quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amores de uma vida....


As cartas de Amor são intemporais.
Quando Saldanha Sanches partiu chocou-me ficar tão rápidamente sem um homem de bem .
Tudo o que o possa lembrar será bem vindo.
Hoje, peço licença ao Jugular , para fazer link desta bela carta de amor que acabei de ler via blogue Da Literatura.
Assim foi o amor de Maria José e José Luís e isso era visível nas vezes que com eles me cruzei.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De momento é preciso alguma poesia .Hoje Brecht...



De Que Serve a Bondade? (Bertold Brecht)
1
De que serve a bondade
Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos
Aqueles para quem foram bondosos?

De que serve a liberdade
Quando os livres têm que viver entre os não-livres?

De que serve a razão
Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?

2
Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos
Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor;
A faça supérflua!

Em vez de serdes só livres, esforçai-vos
Por criar uma situação que a todos liberte
E também o amor da liberdade
Faça supérfluo!

Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos
Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos
Um mau negócio!

In 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'
Tradução de Paulo Quintela

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia Mundial dos Museus, 3 sugestões...















Porque o tempo está de rosas.... e de praia , para assinalar este dia pleno de eventos pelos museus do país , não deixo de jogar em casa com quatro sugestôes para quem ainda não conhece ou se não fôr esse o caso , é sempre bom voltar...

Vale a pena por todas as razões da vida... e o mar está mesmo ali à vista....

Museu Paula Rego
Museu do Mar
Museu Conde Castro Guimarães
Museu da Música Portuguesa.
Tudo no concelho de Cascais.

Música ... e um bom dia de verão anunciado...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Poema a Luís de Camões

Óleo de João Abel Manta, 1964, Praça Luís de Camões
A LUÍS DE CAMÕES

Sem lástima nem ira o tempo arromba
As heróicas espadas. Pobre e triste
À pátria nostálgica voltaste,
Ò capitão, para nela morrer
E com ela. No mágico deserto
Tinha-se a flor Portugal perdido
E o áspero espanhol, antes vencido,
Ameaçava o seu costado aberto.
Quero saber se aquém da ribeira
Última compreendeste humildemente
Que tudo o perdido, o Ocidente
E o Oriente, o aço e a bandeira,
Perduraria (alheio a toda a humana
Mutação) na tua Eneida lusitana.


De Jorge Luís Borges