sábado, 18 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Futuros Amantes - Chico Buarque

Fotografia de Murillo Meirlles

Dia de praia... Atlântico norte . Bom fim de semana.

Hoje, num dia de praia puro e duro, senti que os "seus" olhos eram da cor do meu mar...
e passei ainda a gostar mais dos dois!
"Chico é nome de escritor ruim", aqui





Humor do outro lado do Atlântico

A revista Piauí é brasileira e de conteúdos de qualidade superior...

Muito intelectualizada, mas a verdade é que há intelectuais, logo merecem-na e os que aspiram e desfrutam também aos prazeres dos ditos cujos, também a apreciam.
Quando passo pelo outro lado do Atlântico, tento- me pela compra de uma , pelo menos...
Gosto dos seus cartoons e desenhos de humor que vos deixo aqui e aonde fui conduzida através do blogue A Origem das Espécies. Vejam aqui em tamanho normal

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por continuar cansada das parvoeiras da ilha e do continente, vou poemar...

Pintura de, De Chirico, 1926 Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical."
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que era
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações ediagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.

Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás,
em qualquerSociedade.

(este poema delicioso chegou-me via mail e não tem autor... se alguém conhecer o nome...p.f. deixe no comentário)
Encosta-te a mim...

Hoje foi um dia de emoções boas...


Há dias felizes de manhã á noite!
Há que os agarrar...
E, para finalizar as festas de Lisboa, em Belém, Jorge
Palma esteve no seu melhor com os seus amigos convidados!
Que bom "ouver" o Fausto... uma verdadeira aparição...
Ouvir aqui...

Um azar nunca vem só - de PITECOS


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Parabéns...


Hoje é dia de anos de JV!
Bom amigo e colaborador pontual deste "cantinho"com as suas fotografias que têm sempre como pano de fundo o MAR.
Para ti em especial, mas para todos os que aqui passam deixo uma frase para pensar e de que gosto...
A arte do descanso é uma parte da arte de trabalhar...
J. Steinbeck
Pintura naif de Ronaldo Mendes


terça-feira, 14 de julho de 2009

Palma Inácio, não posso deixar passar em branco!


PALMA INÁCIO-1922 - 2009

Não posso deixar passar em branco esta figura incontornável
da aviação ao serviço da luta "armada " que na minha adolescência me deixou ao rubro com o assalto ao BDP, mesmo ali nas minhas barbas... e eu e os demais só tomarem conhecimento do sucedido pela pela rádio...
Morava em frente ao Banco.
Estava um lindo dia de sol!
Muitas poeiras ficaram no ar.
Alegrias e muita tristezas... gente grada e arraia miúda sem saber bem no que estava metido.
Alguns, poucos, eram nossos conhecidos por laços de família.
Aquele aviãozinho que ficou em Cernache...
Um filme que ninguém ainda pensou em fazer com um galã à altura de Palma Inácio! Bonito, charmoso e de ar triste como todos os "eus " românticos e crédulos de grandes causas... algumas bem perdidas! E para mais vinde até aqui



Nem sempre tenho sucesso, mas tenho sempre esperança.
Ovídeo, poeta romano
Pintura de Vieira da Silva

Para o dia da França, um livro francês.

14 de julho, vamos até França...
Hoje, ao passar os olhos pela Bibloteca de Babel, e ao tomar conhecimento deste livro, ONDE VAMOS , PAPÁ? fiquei com vontade de o comprar, pois na minha vida profissional passou um trabalho profundo e inovador (anos 90) com crianças diferentes e cujas cumplicidades, alegrias e tristezas partilhadas com os pais ( leia-se mães)... provocaram momentos únicos!
Quem sabe se a vontade também não chega até vós? Partilhar a catarse de um pai , que ainda por cima o faz com sentido de humor, deve ser uma boa lição de vida.


«Toda a gente pensa nisso, como se pensa num tremor de terra, como se pensa no fim do mundo, numa coisa que só acontece uma vez. Eu tive dois fins do mundo», resume Jean-Louis Fournier, escritor, humorista e realizador de televisão francês. Tanto o seu primeiro filho (Mathieu) como o segundo (Thomas) revelaram, ao fim de poucos meses de vida, deficiências motoras e mentais profundas. Dito de outro modo: se o nascimento de uma criança normal (como viria a ser Marie, irmã mais nova de Mathieu e Thomas) representa um milagre, «uma criança deficiente é um milagre às avessas».Após várias décadas de silêncio sobre os filhos problemáticos, Fournier decidiu escrever-lhes um livro, mesmo sabendo que eles nunca o lerão. A ideia é resgatá-los do esquecimento, «para que não sejam apenas uma fotografia num cartão de invalidez». Retratá-los como eles, de facto, são. Ou eram. Um gesto que implica uma franqueza total, uma honestidade absoluta; certamente difíceis de assumir. Fournier não doura a pílula, não esconde as falhas próprias, não disfarça o desânimo, nem embeleza os remorsos: «Não fui um bom pai. Muitas vezes, não vos suportava, era difícil gostar de vocês. Convosco, era preciso uma paciência de santo, e eu não sou nenhum santo.» Espantosa, esta sinceridade.Por princípio, o progenitor de uma criança deficiente «não tem o direito de rir, porque isso seria do mais profundo mau gosto». Mas é essa linha que Fournier atravessa sem medo. Os filhos são flácidos, corcundas, frágeis como «avezinhas depenadas», com a cabeça «cheia de palha» e o corpo sustido por um espartilho ortopédico, de metal cromado e couro, que os assemelha a «guerreiros romanos de couraça». Ao falar deles, o tom oscila entre a ternura contida e o mais feroz humor negro. Exemplo: para Mathieu, que não consegue endireitar-se por falta de tónus muscular, o pai antevê a profissão de garagista. «Mas um garagista deitado. Daqueles que arranjam os carros por baixo nas garagens onde não há placa elevatória.» No fundo, ele troça dos filhos como Cyrano de Bergerac troçava do próprio nariz: criando uma distância irónica que é apenas um perímetro de segurança, uma linha de defesa contra a loucura.Sem que nada o fizesse prever, este livrinho quase sempre desconcertante (salvo nalgumas passagens mais delicodoces que lhe retiram alguma da força) foi uma das sensações da rentrée literária francesa de 2008. Além da boa recepção crítica e de uma presença de vários meses nos tops, com vendas superiores a 400 mil exemplares, arrebatou ainda o Prémio Femina.

segunda-feira, 13 de julho de 2009