonho evadindo-se
do círculo de medos em que a fúria se jogava?
Eu era gémeo de todos os assombros
e os meus segredos era com essa outra metade
que os partilhava à revelia das bocas
que em surdina me traçavam o destino.
Quanto de mim se perdia nessa metade
que me furtava o riso e me deixava a culpa,
que me feria o ventre e me fustigava a pele?
Quanto de mim me flagelava
sem que eu lhe conhecesse morada ou nome?
Mãe, eu pedia uma trégua ao vento
e um punhal à chuva e com ambos queria
separar de mima metade incandescente
que à beira dos meus gestos
ganhava altura de nuvem e fulgor de estrela.
Mãe, eu vejo-me outro nesta cama
que guarda os instrumentos liquefeitos da insónia
e sei que não sou eu quem lá está,
que não sou eu que lá quero estar.
José Jorge Letria, in "A Tentação da Felicidade
sábado, 27 de junho de 2009
Bom fim de semana....
Iluminuras sobre as estações do ano- Yuri Norstein - Seasons
Muito bonito e vocês merecem... para "OUVER"até ao fim...
Muito bonito e vocês merecem... para "OUVER"até ao fim...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Haverá sempre barquinhos.... e homens!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Fim a alguma côr...
Este retrato da afegã Sharbat Gula, correu mundo .... A intensidade das cores deu-lhe a alma que colou ao nosso olhar, "vibrantes, ricas e intensas".
Retratos como este , não haverá mais! A técnica que lhe dava esse suporte, KODACHROME , foi banida devido à massificação do digital....
Esperança que as novas tecnologias nos mantenham o prazer da imagem e da côr e este foi o pretexto de rever os olhos de Gula... Lindos, não são?
Ah!!!!!!!!
Perguntas...
Nesta época estival que se aproxima... muitas perguntas poderíamos começar a formular....Criar mesmo um livrinho de perguntas, tentar já pôr algumas respostas, pois elas já vão aparecendo por aí, sob a forma de promessas...
Mas a poética é tema mais elevado, pelo menos neste cantinho, mais ao menos no Mar à Vista plantado...
XLIX
Quando vejo o mar de novo,
o mar viu-me ou não me viu?
Porque é que as ondas me perguntam
o mesmo que eu lhes pergunto?
E porque batem nas rochas
com tanto entusiasmo vão ?
Não se cansam de repetir
à areia a sua declaração?
Livro das perguntas de Pablo Neruda
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Dia de S. João...

Ontem a véspera, hoje o dia... dia que é mais nuns sítios do que noutros....
Eu já parti há muito mas os outros estão por lá...
A procissão do mar, linda e sentida... que a vida no mar é feita de fé!
Festejei as gentes do norte! Mas não estarei a ser injusta com as do centro? É que na minha terra natal, Figueira, também se festeja o S. João e é feriado municipal.
Liguei há pouco para a minha mãe, que me dizia estar a cidade linda , toda engalanada pelos barcos e barquinhos e em acto de procissão de mar!
Ainda bem, pois por vezes sinto uma pontinha de desdém pelas festas de hoje, e não pode ser!
Eu já parti há muito mas os outros estão por lá...Mas não posso deixar de sentir a nostalgia do S. João da minha infãncia , pleno de magia, alegria e que durava muitos dias...
Pela manhã alvorada, Zés Pereiras e Gigantones minhotos e muito fogo de artifício...
As ruas todas enfeitadas com arcos e balões. Dezenas de tendas de barristas, que acampavam pelo menos duas semanas... e o mexericar em tudo como se os olhos estivessem nas mãos... E lá estava o Senhor Domingues, mais tarde de nome artístico, MISTÉRIO, o pai dos bonecos de "venta" larga... Rosa Ramalho, descoberta para outros dons pelo artista António Quadros, e em boa hora! Ana Baraça e outro tantos que se deram a conhecer e outros que teriam ficado no anonimato....
A procissão do mar, linda e sentida... que a vida no mar é feita de fé!Depois os carroceis, o algodão doce e as várias visitas à sempre eterna DONA LÚCIA, que vendia as melhores farturas do mundo!
E o banho santo! Em que as mulheres e homens do campo , meio vestidos, á mistura com os "figueirinhas," mergulhavam de madrugada, naquele mar de prata, para afugentar
os maus olhados e pedir prosperidade..
os maus olhados e pedir prosperidade..Era assim o S. Joâo da minha meninice.
Para o ano não posso faltar... para assim me reconciliar! E depois, então falaremos....
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