segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tavira e a beleza das suas salinas...

Fiquei fascinada com a beleza que as salinas da Ria Formosa

apresentam nesta fase da sua evolução e de saber como o complemento das nossas refeições, a flor de sal, chega até às nossas mesas.

As salinas, com os seus cristais, parecem autenticas pistas de gelo, onde as gaivotas fazem parte de uma assistencia cujos actores poderão estar a todo o tempo a chegar, os marnotos!

Ir para sul é sempre um gosto acrescido...


A Flor de Sal é o resultado do trabalho destes elementos da natureza que em conjunto proporcionam uma fina película de cristais que flutuam no leito rosados dos talhos e de onde são retirados diariamente (e até duas vezes por dia) com utensílios próprios.

No acto de recolha são depositados em caixas perfuradas para escorrer e secar na própria salina sendo seguidamente armazenados para acabar de escorrer.

Posteriormente, é colocado em embalagens para o consumo sem sofrer qualquer tipo de transformação para que o consumidor obtenha um produto 100% natural, com cheiro muito característico deste produto.

De preferência, deve-se utilizar no fabrico de manteigas, queijos ou em culinária de alto gourmet, adicionando pouco antes de confeccionar e um pouco mais depois dos alimentos confeccionados.

Hoje, na antena 1

Hoje, o meu pequeno almoço foi prolongado pois fui apanhada por uma entrevista de Maria Flor Pedroso a JS, o ainda ...1ºM.
Pela 1ª vez, das poucas que o oiço, senti a crispação e a irritação numa entrevista de campanha. Falar para a TV ou para a rádio parece que faz a sua diferença.
Na televisão , quem vê a cara vê o coração.
Na rádio , ouve-se a voz e imagina-se o coração...






domingo, 13 de setembro de 2009

Bom domingo...

Ernest Ludwing, Marcella, 1907

Pensativa como Marcella, também eu ando...
Penso nisto e naquilo.
Gostaria de travar isto , por causa daquilo.
Mas o melhor, será mesmo arranjar um gato e os domingos passarão a ter outro brilho.
Quem sabe ?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro...

Fotografia de David Lachapelle

"- Como diz o compêndio de fotografia: a imagem apresenta um ordenamento inverso do real, mas captou-lhe os elementos essenciais"


In ,Finisterra de Carlos de Oliveira

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Prémio, vale a pena ficar de olho nesse blogue...





Ó vida ! Vida de "bloguista", assumida e viciada... mas timida, não é fácil....



Repito-me. Para quem ainda não há um ano começou timidamente a colaborar num blogue amigo e de repente se vê "empurrada" para a criação de um Mar á Vista, para dar as minhas próprias passadas consoante a minha sensibilidade e emoção , a pensar muitas vezes nos presentes e nos ausentes ... dá para me sentir lisonjeada e responsável... Ser do agrado de alguns amigos que têm sugerido esta simples mas alegre casinha, tão simpática quanto eu... a ser visitada e premiada , ser mais uma vez , escolhida pela mdsol de branco no branco, é honroso. Neste mundo virtual, eu admiro-a, imagino-a. E não sou a única com esse sentimento. E , quase morro de curiosidade em a conhecer....
Escolher... para não quebrar as regras, é o mais complicado. Que me perdoem ! São tantos os bons e eu tão pouco assidua da diversidade, fiel aos da minha lapela... por isso deixo aqui um conselho. Visitem a lapela e por lá há pelo menos 10 blogues que não devem perder de vista...
Deste mar sem fim, Mar á Vista.

C est en septembre.... (1978)

Pintura



Baigneurs à Moritzburg,1909 de

Ernest Ludwing Kirchiner, expressionista alemão
Mulher com sombrinha, 1906




"É somente quando a pintura não é boa que há atentado ao pudor.








Os verdadeiros quadros, sabes, se aproximássemos deles um espelho, este deveria embaciar-se, de hálito vivo, porque eles respiram." Pablo Picasso



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Musica... September morning

Freddy Cole (c est en septembre...)

E não deixem de passar por aqui para reler A invençãao do amor

Provérbios de Setembro

Van gogh, Pôr de sol
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.

Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.

Setembro a comer e a colher.

Setembro molhado, figo estragado.

Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.

Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.

Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.

Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor

Os Bentos de Zédalmeida


Arrumar...

É esta a faina de Setembro. Arrumar os toldos, porque para o ano há mais....
É assim que se vive o verão da mais longa praia de Portugal....
É assim que se vive a praia para norte.
E o tempo quente por aí.
E há quem suspire... de saudade das férias e do banho que já não pode tomar!
É assim na Figueira da Foz.
(clicando pode aumentar a foto

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pensar a poesia no sítio certo... Praia da Vitória


..De que falam, entre eles, os ‘dezedores’ de poesia?




Esta noite, no Auditório do Ramo Grande (Praia da Vitória), estiveram onze dezedores em palco.
Entre outras coisas, disseram-se frases como estas:«

A função do dezedor é revelar o poema» (José Fanha)

«A poesia é o cristal da literatura, o seu momento mais apurado» (Maria do Céu Guerra)

«Se há poemas que sei de cor, é porque os aprendi com o coração» (Rui Spranger)

«Quando era miúdo, tive dois amigos imaginários: um panda de peluche e o Alberto Caeiro» (Pedro Lamares

«Não devemos escancarar o poema, temos que respeitar as suas zonas de sombra» (Maria do Céu Guerra)

«Quando alguém diz um poema, está a dizer-se a si próprio» (José Fanha)

«Há poetas que dizem muito bem os seus poemas, como o David Mourão-Ferreira. E há os que dizem muito mal, como o Torga ou o Sebastião da Gama. Eu costumava dizer-lhe: “Ó Sebastião, não digas os teus poemas, que os estragas!”» (Maria Barroso)

«Nós é que precisamos da poesia, não é a poesia que precisa de nós» (Maria do Céu Guerra)

«A poesia é um xarope contra a tosse do dia-a-dia» (Álamo Oliveira)

«Gosto de me infiltrar no poema, como a sardanisca do O’Neill» (Maria do Céu Guerra)

«A mim, parece-me que só dizemos bem um poema se conseguirmos namorar o texto» (José Fanha)

«A poesia pode mudar a vida das pessoas, mas não se pode impingir. Não é uma missa, é um encontro.» (Maria do Céu Guerra)

(Surripiado com carinho Ao Bibliotecário de Babel...)