
terça-feira, 7 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Não vou falar de pinhos mas de tasquinhos....
Corre há uns dias um anúncio no Público, no âmbito do aniversário da Bossa Nova que faz as minhas delícias e com o qual não podia estar mais de acordo...Faço um "copy/paste"... e ele aí está!
Vinicius dizia "nunca vi uma boa amizade nascer numa leitaria".... Por isso mesmo passei a tarde na minha "tasca"preferida com amigos de eleição e àmanhã correrei para a santa terrinha para as tasqunhas das freguesias, onde me esperam outras amizades e algumas iguarias...
Se forem para os lados da Figueira... já sabem, leitarias, não há! Amigos ,podem-se fazer alguns durante 3 dias....
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Porque não um chá e recordar Sophia 5 anos depois da sua partida? Foi a 2 de Julho de 2004

Casa branca em frente
ao mar enorme,
Com o teu jardim de
areia e flores marinhas
E o teu silêncio intacto
em que dorme
O milagre das coisas
que eram minhas.
A ti voltarei após o
incerto
calor de tantos gestos
recebidos
Passados os tumúltos e
o deserto
Beijados os fantasmas,
percorridos
Os murmúrios da terra
indefinida.
Em ti renascerei num
mundo meu
E a redenção virá nas
tuas linhas
Onde nenhuma coisa
se perdeu
Do milagre das coisas
que eram minhas.
Poesia inédita , publicada no DN de 27.06.09
Citação...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
1 de Julho...
terça-feira, 30 de junho de 2009
Até sempre, Pina Bausch!

Não haverá mais Pina Bausch! Só ficará a escola que Pina deixou!
Seremos muitos a chorar esta coreógrafa alemã que por acaso até gostava muito de Portugal e dos portugueses...
1940-2009
O seu trabalho resultava da articulação das linguagens da dança de expressão alemã com elementos de teatralidade, inventando reportórios coreográficos de movimentos e gestos com a utilização da voz aptos a traduzir para o palco uma constelação de experiências humanas : as relações entre homens e mulheres, o medo, a solidão, o desespero, mas também a ternura, o amor e a felicidade...Foi-se surpreendido! Estava-se sempre à espera que regressa-se ao país... Foi um presente da vida partilhar alguns espectáculos, cá e fora...
Ficarão os registos e concerteza que ámanhã vou ver o filme de Almodovar "Habla con ella"
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Pobretes, mas alegretes...

Foi dito que "os portugueses são pobres, estão desmobilizados, mas dizem estar felizes"...
Como se pode ser feliz sem ter necessidades básicas satisfeitas e tantas dívidas para pagar?
Há 35 anos menos 1 dia, o slogan era "pobrezinhos mas lavadinhos"... "casa onde comem 4 comem 6"..."temos os filhos que deus nos dá"...
Este conformismo dos nossos dias, deixa-me num profundo desconsolo, e, um dia , não sei quando , os povos vão estar na rua... de uma forma que talvez não dê para esquecer... ver aqui
Quotidiano de uma mulher nos subúrbios de Lisboa
Susana não tem tempo para a filha por ter pouco dinheiro para viver
29.06.2009 - 13h02 António Marujo
O desejo maior de Susana Lopes? "Ter tempo para a minha filha. Tenho muita falta de tempo para ela, para poder passear, para lhe dar mais atenção." Susana, de 33 anos, é mãe de uma filha com 15, que terminou o 7.º ano de escolaridade - esta semana saberá se passou.O inquérito Necessidades em Portugal concluiu que uma das maiores carências das pessoas é o tempo. Ter que trabalhar mais para poder subsistir é a razão principal para não poder dedicar-se mais a si, aos outros e a actividades sociais. Oito por cento dos inquiridos dizem acumular mais que uma actividade remunerada. E 56 por cento dizem não ter tempo suficiente para estar ou brincar com os filhos. Susana vive com um companheiro, desempregado, e a filha entre os bairros da Cova da Moura e da Buraca, às portas de Lisboa. O pai da sua filha nunca ajudou na educação. Susana levanta-se diariamente às 6h00, 6h30. Antes de entrar no infantário onde trabalha até às 15h30, passa pelo café que a mãe tem alugado, ali perto, para ajudar. Depois de sair do infantário, vai arrumar a casa e tratar das galinhas que cria para consumo doméstico. Volta ao café, onde fica até por volta das 22h30. Em casa, aguarda-a o resto das tarefas. "À noite faço serão, passo a ferro, trato da roupa... Deito-me à meia-noite, uma da manhã..." (in Público de 29/06)
Susana não tem tempo para a filha por ter pouco dinheiro para viver
29.06.2009 - 13h02 António Marujo
O desejo maior de Susana Lopes? "Ter tempo para a minha filha. Tenho muita falta de tempo para ela, para poder passear, para lhe dar mais atenção." Susana, de 33 anos, é mãe de uma filha com 15, que terminou o 7.º ano de escolaridade - esta semana saberá se passou.O inquérito Necessidades em Portugal concluiu que uma das maiores carências das pessoas é o tempo. Ter que trabalhar mais para poder subsistir é a razão principal para não poder dedicar-se mais a si, aos outros e a actividades sociais. Oito por cento dos inquiridos dizem acumular mais que uma actividade remunerada. E 56 por cento dizem não ter tempo suficiente para estar ou brincar com os filhos. Susana vive com um companheiro, desempregado, e a filha entre os bairros da Cova da Moura e da Buraca, às portas de Lisboa. O pai da sua filha nunca ajudou na educação. Susana levanta-se diariamente às 6h00, 6h30. Antes de entrar no infantário onde trabalha até às 15h30, passa pelo café que a mãe tem alugado, ali perto, para ajudar. Depois de sair do infantário, vai arrumar a casa e tratar das galinhas que cria para consumo doméstico. Volta ao café, onde fica até por volta das 22h30. Em casa, aguarda-a o resto das tarefas. "À noite faço serão, passo a ferro, trato da roupa... Deito-me à meia-noite, uma da manhã..." (in Público de 29/06)
domingo, 28 de junho de 2009
Ainda o corpo - as tuas, as nossas e as vossas mãos!
Uma mão pode acariciar, ameaçar, agarrar, bater, criar, mesmo matar!Com a mão, o homem exprime e manipula o mundo ou pelo contrário pode contruir um à sua própria imagem...
(As mãos de Deus, de Rodin)
O cerimonial das mãos
Mãe, onde foi que deixaste a outra metade,
a que anunciava o sol na turvação das noites,
a que iluminava a sombra no cerimonial das mãos?
Em que côncavo de rochas buscava abrigo
essa outra metade que eu via projectada
para fora de mimcomo um sonho evadindo-se
do círculo de medos em que a fúria se jogava?
Eu era gémeo de todos os assombros
e os meus segredos era com essa outra metade
que os partilhava à revelia das bocas
que em surdina me traçavam o destino.
Quanto de mim se perdia nessa metade
que me furtava o riso e me deixava a culpa,
que me feria o ventre e me fustigava a pele?
Quanto de mim me flagelava
sem que eu lhe conhecesse morada ou nome?
Mãe, eu pedia uma trégua ao vento
e um punhal à chuva e com ambos queria
separar de mima metade incandescente
que à beira dos meus gestos
ganhava altura de nuvem e fulgor de estrela.
Mãe, eu vejo-me outro nesta cama
que guarda os instrumentos liquefeitos da insónia
e sei que não sou eu quem lá está,
que não sou eu que lá quero estar.
José Jorge Letria, in "A Tentação da Felicidade
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