quinta-feira, 30 de julho de 2009

O poeminha e a poesia

Foto de Irving Penn, 1950, Moda



Poeminha (bem) Moderato


Hora de beber; parcimónia,
Hora de falar; discrição,
Hora de comer; continência,
Hora de amar - (muita ) atenção.

De Millor Fernandes

Podem ler aqui "Poema Matemático", que quando o coloquei , não sabia o autor e pedi ajuda...Já descobri, é de Millor Fernandes.





O que pensa do ponto de exclamação?

E você amigo (a), o que pensa disto e disto?
Deixe o sua opinião... Eu ando a formular a minha e estou quase a aderir.
Afinal Saramago até já deu o pontapé de saída.
Boa quinta-feira.

Pensar a dança

Fotografias de Edward Weston, 1936

"É preciso amar a dança para continuar a dançar. Não nos devolve nada a não ser aquele momento fugaz em que nos sentimos vivos. Não é para almas instáveis".
Palavras de Baryshnikov, o mago da dança moderna , que patiu aos 90 anos!

Longa vida e ainda melhor arte...
Um dos meus bailarinos preferidos, ver aqui, D. Quixote, un petit peu...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ainda a preto e branco...





Fotografias de Philippe Halsman , entre 1946 e 1950)


"Pode-se ser tentado a dizer que uma pintura preserva um determinado momento. Porém , se virmos bem, é uma afirmação que nada tem de verdadeiro. Porque o momento de uma pintura, ao contrário do que acontece na fotografia , nunca existiu enquanto momento. E por isso não se pode dizer que o preserve"



In, E os Nossos Rostos, Meu Amor, Fugazes como Fotografias

de Jonh Berger




E ainda uma efeméride, ler aqui


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma melodia do séc.XX...

http://www.youtube.com/watch?v=SdselXyPnEIAs férias familiares chegaram ao fim!
Despeço-me da Figueira a preto e branco pois nestes encontros ainda vai havendo vontade de remexer nas velhas fotografias que mostram pessoas que ainda acompanham a bom passo os ritmos da praia... o iodo que não pode faltar no corpo, que ele é a salga para um bom inverno!

A minha mãe,beleza figueirense de todos os tempos, e, que ainda continua a demonstrar que o belo por vezes é intemporal, olha o seu rebento muito loiro que fui e que a tia Arminda, que hoje se passeia pelos seus sãos 83 anos, acarinha!

Deve estar a dizer:- Olha o passarinho!...

Belos bibes exibiamos na praia... tão vestidinhos... como se pode ver também nos vizinhos de barraca.
Está-se em meados do séc.XX...
Que saudades desta praia que já não existe...
-Do Catitinha, velho amigo das crianças, que chamava de apito para lhe beijarmos a mão, nos pegar ao colo e ajudar na travessia da rua! Vivia enlouquecido com a perda de uma filha e percorria as praias de norte a sul, dentro do seu fato preto, laço no lugar de gravata, belos cabelos brancos e uns olhos verdes do tamanho do mundo...
-Do mar chão.
-Da praia curtinha.
-Dos Robertos.
-Da bela bolacha americana. Que não findou, mas não tem o mesmo sabor...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...

Há outro rituais, que também são os meus, pois somos do hoje... E é bom ver as velhas senhoras a acompanhar o correr do tempo e eu ao seu lado e vê-las olhar as velhas fotografias como se fosse uma melodia de sempre! E sobretudo vê-las olhar para mim, mas com um olhar enganoso...pois por vezes pensam que ainda não cresci... o que nem sempre dá jeito...

Mas, para o ano quero mais
E agora é só ouvir o hino da Figueira à maneira coimbrã...





domingo, 26 de julho de 2009

Podia ter sido assim...

Já sonho com o sul...
Ah, o vento norte que corta os nossos sonhos !
Contudo, contra ventos fortes e marés altas há que seguir uma máxima
"Cada momento é de ouro se soubermos reconhecê-lo como tal"
O que nem sempre acontece.

Domingo de julho, mais mar...

Cobre o meu corpo com a tua espuma e passarei a sentir-me menos só....
Vá lá... é só avançar um pouco mais e o encontro será perfeito!
Praia-mar, baixa-mar...
Bem-me-quer, mal-me-quer
Muito, pouco ou nada...

sábado, 25 de julho de 2009

Por hoje é tudo!

Aqui, a minha nostalgia de bem lhe querer, a Banda Filarmónica Figueirense

Bom fim de semana...

Ao longo do dia tudo pode acontecer sem se esperar...
Um belo dia de praia, sem vento...
Uma luz soberba...
Bandas de música, uma das minhas paixões e uma tradição figueirense. regalo para os olhos e para os ouvidos. Muitos músicos jovens . Saudades do coreto antigo, muito mal substituído por uma pala, uma qualquer emitação não sei de quê , ao sabor do gosto dos autarcas que vão passando... (lembram-se????) pela terra... como podem ver e aumentar na foto em cima.
Como deve ser desagradável tocar tanto tempo em pé. A assistência senta-se...
Rapazes e raparigas espalham-se pelas ruas e pelos bancos do jardim nas suas fatiotas coloridas. Haverá um desfile de folclore internacional.
Convívio ameno aonde as flores reinam , sobretudo a alegria da casa ,os sabores primam , para deleite de quem os fez e de quem os come.
Às vezes a cidade acorda! E nós espreguiçamo-nos...

Também ao dar o meu passeio na blogosfera, achei que devia partilhar, para quem não conhece (aqui )
o blogue do Sr. Palomar, a não perder ,e, seguir os conselhos do mesmo.
Parafraseando o Sr. Palomar," se uma única pessoa por lá passar... o dia já está ganho."


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Coimbra, tem mais encanto...



Hoje foi preciso ir até Coimbra.
Entre a Figueira e Coimbra sempre houve um casamento quase perfeito apesar de hoje em dia o modus vivendi ser diferente...
A igreja de Santa Cruz está linda, depois da sua recuperação!
O órgão é de uma beleza sufocante.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Choques urbanos...

Inferno, de Y Bosch
No coração desta cidade, Figueira, este choque urbano tem anos e foi agora recuperado...
Quando Sócrates foi ministro do ambiente, este seria um edifício a impludir...
Como o inferno está cheio de boas e lógicas intençôes....
Mesmo assim, o "diabo" continua contente consigo próprio...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Recordando e vivendo...


Com o mau tempo, as lembranças acentuam-se! Mas, mesmo que o dia estivesse radioso, eu jamais esqueceria o meu amigo José Diogo, porque faria hoje anos! Quantos? Não quero saber!
Deixou-nos há 10 anos... e ainda tinha uma vontade louca de viver!
Amigo, como poucos! E, se fosse caso disso, concerteza estaríamos a comemorar os ditos aonde ele ritualmente gostava de ir, à Feira do Artesanato no Estoril.
Aproveito, para deixar aqui, uma pintura e um prato em cerâmica de 1959 do grande pintor que foi António Quadros, que era irmão de JD.
António, também o conheci em miúda, pois a sua mãe, grande poetisa figueirense era nossa vizinha e de quando em quando recebia a visita dos filhos que faziam poiso por onde as suas vidas artísticas podiam tomar outro rumo. Era uma fotocópia de Zeca Afonso! Mais tarde foram compadres e também este cantou a poética de António Quadros.
Como conheci as suas vidas, a do artista, o que aparece, não corresponde muito à verdade, contudo , AQUI, podeis saber mais qualquer coisa....
Quanto ao meu amigo, artista também, mas mais recatado.... e de outras áreas .
De momento só quero recordar a sua boa arte de ser bom Amigo!

Feira de disparates


O tempo por aqui está mesmo de invernia...
Lê-se e vai-se registando com mais ou menos dor de alma
esta feira de disparates em que se vê o país viver...
Cada dia há mais do mesmo...

"Que quer a dr.ª Manuela? Não se sabe, a não ser a sua ânsia de rasgar tudo o que Sócrates fez nos domínios do social. Só isso é, já de si, assustador, e criaria uma tessitura de conflitos cujos resultados seriam imprevisíveis. Os disparates que a senhora diz, com emocionante regularidade, têm uma importância de somenos. Mas reflectem as características do que pensa: uma privação absoluta de consciência social, que a torna extremamente perigosa. Não por ela, sim pelo que consigo arrasta e precipita."


De Baptista-Bastos, DN de 2009/09/22

terça-feira, 21 de julho de 2009

Por aqui, nem todas as manhãs são claras...



Praia da Claridade...
Nem sempre corresponde à verdade, mas a sua luz é peculiar e muito única.
Hoje esse "claro" quase não aconteceu como quase nada acontece nesta terra!
Olhos que te viram!
Ámanhã, será outro dia e nós por cá todos bem...
Choverá, fará sol? Eterna interrogação...
E...
imagens da praia de S. Pedro, na outra margem do rio, o Mondego!
Montagem de imagens que representa uma casa antiga de
pescadores ou pequena cena
museológica da região.AQUI




segunda-feira, 20 de julho de 2009

Isto tem uma estória... mas só hoje vou buscar os prémios...

Bem ao retardador, que para o caso não vou aqui contar..., vou buscar o meu prémio Lemniscata (1) , que a menina do meu blogue de sonho , mdsol, de o branco no branco, me atribuiu e que eu com muita singeleza recebo, pois sou uma "naif"no campo da blogosfera e com tanta gente boa por aí... eu não queria acreditar na proposta... mas se ela encontrou algo que está no espírito do prémio, quem sou eu para a contrariar....
Para todos os companheiros de viagem as minhas saudações! E para mais, ler aqui...

Lembrei-me agora... que recebi um Lemniscata(2) da simpática Praça Stephens, há umas semanas que aqui fica. Obrigada!

Uma noite hilariante para chegar até aqui.
E.. para não quebrar a corrente... pois não são tantos os blogues que frequento para poder ser mais acertiva ou justa, vão aqui aqueles que são uma referência para minha informação , recriação e sensibilidade mesmo caindo em repetições...

"O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores."

Antreus
O tempo das Cerejas
O cheiro da ilha
Arte fotográfica



1969 - passos de gigante para a Humanidade...

Passinhos, também para nós, na forma de começar a viver as nossas vidas...

Eu mudei
Tu mudaste
...
Nós mudámos
Foi ontem...

E, já agora , para o meu amigo ARGONAUTA que foi "ouver" Katie Melua ..AQUI

A lua e o mar, indissociáveis! É bom rever a cores o que aconteceu há 40 anos!Dei comigo no mesmo local. È bom sinal...


Lua adversa


Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles, in 'Vaga Música'

sábado, 18 de julho de 2009

Febre de sábado à noite...ou coração para vários gostos...

Lenços de namorados, que para os amigos de outras nacionalidades que desconheçam a sua origem podem ler AQUI a sua estória.




sexta-feira, 17 de julho de 2009

Futuros Amantes - Chico Buarque

Fotografia de Murillo Meirlles

Dia de praia... Atlântico norte . Bom fim de semana.

Hoje, num dia de praia puro e duro, senti que os "seus" olhos eram da cor do meu mar...
e passei ainda a gostar mais dos dois!
"Chico é nome de escritor ruim", aqui





Humor do outro lado do Atlântico

A revista Piauí é brasileira e de conteúdos de qualidade superior...

Muito intelectualizada, mas a verdade é que há intelectuais, logo merecem-na e os que aspiram e desfrutam também aos prazeres dos ditos cujos, também a apreciam.
Quando passo pelo outro lado do Atlântico, tento- me pela compra de uma , pelo menos...
Gosto dos seus cartoons e desenhos de humor que vos deixo aqui e aonde fui conduzida através do blogue A Origem das Espécies. Vejam aqui em tamanho normal

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por continuar cansada das parvoeiras da ilha e do continente, vou poemar...

Pintura de, De Chirico, 1926 Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical."
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que era
O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações ediagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.

Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás,
em qualquerSociedade.

(este poema delicioso chegou-me via mail e não tem autor... se alguém conhecer o nome...p.f. deixe no comentário)
Encosta-te a mim...

Hoje foi um dia de emoções boas...


Há dias felizes de manhã á noite!
Há que os agarrar...
E, para finalizar as festas de Lisboa, em Belém, Jorge
Palma esteve no seu melhor com os seus amigos convidados!
Que bom "ouver" o Fausto... uma verdadeira aparição...
Ouvir aqui...

Um azar nunca vem só - de PITECOS


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Parabéns...


Hoje é dia de anos de JV!
Bom amigo e colaborador pontual deste "cantinho"com as suas fotografias que têm sempre como pano de fundo o MAR.
Para ti em especial, mas para todos os que aqui passam deixo uma frase para pensar e de que gosto...
A arte do descanso é uma parte da arte de trabalhar...
J. Steinbeck
Pintura naif de Ronaldo Mendes


terça-feira, 14 de julho de 2009

Palma Inácio, não posso deixar passar em branco!


PALMA INÁCIO-1922 - 2009

Não posso deixar passar em branco esta figura incontornável
da aviação ao serviço da luta "armada " que na minha adolescência me deixou ao rubro com o assalto ao BDP, mesmo ali nas minhas barbas... e eu e os demais só tomarem conhecimento do sucedido pela pela rádio...
Morava em frente ao Banco.
Estava um lindo dia de sol!
Muitas poeiras ficaram no ar.
Alegrias e muita tristezas... gente grada e arraia miúda sem saber bem no que estava metido.
Alguns, poucos, eram nossos conhecidos por laços de família.
Aquele aviãozinho que ficou em Cernache...
Um filme que ninguém ainda pensou em fazer com um galã à altura de Palma Inácio! Bonito, charmoso e de ar triste como todos os "eus " românticos e crédulos de grandes causas... algumas bem perdidas! E para mais vinde até aqui



Nem sempre tenho sucesso, mas tenho sempre esperança.
Ovídeo, poeta romano
Pintura de Vieira da Silva

Para o dia da França, um livro francês.

14 de julho, vamos até França...
Hoje, ao passar os olhos pela Bibloteca de Babel, e ao tomar conhecimento deste livro, ONDE VAMOS , PAPÁ? fiquei com vontade de o comprar, pois na minha vida profissional passou um trabalho profundo e inovador (anos 90) com crianças diferentes e cujas cumplicidades, alegrias e tristezas partilhadas com os pais ( leia-se mães)... provocaram momentos únicos!
Quem sabe se a vontade também não chega até vós? Partilhar a catarse de um pai , que ainda por cima o faz com sentido de humor, deve ser uma boa lição de vida.


«Toda a gente pensa nisso, como se pensa num tremor de terra, como se pensa no fim do mundo, numa coisa que só acontece uma vez. Eu tive dois fins do mundo», resume Jean-Louis Fournier, escritor, humorista e realizador de televisão francês. Tanto o seu primeiro filho (Mathieu) como o segundo (Thomas) revelaram, ao fim de poucos meses de vida, deficiências motoras e mentais profundas. Dito de outro modo: se o nascimento de uma criança normal (como viria a ser Marie, irmã mais nova de Mathieu e Thomas) representa um milagre, «uma criança deficiente é um milagre às avessas».Após várias décadas de silêncio sobre os filhos problemáticos, Fournier decidiu escrever-lhes um livro, mesmo sabendo que eles nunca o lerão. A ideia é resgatá-los do esquecimento, «para que não sejam apenas uma fotografia num cartão de invalidez». Retratá-los como eles, de facto, são. Ou eram. Um gesto que implica uma franqueza total, uma honestidade absoluta; certamente difíceis de assumir. Fournier não doura a pílula, não esconde as falhas próprias, não disfarça o desânimo, nem embeleza os remorsos: «Não fui um bom pai. Muitas vezes, não vos suportava, era difícil gostar de vocês. Convosco, era preciso uma paciência de santo, e eu não sou nenhum santo.» Espantosa, esta sinceridade.Por princípio, o progenitor de uma criança deficiente «não tem o direito de rir, porque isso seria do mais profundo mau gosto». Mas é essa linha que Fournier atravessa sem medo. Os filhos são flácidos, corcundas, frágeis como «avezinhas depenadas», com a cabeça «cheia de palha» e o corpo sustido por um espartilho ortopédico, de metal cromado e couro, que os assemelha a «guerreiros romanos de couraça». Ao falar deles, o tom oscila entre a ternura contida e o mais feroz humor negro. Exemplo: para Mathieu, que não consegue endireitar-se por falta de tónus muscular, o pai antevê a profissão de garagista. «Mas um garagista deitado. Daqueles que arranjam os carros por baixo nas garagens onde não há placa elevatória.» No fundo, ele troça dos filhos como Cyrano de Bergerac troçava do próprio nariz: criando uma distância irónica que é apenas um perímetro de segurança, uma linha de defesa contra a loucura.Sem que nada o fizesse prever, este livrinho quase sempre desconcertante (salvo nalgumas passagens mais delicodoces que lhe retiram alguma da força) foi uma das sensações da rentrée literária francesa de 2008. Além da boa recepção crítica e de uma presença de vários meses nos tops, com vendas superiores a 400 mil exemplares, arrebatou ainda o Prémio Femina.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia 13 - o pensamento do dia

Existe, sem dúvida, um remédio para cada culpa: reconhecê-la.
F. Grillparzer( dramaturgo)

domingo, 12 de julho de 2009

Estória de amor... para hoje


























MODIGLIANI, nasceu a 12 de Julho de 1884...
Quero acreditar que nunca morreu pelo prazer que as suas pinturas continua a provocar ... uma sensualidade desmesurada...
Quem não gosta?
Multiplas aventuras vividas... mas um grande amor com Jeanne Hébuterne, sua musa e modelo e cuja estória podem ler AQUI