sábado, 12 de julho de 2014

Sonoridades de fim de tarde...

Aqui
As minhas fotografias


Ontem, escadas.
Hoje, portas, as mais bonitas do mundo.
Amanhã, quem sabe?  Janelas.
E o meu olhar divide-se na forma de olhar o mundo
entre portas e janelas, umas fechadas outras abertas,
outras, nem tanto assim...

~~~~~~ ~~~~~~ ~~~~~~ ~~~~~~ Entretanto,
AQUI, algumas portas, portuguesas, com certeza, entre as mais belas do mundo.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bom fim de semana . O olhar dos outros, com arte...


Trabalho de Aida Muluneh
A pintora escolheu para representar O Inferno, numa exposição temática, uma mulher etíope como modelo, Salem.  Pintou-lhe o corpo de branco, porque para a artista, viver numa cidade a que se chamou Addis Ababa, não é preciso muito para fantasiar uma ida para o Inferno...

Exposição A DIVINA COMÉDIA, Céu, Purgatório e Inferno, de Artistas Contemporâneos Africanos em Frankfurt.




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Hoje dou-vos um verso...

Les Clés du Paradis -(Jouir, Combattre, Désirer), de Hassan Musa,tríptico 

Entre nós e as palavras, os emparedados,
e entre nós e as palavras, o nosso querer falar

Mário Cesariny, You Are Welcome to Elsinore

terça-feira, 8 de julho de 2014

uma beleza vertiginosa


Para continuar a ver AQUI

Cinema em casa... Uma belíssima escolha

Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Baarìa - A Porta do Vento é um filme autobiográfico, uma saga épica sobre a vida e a morte, amor e ódio, que acompanha 40 anos de história em uma vibrante cidade siciliana durante a primeira metade do século 20. O filme segue a vida de Peppino Torrenuova, desde sua infância como um filho problemático na década de 30, passando pela Segunda Guerra Mundial e o autoritário regime fascista, até seu romance proibido e casamento com a bela Mannina, que culmina em uma tumultuada vida política ao ingressar no Partido Comunista Italiano. Uma jornada cheia de emoção, nostalgia, alegrias e tragédias em um mundo tão distante do nosso, porém tão próximo.

Não adormeças...

Pintura Erótica de Fernando Botero
Não Adormeças

Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.

Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi
de quatro folhas; e das ervas mais húmidas e chãs
com que em casa se cozinhavam perfumes que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.

O meu corpo gela à mingua dos teus dedos, o sol vai
demorar-se a regressar. Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,
como na minha pesará para sempre a pedra do teu rosto
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

domingo, 6 de julho de 2014

Tempos houve em que se ía num estantinho a Londres...
Se eu pudesse, ia por umas coisas e também por outras... Aqui

Retrato de Virgnia Woolf pintado por sua irmã,

sábado, 5 de julho de 2014

Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá!*


*Álvaro de Campos- Ode Triunfal

Primeiro enxuguei os olhos
Depois molhei os pés...
Os olhos espelho de ?
Ti? Mim?
Nem sim nem nim.

 Sophia escreveu.

O que eu queria dizer-te esta tarde
Nada tem de comum com as gaivotas.

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Para Majo e pela sua dedicação diária... :)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Leituras breves ou nem tanto assim... Bom fim de semana aos passantes

«Hoje, se queremos perceber para onde queremos ir não é necessário olhar para a política, mas sim para a arte. Sempre foi a arte que indicou, com grande
antecipação e clareza, o rumo que o mundo ia tomando e as     grandes transformações que se preparavam. É mais útil entra num museu do que falar com cem políticos de profissão. Actualmente, a história, tal como a arte nos ensina, está a pós-modernizar-se.»


... «Como a arte pós-moderna nos ensina, talvez nos pudéssemos aperceber de que há espaço para todos e de que não há pessoas com mais direito à cidadania do que outras»



Excerto do livro, Os Cínicos Não Servem Para Este Ofício, Conversas Sobre o Bom Jornalismo de 

Ryszard Kapuscinski

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sophia, eterna.

"Quando a Arte não é livre o povo também não é livre. Onde o artista começa a não ser livre o povo começa a ser colonizado e a justiça torna-se parcial, unidimensional e abstrata. Se o ataque à liberdade cultural me preocupa tanto é porque a falta de liberdade cultural é um sintoma e significa sempre opressão para um povo inteiro", escreveu  Sophia de Mello Breyner.