quarta-feira, 23 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Fim de decanato... Entre o escorpião e o sagitário
1913. Femme brune assise de face, avec guitar, Felix Vallotton
Tivesse ainda tempo e entregava-te
o coração...
domingo, 20 de novembro de 2016
Olhar o tempo...
Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade
Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Fotografia de Mário Branquinho, via FB
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Vamos ver "As Lusíadas"?
Ao escrever Os Lusíadas, Luís de Camões esqueceu-se (ou não terá achado conveniente assinalar) que muitas mulheres contribuíram para a expansão portuguesa fazendo o mesmo percurso que os seus heróis, passando pelas mesmas dificuldades e sofrendo, muitas vezes, castigos severos pela ousadia.
Ao longo dos séculos, As Lusíadas foram ignoradas pela generalidade dos historiadores, como se a sua motivação para a viagem fosse menos nobre do que a dos homens, ou como se a sua vontade e coragem fossem indignas de constar na História de Portugal.
Iria, Inês, Maria, Cecília, Catarina, Isabel, Antónia, Beatriz e tantas, tantas outras, foram mulheres corajosas “Mais do que permitia a força humana..."
Texto retirado do FB da própria encenadora da peça, Maria João Rocha
Ao longo dos séculos, As Lusíadas foram ignoradas pela generalidade dos historiadores, como se a sua motivação para a viagem fosse menos nobre do que a dos homens, ou como se a sua vontade e coragem fossem indignas de constar na História de Portugal.
Iria, Inês, Maria, Cecília, Catarina, Isabel, Antónia, Beatriz e tantas, tantas outras, foram mulheres corajosas “Mais do que permitia a força humana..."
Texto retirado do FB da própria encenadora da peça, Maria João Rocha
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
e, aos poucos, vou -me aproximando do meu "Mar"...
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encontros felizes.... e eu tão atrasada
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
"Ontem nao morreu um homem, no entanto...."
- POR VALDEMAR CRUZ
- Jornalista
- 28 de Outubro de 2016
- A morte é uma certeza sem remissão e o tempo um grande mistério
- Ontem morreu um homem. Ontem esmoreceu para sempre uma partícula do nosso saber científico. Ontem pereceu uma ideia de cultura humanista centrada no conhecimento como um todo capaz de nos definir como espécie. Ontem começou o adeus a uma memória, com a certeza de que nunca nos despedimos de quanto congrega em si uma ideia de perenidade. Ontem morreu o neurocirurgião João Lobo Antunes. Tinha 72 anos de idade e lutava há vários anos contra um cancro de pele. Vencedor do Prémio Pessoa em 1996, atribuído pelo jornal Expresso, era o atual presidente da Comissão Nacional de Ética da Fundação Champalimaud. Foi o primeiro cirurgião a implantar um olho eletrónico num invisual. Era curioso por definição, por desejo, por estado de espírito, por maneira de ser.
- A vida, a vida toda, mesma a vida política, não lhe era indiferente. Não podia ser. Não desistia das suas convicções. Não deixava amarrar-se a conceitos estabelecidos. Não se perdia no emaranhado de propostas e soluções. Tinha ideias muito próprias. Algumas muito singulares. Tinha convicções. Tinha dúvidas. Muitas dúvidas. O duvidar era uma forma outra de existir. Gostava de olhar para as pessoas para lá da película envolvente da superfície. Lamentava-se de ter a vida conseguido chupar-lhe o tempo. E, no entanto, tantos tempos ficam plasmados na vida de um homem que não desdenhou abraçar instantes políticos diversos. Mesmo se contraditórios. Como ser mandatário da candidatura presidencial de Jorge Sampaio em 2011 e das duas candidaturas de Aníbal Cavaco Silva. Sendo um homem de ciência, era antes de mais alguém disponível para se fundir no prazer lúdico das palavras. Da palavra. Na introdução à entrevista que lhe fez em dezembro passado, a Luciana Leiderfarb escrevia que João Lobo Antunes “é um médico de palavras e um dos maiores cirurgiões do mundo, um homem que jamais foge a uma pergunta, um professor, um ativo humanista e um ex-conselheiro de Estado, e mesmo assim, como generosamente afirma, um filho ‘derrotado’ pelo pai”. Quando começou como médico, queria salvar vidas. Chegou a pensar que a morte constituía uma derrota pessoal. Mais tarde, e na senda de Fernando Gil, percebeu que a morte é uma certeza sem remissão e o tempo um grande mistério.
- Ontem morreu um homem. Quando tudo se esfuma, a homenagem maior não está contida em nenhuma palavra, em nenhum discurso, em nenhuma lágrima. Se ainda há espaço para lágrimas.
- Quando tudo se esfuma, a homenagem maior não está na ténue linha divisória do ser ou do estar, mas antes na consagração do que fica.
- Ontem morreu um homem. E, no entanto, sabemos que ontem, um homem não morreu.
Jornal Expresso
Fotografia de Alfredo Cunha
(Férias , nao é interromper a vida , mas tambem estar atento, se for esse o desejo, ao que acontece do outro lado do Atlântico . Não há sol e chove . )
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
De férias. ...
Mao amiga levou -me hoje até à zona portuária do Rio de Janeiro onde entre o que de belo e renovado vi, nesta cidade maravilhosa , foi este grafite do famoso artista plastico Kobra.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
e por vezes .... sem braços nem abraços...
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