sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro...

Fotografia de David Lachapelle

"- Como diz o compêndio de fotografia: a imagem apresenta um ordenamento inverso do real, mas captou-lhe os elementos essenciais"


In ,Finisterra de Carlos de Oliveira

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Prémio, vale a pena ficar de olho nesse blogue...





Ó vida ! Vida de "bloguista", assumida e viciada... mas timida, não é fácil....



Repito-me. Para quem ainda não há um ano começou timidamente a colaborar num blogue amigo e de repente se vê "empurrada" para a criação de um Mar á Vista, para dar as minhas próprias passadas consoante a minha sensibilidade e emoção , a pensar muitas vezes nos presentes e nos ausentes ... dá para me sentir lisonjeada e responsável... Ser do agrado de alguns amigos que têm sugerido esta simples mas alegre casinha, tão simpática quanto eu... a ser visitada e premiada , ser mais uma vez , escolhida pela mdsol de branco no branco, é honroso. Neste mundo virtual, eu admiro-a, imagino-a. E não sou a única com esse sentimento. E , quase morro de curiosidade em a conhecer....
Escolher... para não quebrar as regras, é o mais complicado. Que me perdoem ! São tantos os bons e eu tão pouco assidua da diversidade, fiel aos da minha lapela... por isso deixo aqui um conselho. Visitem a lapela e por lá há pelo menos 10 blogues que não devem perder de vista...
Deste mar sem fim, Mar á Vista.

C est en septembre.... (1978)

Pintura



Baigneurs à Moritzburg,1909 de

Ernest Ludwing Kirchiner, expressionista alemão
Mulher com sombrinha, 1906




"É somente quando a pintura não é boa que há atentado ao pudor.








Os verdadeiros quadros, sabes, se aproximássemos deles um espelho, este deveria embaciar-se, de hálito vivo, porque eles respiram." Pablo Picasso



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Musica... September morning

Freddy Cole (c est en septembre...)

E não deixem de passar por aqui para reler A invençãao do amor

Provérbios de Setembro

Van gogh, Pôr de sol
Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.

Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.

Setembro a comer e a colher.

Setembro molhado, figo estragado.

Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.

Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.

Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.

Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor

Os Bentos de Zédalmeida


Arrumar...

É esta a faina de Setembro. Arrumar os toldos, porque para o ano há mais....
É assim que se vive o verão da mais longa praia de Portugal....
É assim que se vive a praia para norte.
E o tempo quente por aí.
E há quem suspire... de saudade das férias e do banho que já não pode tomar!
É assim na Figueira da Foz.
(clicando pode aumentar a foto

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pensar a poesia no sítio certo... Praia da Vitória


..De que falam, entre eles, os ‘dezedores’ de poesia?




Esta noite, no Auditório do Ramo Grande (Praia da Vitória), estiveram onze dezedores em palco.
Entre outras coisas, disseram-se frases como estas:«

A função do dezedor é revelar o poema» (José Fanha)

«A poesia é o cristal da literatura, o seu momento mais apurado» (Maria do Céu Guerra)

«Se há poemas que sei de cor, é porque os aprendi com o coração» (Rui Spranger)

«Quando era miúdo, tive dois amigos imaginários: um panda de peluche e o Alberto Caeiro» (Pedro Lamares

«Não devemos escancarar o poema, temos que respeitar as suas zonas de sombra» (Maria do Céu Guerra)

«Quando alguém diz um poema, está a dizer-se a si próprio» (José Fanha)

«Há poetas que dizem muito bem os seus poemas, como o David Mourão-Ferreira. E há os que dizem muito mal, como o Torga ou o Sebastião da Gama. Eu costumava dizer-lhe: “Ó Sebastião, não digas os teus poemas, que os estragas!”» (Maria Barroso)

«Nós é que precisamos da poesia, não é a poesia que precisa de nós» (Maria do Céu Guerra)

«A poesia é um xarope contra a tosse do dia-a-dia» (Álamo Oliveira)

«Gosto de me infiltrar no poema, como a sardanisca do O’Neill» (Maria do Céu Guerra)

«A mim, parece-me que só dizemos bem um poema se conseguirmos namorar o texto» (José Fanha)

«A poesia pode mudar a vida das pessoas, mas não se pode impingir. Não é uma missa, é um encontro.» (Maria do Céu Guerra)

(Surripiado com carinho Ao Bibliotecário de Babel...)

sábado, 5 de setembro de 2009

Joâo Vieira,o grande pintor, deixou-nos, mas a sua obra é imensa...


Nas nossas ruas ao anoitecer

Há tal soturnidade, há tal melancolia...

Cesário Verde, "O sentimento de um Ocidental"













Joâo Vieira , poeta



A relação de João Vieira com os Poetas tem início com o Grupo do Gelo, quando conhece Herberto Helder, Helder Macedo, Manuel de Castro e Mário de Cesariny de Vasconcelos. Contudo, a sua integração vivencial com os escritores vem já de muito longe, remontando à educação familiar, pois é criado numa sala de aulas, com pai e mãe professores. As influências de Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Ângelo Lima e Fernando Pessoa levam-no a transportar os versos para a tela.
Em 1984 realiza serigrafias para o álbum KODAK, sobre um poema de Herberto Helder. Em 1988, na exposição Diálogos de Lisboa, sobre o pintor Francisco de Hollanda, João Vieira transpõe a tradução que este terá feito das metáforas filosóficas do Infante D. Luís na sua série sobre a Criação do Mundo para as letras do seu próprio alfabeto pictórico.
Fundamental para a compreensão da sua obra são os versos de Cesário Verde, que terão mesmo ajudado o próprio pintor a entender que toda a pintura é uma arte de organizar alfabetos, ao sugerir uma relação específica entre a poesia e a pintura, quando escreveu:




Pinto quadros por letras, por sinais,
Tão luminosos como os do Levante,
Nas horas em que a calma é mais queimante,
Na quadra em que o Verão aperta mais



(informação da Wikipédia e visualizaçâo da homenagem prestada na TV2)

Um casamento impossivel...

Esta noite na TV1...

Cordatos. Um, é o naturalmente. O outro , cordialidade à prova de Xanax.

Um dia, quem sabe!

Deixem-me sonhar....

Um cartaz que vale muitas palavras..



Pena os Açores não serem aqui ao lado..


Ontem, eu sabia que queria o meu poeta do coração, pela amizade que nos uniu lá para os lados de Coimbra , Joaquim Namorado.

Ontem era dia de falar de Lua Cheia, mas ela ainda não foi embora, logo ainda não perdi o comboio...
LUA

«O Binómio de Newton é tão belo
como a Vénus de Milo»
Álvaro de Campos

Deixai à lua
o seu lugar de astro
percorrendo no céu a sua órbita
sem complicações dramáticas
sujeita às atracções sabidas
na inversa do quadrado das distâncias
como a lei de Newton
manda.
Bom fim de semana.