terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando encontrares uma fada...


...
Oh, se esta noite, sonhando,

Alguma fada, engraçando
Comigo (podia ser?)
Me tocasse com a varinha
E fosse minha madrinha,
Mesmo a dormir, sem a ver...

Mafalda, o dia 20 de Setembro , tem entre nós e os que te amam, a cumplicidade do teu nascimento.
Há nove anos, eu a esbugalhar os olhos para aprender a viver em Bruxelas e tu, por cá, a olhares como só tu o sabes fazer, toda a panóplia d médicos e enfermeiras e os teus babados familiares…. E tantos que são, felizmente. Por lá eu ria contente, por cá choravam de alegria...
Então, como forma de te festejar neste Mar à Vista, como há 3 anos acontece, vou dar-te uma dica de um belo poema que um dia fui convidada a ler numa festa para crianças, quando um senhor muito alto e de bigode farfalhudo queria ser Presidente deste país que se queria governável.
Vais partilhá-lo com o teu avô Zé Manel, que te fará uma leitura completa e que te explicará que na floresta da vida há fadas boas e más…e “QUANDO ENCONTRARES UMA FADA DEVES COM JEITO FALAR-LHE.”

As fadas… eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras velhas de pasmar…
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar…

Algumas em fonte fria
Escondem-se, enquanto é dia,
Saem só ao escurecer…
Outras, debaixo da terra,
Nas grutas verdes da serra,
É que se vão esconder…

O vestir… são tais riquezas,
Que rainhas, nem princesas
Nenhuma assim se vestiu!
Porque as riquezas das fadas
São sabidas celebradas
Por toda a gente que as viu…

de Antero de Quental " Fadas"

domingo, 18 de setembro de 2011

Para os amantes de gatos....









Este "amado gato",foi o testemunho de um encontro durante um belo passeio e um pacto de cumplicidade e afeto , o tempo que durou o passeio e a sua salvação, pois andava perdido.... e ,para mim, o verdadeiro testemunho que gato escaldado de água fria tem medo... ou seja , ele tem sempre medo da água fria mesmo sem se ter escaldado.



Aí os cães levam a melhor...



Momentos de ouro...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Era uma vez...

Pintura de Carl Larsson


O que é feito de si?
Estranho a sua ausência...

Ecos do Fado (5)... quase na reta final









Pontuado por uma maior expressão onírica, podemos observar na obra de Júlio Reis Pereira (1902-1988), Principal ilustrador da revista
Presença - de que seu irmão José Régio, foi um dos diretores - o multifacetado Júlio, engenheiro, poeta e pintor, faz figurar a guitarra portuguesa em ambientes de vincada carga poética.
Na série desenhos Poeta produzidas desde o final da década de 70, Júlio recorre sistemáticamente à guitarra, transmutando-a em instrumento de fascínio aqui enfatizado na sua carga mágica e onírica.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ecos do Fado (4)







Desenhos de Stuart Carvalhais." Ao atentarmos na ilustração das partituras, percebemos que à mudez das figuras representadas corresponde, invaiávelmente, a eloquência do gesto. No mesmo suporte, o discurso político de Stuart fez coincidir a música silenciada com a amplificação da sua dimesão cultural"

In catálogo da exposição

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ecos do Fado (3)




No tríptico Lá Vem a Nau Catrineta Que Traz Muito que Contar, Almada fixou o imaginário da cidade, sintetizando a lenda em três cenas, desde a aventura dos mareantes no mar tenebroso, a fé na divina providência, o amor à pátria e à família.

Na primeira cena, os marinheiros mostram-se desesperados, enquanto o capitão busca por uma linha de terra. Nas velas, pairando sobre o navio, as sombras do diabo e da morte. Na segunda cena, central,um anjo da guarda figura junto ao mastro, enquanto no plano superior as três filhas do capitão agurdam o regresso da Nau. Uma guitarra portuguesa repousa no solo. Finalmente, a terceira cena, o desfecho feliz: a chegada a terra, a multidão dando largas à sua alegria e o capitão abraçando a três filhas.
De facto, mais do que o gosto dos portugueses pelo Fado, esta obra poderá testemunhar, o gosto dos portugueses por um final feliz.
Marinheiro e Rapariga, 1928, de A. Negreiros
Os modernistas aproveitaram os temas e objetos populares introduzindo no contexto do "reaportuguesamento de Portugal" e mesmo o autor do fulgurante Manifesto Anti-Dantas não deixou de produzir interessantíssimos testemunhos pictóricos de grande carga onírica evocando o universo do Fado e da guitarra portuguesa.
De facto ,se na obra Fadistas sobressai a ironia subjacente ao traço caricatural, no desenho Marinheiro e Rapariga concluído em Paris em 1923, a representação do universo fadista faz-se associar á faina marítima.



O próprio Almada afirmaria na sua Histoire du Portugal par Coeurem 1919. Tejo, lombada do meu poema aberto em páginas de Sol... Portugal é o último coração europeu antes do Mar. Nós temos todos os rios de que tínhamos necessidade. O Tejo é o maior; nasce em Espanha, como outros, mas não quis ficar lá(...) Nós també temos varinas que vão pelas ruas como barcos sobre o Mar. Têm o gosto do sal. Nas canastras transportam o Mar

In,catálogo de Ecos do Fado da Arte Portuguesa de XIX a XXI

Ecos do Fado, exposição (2)

O Marinheiro,1913, Constantino Fernandes
Da Madragoa à Ajuda pela Pampulha, 1947, de Emmerico Nunes



"Nas palavras de Rui Mário Gonçalves, por várias atitudes automarginalizantes, entre as quais podemos salientar duas: a obsessão pela originalidade e a passagem pelo amor fútil aos atos provocatórios futuristas"
Assim surgirão Almada Negreiros que conviveu assiduamente com Santa-Rita.
A eles voltarei mais tarde...

domingo, 11 de setembro de 2011

Um pedido do Pedro, maestro e compositor...







Caros amigos,

Acabei de me estrear a fazer e montar um video. É um video-clip sobre uma música de um disco meu que está para sair.Coloquei-o no Youtube e, como sabem, só acima de um certo número de visionamentos é que ele aparece nos motores de busca.Peço-vos então que visitem este endereço http://www.youtube.com/watch?v=FyRUwKUigMoTalvez não se aborreçam e, se tal acontecer, por favor passem aos vossos amigos.Aqui fica desde já o meu agradecimento.

Pedro Osório



Vamos lá fazer subir o Pedro...