sábado, 5 de setembro de 2009

Joâo Vieira,o grande pintor, deixou-nos, mas a sua obra é imensa...


Nas nossas ruas ao anoitecer

Há tal soturnidade, há tal melancolia...

Cesário Verde, "O sentimento de um Ocidental"













Joâo Vieira , poeta



A relação de João Vieira com os Poetas tem início com o Grupo do Gelo, quando conhece Herberto Helder, Helder Macedo, Manuel de Castro e Mário de Cesariny de Vasconcelos. Contudo, a sua integração vivencial com os escritores vem já de muito longe, remontando à educação familiar, pois é criado numa sala de aulas, com pai e mãe professores. As influências de Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Ângelo Lima e Fernando Pessoa levam-no a transportar os versos para a tela.
Em 1984 realiza serigrafias para o álbum KODAK, sobre um poema de Herberto Helder. Em 1988, na exposição Diálogos de Lisboa, sobre o pintor Francisco de Hollanda, João Vieira transpõe a tradução que este terá feito das metáforas filosóficas do Infante D. Luís na sua série sobre a Criação do Mundo para as letras do seu próprio alfabeto pictórico.
Fundamental para a compreensão da sua obra são os versos de Cesário Verde, que terão mesmo ajudado o próprio pintor a entender que toda a pintura é uma arte de organizar alfabetos, ao sugerir uma relação específica entre a poesia e a pintura, quando escreveu:




Pinto quadros por letras, por sinais,
Tão luminosos como os do Levante,
Nas horas em que a calma é mais queimante,
Na quadra em que o Verão aperta mais



(informação da Wikipédia e visualizaçâo da homenagem prestada na TV2)

Um casamento impossivel...

Esta noite na TV1...

Cordatos. Um, é o naturalmente. O outro , cordialidade à prova de Xanax.

Um dia, quem sabe!

Deixem-me sonhar....

Um cartaz que vale muitas palavras..



Pena os Açores não serem aqui ao lado..


Ontem, eu sabia que queria o meu poeta do coração, pela amizade que nos uniu lá para os lados de Coimbra , Joaquim Namorado.

Ontem era dia de falar de Lua Cheia, mas ela ainda não foi embora, logo ainda não perdi o comboio...
LUA

«O Binómio de Newton é tão belo
como a Vénus de Milo»
Álvaro de Campos

Deixai à lua
o seu lugar de astro
percorrendo no céu a sua órbita
sem complicações dramáticas
sujeita às atracções sabidas
na inversa do quadrado das distâncias
como a lei de Newton
manda.
Bom fim de semana.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Admite????


A Senhora Ministra ter se ia visto obrigada a admitir?
Vontade e consciencia de alterar o rumo do voto dos ofendidos e humilhados?
As mágoas são tão recentes , que tarde piou... e se ridicularizou.
Coisas de campanha....
Nunca mais é fim do mês...

O narciso confesso...

"tenho a vaidade de um cidadão normal..."
Será que terá mesmo, senhor PM?
O grau mais elevado da vaidade é para mim um dos defeitos humanos que mais descrédito me dá perante quem a possui .
Levada ao extremo... lá temos o narcisico a infernizar as nossas vidinhas.
Felizes dos que na vida passam sem sofrer as "atrocidades"do vaidoso/narcisinho...
Estamos em setembro, o deste ano é bizarro entre nós...
Tenho medo do fim do mês...
Entretanto vou fazendo as minhas leituras de auto-ajuda....
"Sabemos que a mais peremptória afirmação do vaidoso é dizer que não é vaidoso.A vaidade é a mais escondida das paixões. Os valores são medidos a partir do grau em que ela se apresenta. Também as coisas e os acontecimentos recebem a mesma proporcionalidade: A nossa vaidade é a que julga tudo: dá estimação ao favor e regula os quilates à ofensa; faz muito do que é nada; dos acidentes faz substância e sempre faz maior tudo que diz respeito a si. ".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Renascer...

Maternidade, de Gino Severini, pintor futurista,1916

Seio, fonte de vida.

Seio, fonte de prazer, afecto e aconchego.

Assim me sinto eu no "seio" da minha casa...

A ausência foi longa.

Renasço com o Setembro que hoje começa.

Mais um mês para acrescentar às nossas vidas.


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Voando, talvez te encontre, estrelinha...

A ESTRELA POLAR

Eu vi a estrela polar
Chorando em cima do mar
Eu vi a estrela polar
Nas costas de Portugal!

Desde então não seja Vênus
A mais pura das estrelas
A estrela polar não brilha
Se humilha no firmamento
Parece uma criancinha
Enjeitada pelo frio
Estrelinha franciscana
Teresinha , mariana
Perdida no Polo Norte
De toda a tristeza humana.

Vinicius de Moraes, Antologia poetica





domingo, 30 de agosto de 2009

ah! os nossos pequenos grandes fantasmas...

Despedidas...
Dizem e confirmo que uma das melhores coisas da vida è viajar.
A outra , ainda melhor , è regressar!
Todos os meus "gasparzinhos"esperam por mim... porque a esses deixei bem fechados numa gaveta , a tal de tristes memòrias`...
Atè breve jà com os acento agudo e grave devidamente repostos....
Bom domingo para vòs , tambèm vou fazer alguma coisa pelo meu!

sábado, 29 de agosto de 2009

Beija-flor, o sonho de qualquer flor...


Devagarinho, vou-me despedindo....



Em jeito de despedida... esta noite não podia ser melhor....
O Teatro das Artes recebe o espetáculo “Tom & Vinicius, o musical”, que conta a história de amizade entre os compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes durante as décadas de 50 e 60. Artistas Marcelo Serrado (Tom Jobim) e Thelmo Fernandes (Vinicius de Moraes),a peça tem no repertório musical canções como "Desafinado", "Samba de umanota só", "Ela é carioca", "Por causa de você", "Garota de Ipanema", entre outros sucessos.Com direção de Daniel Herz e direção musical de Josimar Carneiro,a montagem surgiu da vontade do ator Marcelo Serrado de levar para o teatro uma parte da história do maestro e compositor Tom Jobim. Além de interpretar Tom, Serrado toca violão e piano, canta e assina a produção da peça...

Eles não poderiam ser mais reais em suas interpretações. Era como estar a entrar nas suas proprias vidas... com momentos musicais de excepção.... com vozes maravilhosas!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ele è o moucherolle-vermillion...



A UM PASSARINHO


Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se è para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.

Deixa-te de històrias
Some-te daqui!


De Vinicius, in Antologia Poètica